O jornalista e escritor, Cassiano Arruda Câmara, tomou posse na noite desta segunda-feira (18) na Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL), em Natal. Assumiu assento do amigo e jornalista falecido ano passado, deputado estadual Agnelo Alves.
Cassiano, ladeado pelo prefeito Carlos Eduardo, recebeu homenagem expressiva (Foto: redes sociais)
A cerimônia foi muito concorrida, com a presença de muitas autoridades, familiares e amigos do novo acadêmico.
Cassiano Arruda Câmara tem dois livros publicados. O primeiro é “Um Repórter na Roda Viva: do Tipo Móvel ao Notebook” (Chegança, 2002) e “Hotel de Trânsito (Flor de Sal, 2009).
Novo Jornal
Aos 72 anos, ele é diretor-fundador do impresso Novo Jornal, é comentarista da TV Tropical e Rádio CBN.
Mas sua experiência vai para um tempo mais remoto, com passagens pelo Tribuna do Norte e extinto Diário de Natal, onde ganhou grande dimensão e prestígio, com sua coluna diária Roda Viva.
Prestigiaram a posse de Cassiano o desembargador Cláudio Santos, presidente do Tribunal de Justiça do RN (TJRN); professora Ângela Cruz, da Universidade Federal do RN (UFRN); o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT); Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Claudia Santa Rosa, secretária estadual de Educação; ex-ministro Henrique Alves (PMDB); deputado federal Felipe Maia (DEM) etc.
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Impactante e inquietante a entrevista concluída há poucos minutos, no programa Roda Viva da TV Cultura, com o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-líder do Governo Dilma Rousseff no Senado). Mostrou que a corrupção na Petrobras vem de longas datas, mas teve caráter científico e “sistêmico” a partir do Governo Lula (PT) em 2003.
“Petrobras sempre foi do Presidente da República. Qualquer papo diferente é nos fazer de tolos”, apontou.
Ele também previu que políticos ligados ao PMDB e o próprio presidente interino Michel Temer, não devem se sentir confortáveis com as investigações e novos fatos que virão à tona.
Delcídio mostrou como políticos de vários matizes e, até adversários, se juntam na corrupção (Foto: reprodução)
Ele ainda falou de Furnas, Aécio Neves (PSDB), Renan Calheiros e outros personagens, como o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro, voltando a afirmar que ele foi nomeado para essa corte para cumprir missão em favor de envolvidos na Operação Lava Jato.
O ex-senador, cassado recentemente pelo Senado, num processo que ganhou rito célere pelas mãos do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), garantiu que está compilando farto material ainda a ser encaminhado às autoridades. Disse que é uma pessoa “muito organizada” e que tem muitas gravações que fez documentando a CPI dos Correios na gestão de Lula, mas também fala sobre Furnas, e a própria Lava Jato.
“Compromissos”
Segundo Delcídio do Amaral, a presidente Dilma Rousseff autorizara que ele falasse pessoalmente com Marcelo Navarro sobre os interesses do Governo Federal em relação à Operação Lava Jato. Precisaria cumprir “compromissos” em decisões que colaborassem com a soltura de alguns implicados.
O ex-senador relatou no programa que Navarro afirmara que ‘sabia’ exatamente o que fazer.
O senador cassado também foi questionado sobre denúncias de corrupção em Furnas Centrais Elétricas, de que o senador Aécio Neves (PSDB) é acusado de ser beneficiado de desvios, entre outros políticos. Delcídio não confirmou supostos benefícios a Aécio, mas disse que Furnas é a “joia da coroa”, uma empresa que está com o “filé-mignon do setor elétrico”.
Mas, lembrando de sua posição de presidente da CPI dos Correios, que analisou as denúncias do mensalão no governo Lula, disse que “a gênese do mensalão surgiu em Minas Gerais”.
Lula, PT e Dilma
Em vários momentos da entrevista, ele criticou Renan Calheiros, a quem definiu como “cangaceiro” e com biografia inaceitável para ocupar a presidência do Senado.
Antecipou que a Operação Lava Jato pelo conjunto de informações que ele passou e outras já coletadas, deverá gerar ter sérios problemas adiante para o ex-presidente Lula. Virão “outros desdobramentos”, disse. “Situação dele é crítica”.
Sobre Dilma, enxerga que sua trilha chegou ao fim. Não retornará ao Governo e provavelmente ficará alijada da política.
PMDB envolvido
Já o PT, é possível se reinventar, mas não com Rui Falcão o presidindo, sujeito ‘bizarro’, disse.
“Primeiros passos de Michel Temer preocupam muito”, afirmou o ex-senador. “Terá que ter coragem para tomar medidas duríssimas”, disse. Também deixou nas entrelinhas, que pode ser alcançado por investigações da Lava Jato. Não bota a mão no fogo por ele.
Em relação ao PMDB, Delcídio contou que “vai aparecer nitidamente” (veja mais AQUI) em breve, sem rodeios, elementos claros de envolvimento de muita gente que tem se esquivado de acusações. Escândalo de corrupção vai se aprofundar com sigla, deixou claro.
Nota do Blog – Eu acredito piamente em Delcídio do Amaral. Sua entrevista foi clarividente e deve provocar disenteria em alguns figurões do RN à Brasília.
Engraçada a seletividade de alguns em relação ao que Delcídio afirma. Acredita ou discorda, conforme seus interesses e crenças. Ah, tá!
É mais ou menos assim: O que afeta meu partido, é mentira. O que embaraça o adversário, é claro que é verdade!
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Chico Buarque é uma legenda da Música Popular Brasileira (MPB). Roda Viva é uma daquelas canções eternas, que vence o tempo e encanta as mais diversas gerações.
Neste vídeo postado nesta série do Blog do Carlos Santos, as imagens são do Festival da Record de 1967. O artista canta sob aplausos intensos da plateia, ao lado do grupo MPB 4.
(…) Tem dias que a gente se sente Como quem partiu ou morreu A gente estancou de repente Ou foi o mundo então que cresceu…
A gente quer ter voz ativa No nosso destino mandar Mas eis que chega a roda viva E carrega o destino prá lá …
Aproveite e não deixe que a “roda viva” dê todo o destino à sua própria história.