O vereador Tomaz Neto (PDT) revela preocupação com a alta demanda por vagas em creches da Prefeitura Municipal de Mossoró, sem que o sistema social/educacional possa cobrir essa necessidade. Exemplo marcante ele encontrou no bairro Sumaré.
No domingo (14), atendendo a chamado de mães do bairro, ele esteve testemunhando “in loco” o drama para se conseguir uma vaga para a creche Maria Caldas, no bairro.

No local, Tomaz viu e ouviu relatos de mães que chegam a ficar na fila por mais de 48 horas ininterruptas, na luta por uma vaga. “Existem situações ainda mais extremas, dolorosas, que humilham essas mulheres, suas crianças e suas famílias”, relata o vereador.
Sem segurança alguma e ao relento, as mães passaram a noite guardando um lugar na fila. Entre elas, algumas grávidas. Sentadas ao chão, deitadas em “camas” improvisadas, escoradas à parede, elas se acomodavam dentro do possível ao espaço precário.
Estrutura precária
Na segunda-feira (15), Tomaz Neto voltou à mesma creche, ou Unidade de Ensino Infantil (UEI) Maria Caldas. Fez uma visita surpresa por volta de 6h10.
Ele conversou com diversas mães e testemunhou tumultos e até brigas entre elas, em busca da tão sonhada vaga.
Aproveitou, para entrar no imóvel e conhecê-lo internamente, atestando sua estrutura e ouvindo pessoas diversas quanto às condições de trabalho e meios ao abrigo das crianças.
“É um local pequeno para a grande demanda. Um banheiro só com espaço pequeno para criança e o adulto, atendendo em torno de 50 alunos por cada turno”, descreve.
“Eu não sei como isso funciona, mesmo com boa vontade dos servidores”, comenta. Porém fez questão de assinalar: “Sei que é um problema antigo, que vem de outras administrações, praticamente abafado pela maioria da imprensa”.
O vereador prometeu que mesmo no período de recesso dos trabalhos na Câmara Municipal, continuará seu trabalho de visita a equipamentos públicos, ouvindo a população e buscando soluções por via direta ou indireta.

“Não basta apenas denunciar. Primeiro, procuro a solução diretamente na Prefeitura e peço providências através da Câmara Municipal, através de ofício, provocando reunião com secretários”, diz. “Utilizo a imprensa que se dispõem a me ouvir e que quer servir à coletividade. Se não tiver como contornar o problema identificado, por esses meios, formalizo denúncia ao Ministério Público ou ouvidorias específicas. Tento fazer algo, esclarece.
Mas segundo Tomaz, “a sociedade unida é quem mais tem força”.
Ele é ainda mais incisivo: “O povo precisa se mobilizar, não se calar, agir, cobrar, denunciar, ir para as ruas, protestar”. Por fim, salienta: “Eu não tenho poder para praticamente nada sozinho. Não sou executivo, sou vereador, tento fiscalizar, tento cobrar providências, denuncio, procuro soluções. Calado eu não fico, vou logo avisando”.
Com informações da Assessoria do vereador Tomaz Neto.