A Fundação Vingt-un Rosado recebeu uma correspondência que atesta sua importância para a cultura brasileira, mas ao mesmo tempo identifica o desprezo a que vem sendo relegada em sua terra-berço, Mossoró. É uma mensagem enviada por Rita de Cássia Araújo, coordenadora-geral do Centro de Estudos da História Brasileira (CEHIBRA), da Fundação Joaquim Nabuco.
Ao mesmo tempo, ela lamenta não encontrar meios para dar suporte financeiro para que a entidade mossoroense possa ser salva do abandono a que foi relegada, principalmente pela chamada “cultura” de Mossoró.
Leia abaixo, o texto de Rita de Cássia Araújo:
Prezados senhores:
Lembro-me perfeitamente da generosa e relevante doação de livros feita pela Fundação Vingt-un Rosado à Fundação Joaquim Nabuco, bem como reafirmo nosso interesse em receber a doação de novos livros. Sinto muito pelas dificuldades pelas quais a Vingt-un Rosado está passando.
É lamentável que, em pleno século XXI, um país emergente, uma das maiores potências econômicas do mundo, não priorize as iniciativas de cultura e memória existentes que, afinal, o fazem perdurar e se fortalecer enquanto nação.
Infelizmente, como órgão público federal, vinculado ao MEC, não vislumbro possibilidades jurídico-administrativas de auxiliá-los com recursos financeiros. Talvez pudéssemos pensar em alguma parceria institucional, desde que não envolvesse repasses de recursos.
Cordialmente,
Rita de Cássia Araújo – Coordenadora-geral do Centro de Estudos da História Brasileira – Cehibra/Fundação Joaquim Nabuco