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Congresso aprova R$ 15 bilhões para estados e municípios

Sessão plenária do Senado Federal, ontem (foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Sessão plenária do Senado Federal, ontem (foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O Congresso Nacional aprovou ontem (9) o projeto de lei (PLN) 40/2023, que libera R$ 15 bilhões para compensar a perda de arrecadação de estados, Distrito Federal e municípios. O texto também abre crédito especial de R$ 207,4 milhões para pagar despesas de oito ministérios.

O texto original, apresentado em outubro pelo Poder Executivo, previa apenas a liberação de recursos para os ministérios. Duas semanas depois, a Presidência da República enviou uma nova mensagem para incluir os R$ 15 bilhões destinados a estados, Distrito Federal e municípios.

Desse total, R$ 8,7 bilhões vão cobrir perdas de arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Os R$ 6,3 bilhões restantes compensam redução nas transferências aos Fundos de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e dos Municípios (FPM) em 2023.

Antecipação

O repasse para compensar as perdas com o ICMS está previsto na Lei Complementar 201, de 2023, sancionada em outubro. De acordo com o texto, a União deve repassar um total de R$ 27 bilhões a estados e ao DF até 2025.

O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) decidiu antecipar para este ano a transferência de parte dos recursos, o que deveria começar apenas em 2024.

Isso foi possível porque, segundo o MPO, há um espaço fiscal de R$ 74,9 bilhões em relação à meta de resultado primário estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Com informações da Agência Senado

CCJ do Senado deverá votar reforma tributária terça-feira

Senadores Davi Alcolumbre e Eduardo Braga (foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Senadores Davi Alcolumbre e Eduardo Braga (foto: Roque de Sá/Agência Senado)

A reforma tributária (PEC 45/2019) deverá ser discutida e votada terça-feira (7) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o único colegiado em que a proposta tramitará, além do Plenário.

Essa é a previsão do presidente da CCJ, o senador Davi Alcolumbre (União-AP). O relator do texto, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou versão alternativa (substitutivo) da proposta no último dia (25) de outubro.

Na sua avaliação, o texto ainda poderá sofrer alterações.

“Existem 700 emendas apresentadas. Não dá para dizer que tem um acordo. Ainda vai haver muita discussão. É uma matéria que tem muitos interesses. É uma votação que esperamos obter êxito, mas ainda está em um processo de construção”, explicou Braga à Agência Senado.

Dificuldades

Para o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), o texto terá dificuldades para ser aprovado na CCJ no dia 7. Uma das razões, segundo Izalci, seria o possível aumento da carga tributária ao setor de serviços.

“O relator amenizou [a possibilidade de aumento de impostos], mas ainda não resolveu. Vejo que haverá muita discussão e pedido de mais prorrogação”, disse Izalci em entrevista à TV Senado.

Cronograma

Na ocasião da leitura do relatório na CCJ, Davi, concedeu, de ofício, vista coletiva para os demais membros do colegiado analisarem o conteúdo antes da discussão, prevista para ocorrer às 9h do próximo dia 7.

Ele espera que a proposta seja votada no Plenário nos dias 8 e 9 deste mês para ser devolvida à Câmara dos Deputados até o dia 10 do mesmo mês.

Para que seja aprovada, uma PEC depende do apoio de 3/5 da composição de cada Casa, em dois turnos de votação em cada Plenário.

No Senado, são necessários os votos de, no mínimo, 49 senadores. O texto só é aprovado se houver completa concordância entre a Câmara dos Deputados e o Senado. Como Braga apresentou um substitutivo, o texto passará por nova análise dos deputados.

 

Com informações da Agência Senado

Senado vota cessão onerosa para aliviar estados e municípios

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anuncia em redes sociais que à noite de hoje (terça-feira, 3), o Senado da República vai colocar em votação a PEC 98/2019, que trata da cessão onerosa.

Já é votação em dois turnos, agilizando esse processo.

A proposta vai permitir a distribuição de R$ 21 bilhões aos estados e municípios.

A cessão onerosa do Pré-sal é vista como um desafogo financeiro para estados e municípios, caso do próprio Rio Grande do Norte com a gestão Fátima Bezerra (PT).

Leia também: Senado limita dinheiro do pré-sal a investimentos e previdência.

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