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Revista inglesa otimista com Brasil, apesar do PT

Ilustração Canva
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contexto internacional tem favorecido o Brasil.

A invasão da Ucrânia pela Rússia beneficiou a exportação de grãos do Brasil, já que os dois países em conflito são grandes produtores de alimentos.

A guerra reduziu a oferta de alimentos no momento em que a China encerrava as restrições provocadas pela Covid-19, puxando a demanda por grãos.

O aumento interno da exportação de soja, poderá responder por um quinto do crescimento econômico do país neste ano, o que eleva o saldo da balança comercial brasileira e favorece a valorização do real frente ao dólar.

A redução das taxas de juros nos EUA e as tensões crescentes entre a maior economia do mundo e a China estão levando muitos investidores a procurarem outros mercados emergentes para investir, destacando-se preferência pelo Brasil.

No ano passado, o Brasil recebeu US$ 91 bilhões em investimentos diretos do exterior.

Por justiça, deve ser destacada a eficiente atuação do BC, sob o comando do economista Roberto Campos Neto, que contribuiu para a inflação que era de 12% anuais em abril do ano tenha passado para 3,2% agora.

O fato de ter mantido a taxa de juros em 13.75% foi medida corretíssima para conter a inflação, apesar do intenso ataque do presidente Lula “jogando para a plateia”.

Contribuição positiva é a agenda de reformas, como o novo arcabouço fiscal e a Reforma Tributária, abrindo per4spectivas para que a dívida ficará sob controle.

O futuro é um enigma.

A aprovação final das reformas no Congresso não é garantida, diante da fragilidade política do governo que tem de fazer concessões.

Um “ponto sob tiroteio” dos lobistas são “exceções” pleiteadas na reforma tributária. Cada setor econômico só olha o seu próprio “umbigo” e esquece o compromisso com o interesse coletivo.

Não se pode omitir que na visão geral das perspectivas futuras destaca-se o grande potencial que o país tem em projetos de transição energética, na produção de energia limpa.

A revista “Economist” adverte que haverá de ter cautela, considerando que o país tem sempre ficando atrás de potências emergentes como China e Índia. E deu como exemplo a baixa produtividade, que só cresceu na agricultura em três décadas.

O que se espera é uma política boa e consistente para reverter a tendência de longo prazo do Brasil.

Para que essa meta seja alcançada é necessário que o PT pare de sabotar a política fiscal defendida pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chegou a comparar a proposta do arcabouço fiscal a um pacto com o diabo. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, fez crítica ao mecanismo de controle de gastos.

A disputa antropofágica, aberta entre setores do partido, inclusive quando está no governo, tem sido ao longo da história uma característica do PT, desde sua fundação.

Se esse clima persistir, a tendência será o governo desintegrar-se e o país também.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

RN é o 5º pior estado para investimento estrangeiro

Dinarte Assunção do Portal Nominuto.com

O Rio Grande do Norte é um dos piores, entre os 26 estados e o Distrito Federal, para receber o fluxo de investimentos estrangeiros previsto para aportar no Brasil nos próximos anos, revela ranking elaborado pelo grupo inglês Economist, e divulgado no Brasil pela revista Veja.

De janeiro a novembro deste ano, o País recebeu US$ 60 bilhões em investimentos externos, um recorde. O estudo considera que as 27 unidades administrativas concorrem, portanto, não apenas entre si, mas com países que se encontram em situação delicada em virtude da crise econômica mundial.

A média do RN foi de 26,9 – numa escala que vai até 100. O índice projetou o Estado como o quinto pior do Brasil e o terceiro na região Nordeste. No estudo, 25 indicadores são mapeados em 6 categorias, tendo em todas o Rio Grande do Norte ficado abaixo da média nacional

O quesito infraestrutura apresenta o rendimento mais sofrível. A nota foi zero. O item se subdivide em rede de telecomunicações e estradas.

O ambiente político também não atingiu bom rendimento. Todos os Estados do Nordeste apresentaram excelente estabilidade política. As exceções foram o RN e AL, ambos com 33.3.

Os bons resultados do RN se traduziram em cinco dos 25 indicadores, sendo o crescimento do mercado o mais expressivo; atingiu nota 100.

O ranking é liderado por SP (77.2), RJ (70.9) e MG (64.1). No Nordeste, BA (43.9), PE (43.6) e SE (39.8) são os melhores para investimento estrangeiro. A média nacional foi de 41.3.

* Se o RN fosse um país, estaria no nível de uma Jamaica ou Macedônia. VEJA AQUI.

Nota do Blog – Ninguém se apresse em apontar o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) como culpado de tudo. Ele é apenas parte da engrenagem do atraso que dura décadas, com raros espasmos de visão empreendedora, espírito público e gestão.

Nossa elite política, com raras exceções, é culpada por isso. E continua afundando o RN em nome de seus interesses particulares, familiares e de grupos.

Eles chegam “pobres” ao poder do rico RN e saem ricos do poder do pobre RN.