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E tudo pode ficar ainda pior na Segurança Pública

Em campanha, o então candidato Robinson Faria (PSD) em 2014, prometeu: “Serei o governador da Segurança.”

Os números da violência à época assustavam. Era, certamente, o que mais inquietava o norte-rio-grandense na gestão Rosalba Ciarlini (DEM).

Posso ser leviano, se afirmar que Robinson tinha certeza de não poder cumprir a promessa. Mas não vou lançar essa assertiva. Prefiro acreditar, firmemente, que foi arroubo de campanha. Ele não me parece alguém de má-fé.

Robinson na posse em primeiro de janeiro de 2015 (Foto: de Gabriela Freire/g1)

Ao mesmo tempo, interpreto que o então candidato não tinha noção alguma da dimensão do problema, além de lhe faltar experiência como Executivo.

Robinson desembarcou no Governo do RN com a imagem fixa num modelo de segurança adotado pelo Ceará. Seria o “Ronda Quarteirão” de lá, transformado em “Ronda Cidadã”. No discurso de posse em 1º de janeiro de 2015, reiterou essa ideia.

É um fracasso na capital e não deve se expandir pelo interior do Rio Grande do Norte, que está entregue à própria sorte. Seu Governo é campeão em número de homicídios e de fugas de presídios.

O Ceará também deixou há muito de servir como parâmetro de êxito em Segurança Pública, com números alarmantes de homicídio e crimes não letais, desmanche do sistema prisional e vitória continuada do crime sobre a lei.

Colômbia

Angustiado, sitiado por fracassos na política de enfrentamento à violência, Robinson pousou na Colômbia e de lá retornou com nova propaganda ufanista: o modelo colombiano seria a solução para debelar o poder do crime organizado e desorganizado no RN.

Outra furada. Nem se fala mais no assunto.

Na Colômbia, o que deu certo é resultado principalmente de investimento bilionário dos EUA, para dotar o Estado colombiano de meios para enfrentar narcotraficantes e guerrilheiros que adotaram a coca como principal base de financiamento de sua atuação nas selvas. Existe uma combinação de investimento social com inteligência e repressão.

No nosso estado, continuamos reféns da bandidagem e ofendidos por uma propaganda institucional que é ainda mais criminosa: quer nos convencer de que tudo está bem.

O Governo Robinson importa secretários de outros estados, ajusta discursos e não consegue minimizar a dor do povo potiguar.

A violência é uma metástase no território brasileiro e não é diferente em solo norte-riograndense.

E tudo pode ficar ainda pior.

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