Do Novo Jornal
O Ministério Público Federal (MPF) incluiu a advogada Tatianny Bezerra Cruz e Sousa, filha do desembargador aposentado Osvaldo Cruz, nas ações penal e de improbidade administrativa que tramitam na Justiça Federal por fraudes em licitações para o fornecimento de merenda escolar em Taipu no ano de 2003. Nos dois processos também foi inserido o nome de João Maria Ferreira.
Os dois são apontados pelos procuradores federais como os verdadeiros proprietários da Distribuidora de Alimentos Santana, vencedora da licitação fraudada.
A Justiça Federal ainda não disse se aceita ou não a inclusão de Tatianny e João Maria nas ações penal e de improbidade. Na primeira denúncia, o dono da distribuidora foi identificado nos documentos da empresa como sendo José do Nascimento, um funcionário da casa de farinha do desembargador aposentado Osvaldo Cruz, pai de Tatianny.
Ao mesmo tempo em que pediu a inclusão dos nomes de Tatianny e João Maria, o MPF também pediu a absolvição de José do Nascimento. “João Maria Ferreira e Tatianny Bezerra Cruz e Sousa (…), apesar de terem inicialmente constado do quadro societário, após algum tempo resolveram se retirar formalmente da referida empresa e inseriram pessoas interpostas no contrato social, evidentemente para evitar que a responsabilização pela prática de ilícitos chegasse a alcançar suas pessoas”, diz a peça dos procuradores.
A denúncia inclui, além do ex-prefeito Francisco Marcelo; os nomes de Adauto Evangelista Neto; Creso Venâncio Dantas e sua esposa Maria do Socorro Rabelo Dantas; Deusimar Silva do Nascimento; Antônio Moraes da Rocha; José Leonardo Pereira do Nascimento, José dos Reis Cavalcante e Genilson Januário da Silva.
Já a ação por improbidade reúne também, entre os réus, a Distribuidora de Alimentos Santana, a Nard Comercial e Serviços Ltda., a JRRC Comércio e Serviços Ltda. e a Rabelo e Dantas Ltda..
O NOVO JORNAL tentou contato com a procuradora da República, Cibele Benevides, para falar sobre o caso, mas a assessoria de comunicação da instituição informou que as informações repassadas pelo MPF estariam em comunicado oficial.
Nota do Blog – Onde estamos metidos…!!!
Vale lembrar que o desembargador foi aposentado (com remuneração integral), como punição administrativa, por envolvimento em desvios de milhões em precatórios no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Mas ainda responde a processo judicial.
O jeito é recorrermos ao Papa Chico.