A lei que trata do regime de promoção dos praças da PM e do corpo de bombeiros do RN, uma antiga reivindicação da categoria, que será votada amanhã, terça-feira (20), pelos deputados estaduais, não será suficiente para aplacar a insatisfação dos militares. As queixas não param.
Diversos problemas e pleitos foram elencados na audiência pública na Assembleia Legislativa à tarde da sexta-feira (16), que reuniu as principais associações do RN e lotou o plenarinho da Assembleia Legislativa.
Atraso no pagamento do terço de férias e das diárias operacionais, sucateamento das corporações, más condições da alimentação servida (em alguns casos a quentinha já chega com a comida estragada), efetivo insuficiente e péssimas condições de trabalho, reforma do estatuto (o atual é de 1976), entre outras reclamações, foram citados pelos participantes.
Quentinhas estragadas
O debate foi uma iniciativa do deputado Gilson Moura (PROS).
O presidente da Associação dos Oficiais Militares do RN (ASSOFME), Antoniel Moreira, disse que a segurança pública estava falida e a causa era a falência na educação. “Esse problema estoura nas nossas mãos e é a pior possível nossa condição de trabalho. E no final do mês nosso salário é aviltante. Há 17 anos estou na PM e meu salário não condiz com minhas responsabilidades e atribuições”, apontou.
Representando os PMs de Mossoró e da região Oeste, Tony Magno reconhece que a lei de promoções avançou, mas reforçou que é uma antiga reivindicação. “Não queremos só ela. Existem pontos que são até vergonhoso pra PM. As quentinhas estão vindo estragadas. E se a capital está numa situação de penúria, imaginem no interior, que não existe o vale alimentação e as diárias operacionais estão atrasadas”, disse.
Aplicabilidade
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) aprovou, nesta segunda-feira (19), a sétima emenda encartada ao Projeto de Lei Complementar que trata do regime de promoção de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do RN. Trata-se de uma mudança no texto da Lei, que garante a sua aplicabilidade. Os membros da Comissão realizaram reunião extraordinária com o intuito de agilizar a tramitação da matéria.
Com informações da Assembleia Legislativa.