A política de Mossoró chegou ao subsolo da pobreza nesses tempos.
Boa parte das amizades é comprada e até os lampejos de ódio são falsos.
Mudam de lado e de alvo, ao sabor do vento. Ou de certa brisa.
Trocam de senhores, sem que deixem de ser vassalos, com joelhos encardidos pela servidão voluntária.
Saudades da época do radicalismo de verdade, em que era fácil encontrar a espontaneidade dos gestos, cores, sons e brados sinalizando quem era quem de verdade.
Verde era verde; encarnado era encarnado.
Tínhamos lado e forma.
Hoje, quase tudo é virtual. Parece… mas não é.
Desconfio dos vitupérios e não levo em conta as paixões.
A política de Mossoró é difícil de ser levada a sério num simples jornal, porque do seu Expediente à data, tudo parece falso e revela forte odor de perfídia.
Ainda bem que sobra o horóscopo.