Arquivo da tag: Sondagem Indústria da Construção

Taxas de juros seguem como principal entrave da Construção Civil

levantamento atualizado do setor foi apresentado essa semana (Foto ilustrativa da Kwangmoozaa Istock)
levantamento atualizado do setor foi apresentado essa semana (Foto ilustrativa da Kwangmoozaa Istock)

As taxas de juros elevadas completaram um ano como o principal problema enfrentado pela Indústria da Construção. Essa barreira é apontada por 35% dos empresários ouvidos na Sondagem Indústria da Construção do 3º trimestre de 2025, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em conjunto com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nessa semana.

A alta carga tributária aparece em segundo lugar como maior entrave, com 32,2% das menções, avanço de 1,7 pontos percentuais no trimestre. Nos últimos três trimestres, este indicador cresceu 5,6 pontos percentuais. Em seguida, os maiores problemas para os empresários da construção envolvem a dificuldade de contratar mão de obra.

Com 25,8% das citações, em terceiro lugar, está a falta ou alto custo de mão de obra qualificada, enquanto em seguida, com 24,5% dos problemas, está a falta ou alto custo da mão de obra sem qualificação.

Outros números

O índice de evolução do nível de atividade ficou em 48,4 pontos em setembro e superou a média histórica do mês, mas encontra-se abaixo do registrado em setembro de 2024. Já o índice de emprego chegou a 47,1 pontos — o menor para setembro nos últimos sete anos, apesar da alta mensal. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) voltou a alcançar 68%, após subir 2 pontos percentuais frente a agosto.

As condições financeiras, no entanto, seguem no vermelho, apesar de melhora significativa no trimestre (3,7 pontos) no índice de satisfação com a situação financeira das empresas, que alcançou 48,7 pontos. O índice de satisfação com o lucro operacional acompanhou o movimento, atingindo 45,4 pontos, o que indica uma insatisfação menos disseminada, mas ainda presente.

No crédito, o alívio foi mínimo. O índice de facilidade de acesso subiu para 38,6 pontos, permanecendo em território de forte restrição. Para os empresários, a falta de recursos acessíveis segue sendo um entrave central à expansão da atividade e ao investimento em novos projetos.

Outro fator de pressão é o avanço dos custos. O índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas aumentou para 61,6 pontos no trimestre, o que sinaliza a aceleração no ritmo de alta. O encarecimento dos materiais continua reduzindo margens de lucro e comprometendo a competitividade das empresas.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Construção civil reduz queda no RN, mas pessimismo sobe

A Sondagem Indústria da Construção elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) aponta que, no mês de setembro, a atividade do setor registrou queda, embora menos intensa do que no levantamento anterior; e ficou abaixo do padrão usual para o período, tendência que se repete ininterruptamente desde fevereiro de 2013.

Setor busca uma luz (Foto: Veja)

O número de empregados também caiu em ritmo menor do que no mês de agosto. O nível médio de Utilização da Capacidade de Operação (UCO), por sua vez, atingiu 32%, 12 pontos percentuais abaixo do índice de agosto (44%) e 3 pontos percentuais aquém do valor observado em setembro de 2018 (35%).

No terceiro trimestre de 2019, as condições financeiras das empresas do setor pioraram em relação ao trimestre anterior, refletindo maior insatisfação com as margens de lucro e a situação financeira, além de dificuldades no acesso ao crédito. Os empresários também apontaram que os preços médios das matérias primas ficaram estáveis, comparativamente ao segundo trimestre.

Altas taxas de juros

O principal problema do trimestre, na opinião dos empresários da Indústria da Construção, foi a demanda interna insuficiente; seguida pela elevada carga tributária, falta de capital de giro, burocracia excessiva, altas taxas de juros e inadimplência dos clientes.

Em outubro, as expectativas do setor para os próximos seis meses apontam pessimismo em todos os aspectos avaliados, a saber: nível de atividade, compras de insumos, novos empreendimentos e serviços e número de empregados. Registre-se, no entanto, que em relação a outubro de 2018, as perspectivas melhoraram em três dos quatro itens analisados.

A intenção de investimento, por seu turno, voltou a cair – queda de 2,1 pontos na comparação com setembro.

Veja pesquisa completa clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Confiança do empresariado tem quinta queda consecutiva

As previsões de que a economia brasileira crescerá em 2019, em ritmo muito aquém das estimativas iniciais, tiveram novo impacto sobre a confiança do setor da construção. Em maio, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção) apresentou a quinta queda consecutiva, com redução de 0,6 ponto em relação ao mês anterior.

Com isso, o indicador marcou 55,8 pontos, se aproximando da linha divisória de 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. É o que mostra a Sondagem Indústria da Construção, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quinta-feira (23). A redução da confiança no setor se deve, principalmente, à percepção de que o ambiente para os negócios piorou. Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Condições Atuais denotou maior pessimismo dos empresários da construção quanto ao presente, caindo de 46,5 pontos para 45,0 pontos.

Incertezas

Segundo a pesquisa, o indicador foi puxado para baixo pelo índice de condições da economia brasileira, que caiu 2,8 pontos na comparação mensal.

Diante das incertezas com a economia, as expectativas do setor da construção permaneceram “congeladas”, segunda a Sondagem.

A pesquisa mostra que os empresários estão em compasso de espera, com três dos quatro índices apresentando queda no comparativo com abril. Destaque para o de novos empreendimentos e serviços, que apresentou queda de 53,2 pontos para 52,2 pontos, no comparativo.

A Sondagem Indústria da Construção ouviu 493 empresas, sendo 171 de pequeno porte, 271 de médio porte e 105 de grande porte. Os dados foram coletados entre 2 e 13 de maio.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.