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Romance histórico retrata antecedentes de 1964

Para entender o que aconteceu em 1º de abril de 1964, é preciso retroceder às eleições de 1960 e à polarização que tomou conta do país. E será pelo olhar de Fernando e Marcos, pai e filho, ambos jornalistas, mas que estão em lados políticos opostos. Fernando na Tribuna da Imprensa, jornal de Carlos Lacerda, alinhado a um caminho liberal-conservador. Marcos na Última Hora de Samuel Wainer, veículo mais alinhado à esquerda.

Duas vidas que terão seus destinos modificados por suas visões e ambições, e que assistirão em primeira mão uma das maiores mudanças na política brasileira.

Bebida Amarga é outro livro que mistura história e ficção, do autor mossoroense Reprodução: Canal BCS)
Bebida Amarga é outro livro que mistura história e ficção, do autor mossoroense Reprodução: Canal BCS)

A Faro Editorial lança este mês o novo livro de José Almeida Jr, vencedor do prêmio Sesc de Literatura e finalista do Jabuti. Reconhecido por seus romances históricos sobre momentos marcantes da história nacional, e depois de retratar uma versão ficcional da vida de Machado de Assis, Almeida trará em “Bebida Amarga” um retorno aos momentos que precederam o Golpe Militar de 1964, com uma perspectiva muito atual: a polarização do país entre a esquerda e a direita.

Em “Bebida Amarga”, acompanharemos os fatos que precederam o período de ditadura, narrados em primeira pessoa por Marcos e Fernando, pai e filho, que defendem ideais políticos opostos, em um dos períodos históricos mais marcantes da história política do Brasil.

Ambos são jornalistas e trabalham em jornais com vieses ideológicos opostos. Fernando na Tribuna da Imprensa, jornal de Carlos Lacerda, de caráter liberal ligado à UDN. Marcos na Última Hora de Samuel Wainer, veículo porta-voz do trabalhismo do PTB.

Com capítulos alternados entre os narradores, a obra permite ao leitor ter duas versões diferentes a respeito dos reflexos da política dos anos 1960 na vida das pessoas comuns. Sem maniqueísmos e a partir de pontos de vista ideológicos distintos, Bebida amarga resgata os reflexos de um dos períodos de maior polarização política da História do Brasil. Até agora.

O autor

Após a conquista do Prêmio SESC em 2017, José Almeida Júnior surgiu no cenário da literatura brasileira com uma marca própria, a do romance histórico. Da experiência como defensor trouxe para a arte literária uma obsessão em desvendar nossa história e criar, a partir dela, personagens que traduzem com perfeição o espírito do tempo.

Foi o que realizou com maestria nos romances O Homem que Odiava Machado de Assis, sucesso de público e crítica, e Última Hora, vencedor do Prêmio Sesc e finalista dos Prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura.

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Romance histórico sobre Machado de Assis será lançado hoje

É nesta sexta-feira (16), na Livraria Cultural do Partage Shopping Mossoró, às 19h30, o lançamento do mais novo livro do escritor José Almeida Júnior: “O homem que odiava Machado de Assis”.

Almeida Júnior: segundo livro (Foto: arquivo)

“Neste romance histórico, uma outra face de Machado de Assis é apresentada e convidamos os leitores a conhecerem a versão de seu adversário mais desgraçado: Pedro Junqueira”, antecipa a Faro Editorial, selo que publica o título.

José Almeida Júnior é escritor e Defensor Público do Distrito Federal, com pós-graduação em Direito Processual e em Direito Civil.

De origem mossoroense, ele chega ao seu segundo livro depois do sucesso da estréia com “Última Hora”, sucesso de público e crítica. O romance foi vencedor do Prêmio Sesc de Literatura de 2017, finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio São Paulo de Literatura.

Com O homem que odiava Machado de Assis, ele parece que segue trajetória parecida. O livro tem recebido endosso da crítica especializada em várias resenhas na imprensa. Paralelamente, ele tem feito lançamentos e participado de feiras literárias pelo país.

“A linha narrativa segue muito a vida de Machado de Assis. Aproveita questões polêmicas e pitorescas da vida dele”, comenta o autor.

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