Entre o ranço radical e a fidalguia elevada

“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.”

(Abraham Lincoln)

Todos cobram civilidade e dizem reprovar radicalismo na política do RN, mas nem todos exercitam a fidalguia, até numa ruptura de aliança.

Causa estranheza a muitos políticos e mídia, o deputado federal Henrique Alves (PMDB) romper sem insultar e cortar laços partidários sem criar fossos interpessoais.

Ainda conservamos muito do ranço de outrora, em que correto era vomitar impropério e leviandades contra oponentes. Adversário era “inimigo”.

Claro que é estranha a pose híbrida do PMDB, que consegue ser força auxiliar de PT e DEM ao mesmo tempo. É como se estivesse nas brigadas do Hezbollah palestino e fizesse parte da polícia secreta de Israel, a Mossad, simultaneamente.

Mas seria abjeto que defendêssemos o lema do “quanto pior, melhor”.

Uma máxima daqueles tempos rudes era didática. E muitos a conservam até hoje: “Amigo meu não tem defeito; inimigo, se não tiver, eu boto”.

O PMDB será julgado por ser ardiloso ou apenas polido nas relações políticas. Se o certo é ser “bad-boy”, também encontrará um algoz à altura.

Há um tempo para cada coisa, também na política.

2 thoughts on “Entre o ranço radical e a fidalguia elevada”

  1. Esses políticos mudam suas práticas rançosas a cada eleição e nos envergonham, Uns anos para cá enfraqueceu a saúde, infraestrutura, educação, segurança pública privilegiando projetos de interesse dos mandatários.
    É preciso entender que tudo gira em torno do lado d hipocrisia do capitalismo e seu bem estar.
    O POVO SOFRE

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