Revista Panrotas
A questão da desoneração da aviação comercial, por meio da redução da alíquota do ICMS do querosene da aviação (QAV), divide o Nordeste. O fato ficou nítido na 23ª edição da Brazil National Tourism Mart, a BNTM que ocorreu na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (Pernambuco), no final de semana.
Depois da Bahia, o Ceará adotou incentivos fiscais que baixaram de 30% para 12% a alíquota em operações internacionais. Coincidência ou não, Fortaleza captou vários voos do Exterior neste ano, como Miami (Tam), Frankfurt (Condor), Paris, via Caiena (Air France) e, por último, Bogotá (Avianca).
RN
Pernambuco pensa diferente. Segundo o secretário de Turismo Adailton Feitosa, o Estado prefere conceder outro tipo de incentivo às companhias aéreas, por meio de workshops e capacitações de agentes de viagens, o que – segundo ele – tende a gerar mais fluxo de passageiros.
No Rio Grande do Norte, apesar da insistência do empresariado do setor de turismo, que pede a redução no ICMS do QAV tanto para voos internacionais como para operações nacionais, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), taxativa, afirmou que “o Estado não pode perder tributos”.
Ela não considera a medida um investimento, mas uma mera concessão de bônus.