O Ministério Público Eleitoral (MPE) representou pela segunda vez contra a Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor, questionando local de suas concentrações políticas.
Mais uma vez a Justiça Eleitoral emitiu decisão acatando ponderações do promotor Ítalo Moreira.
O MPE apontou que as reuniões noturnas dessa coligação que abriga a candidatura a prefeito do empresário Tião Couto (PSDB) ocorrem em local próximo a um templo evangélico.
Deveriam guardar distância mínima de 200 metros, o que não acontece.
A insistência no “pecado” pode levar os infratores à sanção pecuniária de R$ 100 mil.
Antes, já ocorrera em relação ao próprio comitê da coligação, próxima ao Colégio Estadual Abel Coelho, onde funcionou a antiga clínica médica Samec.
A decisão saiu agora à noite, por manifestação do juiz Breno Valério, titular da 33ª Zona Eleitoral de Mossoró.
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O Governo do Estado acabou com as unidades próprias do Programa Farmácia Popular do Brasil em Mossoró. Os prédios sedes já foram desocupados – informa o jornalista Magno Alves.
A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte, inaugurada no dia 28 de dezembro do ano passado, quase três meses depois nunca entrou em funcionamento.
O Hospital da Mulher entregue à população com ótimos serviços no dia 9 de março do ano passado, praticamente está sem funcionar devido registros de corrupção (mais de R$ 8,4 milhões teriam sido rapinados em 6 meses) e impasse em “negócios” envolvendo entidade terceirizada e Governo do Estado.
UPA do Belo Horizonte fechada logo após inauguração é símbolo do descaso (Wilson Moreno)
Algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS), mantidas pelo município, estão sem pleno atendimento devido falta de médicos.
O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) continua abarrotado de gente, sufocado e sem estrutura para a demanda.
Em Mossoró, mesmo quem possui plano de saúde privado enfrenta enorme dificuldades de atendimento; certas especialidades só existem em capitais como Natal e Fortaleza e consultas podem demorar semanas ou meses.
Remédios
A Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), quase fechada devido cerco político-administrativo e eleitoreiro pela Prefeitura de Mossoró, na gestão passada, funciona a duras penas e chega a fazer mais de 500 partos por mês, a custo bem inferior identificado no Hospital da Mulher.
Mossoró convive com índices preocupantes de Calazar em seres humanos e Hanseníase.
Existem queixas constantes à falta de remédios controlados em unidade de atendimento do Estado – Unicat.
Município viu fechar clínicas pediátricas importantes como Samec e Uniped.
Hospitais de retaguarda que poderiam amenizar superlotação do HRTM – que é para emergências – foram sendo asfixiados até a extinção, como o Santa Luzia etc.
Vale lembrar que nos últimos 16 anos o município foi governado por uma enfermeira e uma pediatra, respectivamente Fafá Rosado (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM).
Ferrados
Há mais de dois anos, a propósito, Rosalba é governadora do Rio Grande do Norte.
Estamos literalmente ferrados.
Nossos proeminentes políticos e seus familiares sempre são atendidos em hospitais da capital e no Albert Einstein ou Sírio Libanês de São Paulo.
A escumalha que se lasque.
Nota do Blog – Patético na foto de Wilson Moreno é o uso, atual, da UPA do Belo Horizonte: a cerca em sua volta é utilizada como varal para secar cascas de laranjas.
Pelo menos isso.
Dizem que a casca de laranja tem ótimo uso medicinal para crises de garganta e outros incômodos.