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Governo começa recrutamento para agilizar Ronda Cidadã

O Governo do Estado começou a recrutar hoje policiais que vão compor o Programa Ronda Cidadã em Mossoró. Vai prepará-los a essa nova missão

Ronda Cidadã é aposta do governo para insegurança em Mossoró (Foto: Arquivo)

Pelo menos 16 policiais militares que servem ao 2º Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE) foram convocados.

Do Hospital da Polícia Militar, outros seis PM´s serão deslocados para esse programa, que o governador Robinson Faria (PSD) lançou à semana passada (veja AQUI) em Mossoró, prometendo ativá-lo no dia 6 de março próximo.

Expectativa é ter contingente de 30 homens, para cobertura de quatro bairros (Santo Antônio, Barrocas, Bom Jardim e Paredões), onde vivem cerca de 62 mil habitantes.

Nota do Blog – O Ronda Cidadã começa com o mesmo erro do Governo Rosalba Ciarlini (PP), que criou o 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em 2012, a partir do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que já tinha deficiência de 60% em sua tropa.

O 2º CPRE, por exemplo, tem apenas 79 homens que atuam em Mossoró e mais 28 municípios. Retirando 16 homens desse elenco, vai comprometer mais ainda o policiamento ostensivo e preventivo no trânsito local e da região.

O déficit da Polícia Militar nos dois batalhões mossoroenses é de mais de 700 homens. O Ronda Cidadã nasce desse vácuo superlativo.

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Polícia Militar encolhe; Mossoró e região seguem desprotegidos

Em entrevista ao programa RPC Debate da AM RPC, de Mossoró, o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM) – major Maximiliano Fernandes – disse hoje que dispõe de tão-somente 297 homens à sua disposição.

Desse total, 208 ficam lotados e atuando em Mossoró e os demais (89) estão distribuídos em sete municípios. Com as folgas, licenças, férias, atuação administrativa etc., o que se vê nas ruas é um contingente ainda bem menor, acrescentou ao apresentador Agenor Melo.

Maximiliano falou com Agenor Melo hoje em programa da RPC em Mossoró (Foto: cedida)

O comandante não soube precisar, mas informação do Blog indica que o déficit de homens nos dois batalhões locais passa de 700 policiais. Em 1975, há 42 anos, o efetivo passava dos 600, numa realidade de violência urbana infinitamente menor do que os dias atuais.

– Muitos foram entrando na reserva, outros falecendo, sem que esse quadro fosse substituído – disse ele.

No 12º Batalhão, localizado após a Polícia Rodoviária Federal (PRF), saída para Natal, a informação é de que não passa da 60 homens o quantitativo acantonado no local.

Precariedade

Sua missão é cobrir o Grande Alto de São Manoel e adjacências, além de Areia Branca, Caraúbas, Tibau, Grossos, Serra do Mel, Porto do Mangue e Upanema.

A estimativa era de começar com cerca de 80 homens, mas isso nunca aconteceu. Já nasceu errado, como arranjo, um embuste que gera até hoje mais despesa pro Estado, sem efeito prático.

Foi inaugurado no dia 30 de setembro de 2011 na gestão da governadora Rosalba Ciarlini (PP), com muita pompa e propaganda oficial que assegurava: teria 600 homens. Está instalado num imóvel alugado desde então e na prática, nasceu da “costela” do 2º BPM, que já tinha déficit de 60% de homens.

Com dois batalhões nessas condições e enorme precariedade para custeio, deixando muitos policiais e oficiais em situação humilhante, a Polícia Militar faz milagres em Mossoró. Não há como se exigir muito mais para proteger Mossoró e região. Salve-se quem puder.

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Entidades empresariais clamam por mais segurança

Entidades representativas do empresariado mossoroense entregam hoje às 10h, ao Comando do 2º Batalhão de Polícia Militar de Mossoró (BPM), apelo para melhoria na segurança de área central da cidade.

O número de assaltos à mão armada nas últimas semanas cresceu de forma alarmante.

Há um pânico justificável dos passantes e consumidores.

Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON) subscrevem o pedido de “socorro”.

Nota do Blog – Coisa rara ver policial e agentes de trânsito também na área central de Mossoró.

População esta entregue à própria sorte.

A PM tem reduzidíssiimo quadro de pessoal e a Gerência de Trânsito sofreu cortes profundos em sua manutenção, deixando trânsito ao deus-dará.

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Dois batalhões que não valem um

Mossoró vai ganhar o 12º Batalhão de Polícia Militar na próxima sexta-feira (30) sem receber um único policial militar novo. Um engodo.

Haverá um simples remanejamento de pessoal do 2º Batalhão de Polícia Militar, que está instalado no bairro Aeroporto, para o novo, que estará assentado no Alto de São Manoel.

Ou seja, em nome da propaganda e do faz-de-conta, teremos tão somente a divisão de uma estrutura que já vem funcionando com déficit de centenas de homens, para outra.

Não se divide para somar. É uma divisão para parecer que a polícia militar se multiplicou.

Essa conta só aparece diferente na propaganda oficial.

Pobre Mossoró!

Polícia Militar, esvaziada, revela descaso com segurança

Mossoró testemunhou hoje a mais um faz-de-conta. Apesar da boa vontade de muitos, é provável que a audiência pública sobre a violência urbana no município não resulte em resultado satisfatório.

O evento foi promovido pela Câmara de Vereadores.

É preciso que sejam colocados à mesa número reais, capazes de explicar um pouco mais de 100 homicídios e incontáveis casos de roubo, furto etc.

Atualmente, apenas sete viaturas da Polícia Militar costumam cruzar as ruas de uma cidade com mais de 250 mil habitantes e população flutuante/dia que talvez passe de 30 mil pessoas.

Há um ano eram 20 veículos com policiais armados, combustível à garantia de ronda e perseguição à bandidagem.

Em poucos meses, mais de 272 policiais militares saíram do 2º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Mossoró, para atuação em outros municípios, sobretudo a capital.

Hoje, na audiência pública com presença do secretário da Segurança Pública, Aldair Rocha, um ex-capitão da Polícia de São Paulo e dos quadros da Polícia Federal, o debate correu solto, com muitas ideias, queixas e sugestões.

Blablablá que dificilmente vai resultar em melhoria ao quadro que temos aí.