Numa cidade em que filho de pobre não tem o direito de nascer e o cidadão comum não pode sentar à calçada, suas “zelites” políticas não podem reclamar de falta de voto.
Ao contrário do que muitos raciocinam e propagam o eleitor não estava alheio, mas apático na campanha. Frio, não distante.
Parem de olhar só pro próprio umbigo.
Não me venham com culpados. Não cabe o surrado complexo de transferência de culpa.
Desçam de seus carrões. Ei, acordem!
Mais de 37 mil eleitores votaram em branco e nulo para deputado estadual em Mossoró. E quase 43 mil votos branco e nulo para deputado federal.
O nome mais votado a estadual e o mais votado a federal, em Mossoró, perderam de goleada para Branco e Nulo.
Números humilhantes.
As zelites políticas, sem exceção, precisam parar e refletir.
Recado é sonoro, na cara, retumbante.
O estrago atingiu a praticamente todos e não é algo localizado, mas pulverizado país afora, com raras exceções.
Mossoró não é um “país”, como se prega ufanisticamente. É parte de um microcosmos e não está fora dos solavancos sociais que estamos testemunhando, com desdobramentos ainda difíceis de serem avaliados.