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Armando Ribeiro volta à patamar de “volume morto”

O Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN) informa que, de acordo com o monitoramento volumétrico dos volumes dos reservatórios potiguares, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves voltou a entrar no chamado volume morto na manhã desta sexta-feira (23).

A cota mínima de água do manancial antes de entrar no volume morto é de 35m.

Atualmente a cota se encontra no nível 34,97m, ou seja, 3 centímetros abaixo. Isto não quer dizer que a barragem entrou em colapso, mas sim que a saída de água pela válvula dispersora começou a diminuir naturalmente. Ou seja, o volume de água que sai dela para o Rio Acu está diminuindo gradativamente.

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Situação de reservatórios de água do RN segue bem crítica

As chuvas do último final de semana e início desta, ajudaram a atenuar a crise hídrica no Rio Grande do Norte, mas nada significativo. O alerta continua, os problemas nos reservatórios do estado seguem bastante complicados.

Embora os volumes dos principais reservatórios continuem reduzindo, as chuvas ajudaram a manter os níveis muito próximos do último relatório divulgado no início deste mês.

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Estado, com uma capacidade de 2,4 bilhões de metros cúbicos e estava com 328,034. Agora, 328,486 milhões de metros cúbicos, 13,67% do seu volume total.

A barragem Santa Cruz do Apodi, com capacidade total de 600 milhões de metros cúbicos, passou dos 111,623 milhões de metros cúbicos, para 112,447m³ 18,75% do seu volume total.

Estado crítico

Já Barragem de Umarí, em Upanema, com capacidade total de 292,8 milhões de metros cúbicos, está com os mesmos 26,009 milhões de metros cúbicos, 8,88% do seu volume.

Dos 47 reservatórios, com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas (IGARN), dois, que estavam secos, após as chuvas, passaram para volume morto, são eles, Riacho da Cruz e Tourão.

Em números totais, os reservatórios considerados em volume morto amentaram de 12 para 14, o que corresponde a 29% do dos reservatórios do Estado. Consequentemente, caiu de 21 para 19 o número de reservatórios secos, reduzindo para 40% o percentual. Somando-se os números, permanecem os 69% dos açudes que continuam em estado crítico.

Maior reservatório do RN pode entrar no “volume morto”

Se não houver boa alimentação da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves no Vale do Açu, maior reservatório de água do estado, ela entrará em seu “volume morto” no próximo ano. Essa estimativa é do secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado, Mairton França.

Cena que tem se tornado rara na Armando Ribeiro. Foto de 2011 (Reprodução da Web)

Por volta de outubro de 201 6, esse estágio poderá ser atingido, comprometendo sobremodo o abastecimento humano. Isso, com consumo reservado apenas para atendimento domiciliar.

A Armando Ribeiro tem capacidade para armazenar 2,4 bilhões de metros cúbicos de água. Hoje, está com cerca de 27 por cento de sua capacidade plena.

Foi inaugurada em maio de 1983, ou seja, há mais de 32 anos.

Administrada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), a Armando Ribeiro apresentou dois grandes transbordamentos nos anos de 985 e 2004.

Nos anos de 2008, 2009 e 2010 também foram de fartura. Em relação à 2010, quase ocorriam dois sangramentos nesse mesmo ano.

O reservatório possui 62 km de extensão e um paredão de 3,5 km. Os três sangradouros medem juntos outros 600 metros.

Ela atende há mais de 600 mil habitantes em cerca de 34 municípios e tem como principal alimentador o Sistema Coremas (Paraíba)

Saiba mais

O que é volume morto?

– É a reserva de água profunda das represas. Armazenado abaixo do ponto de captação, o volume mortonão pode ser retirado só por gravidade. Ele precisa ser puxado por bombas.