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Maior reservatório da América Latina ganha bom volume

Do G1 CE e outras fontes

As águas do açude Castanhão (ou Barragem Padre Cícero, sua denominação oficial) no Ceará, maior reservatório de água da América Latina, chegou à estrutura de concreto do reservatório no fim de semana. Após enfrentar longo período de estiagem, foi a primeira vez que isso aconteceu nos últimos nove anos.

Nessa segunda-feira (15), o açude chegou a 31,84% da sua capacidade. O reservatório tem capacidade para acumular 6,7 bilhões de metros cúbicos (m³) de água.

O G1 esteve no açude em 2016 e o cenário onde hoje está com água era de colapso hídrico. O pior momento do Açude Castanhão foi em 22 de fevereiro de 2018 quando estava com volume morto. Seu volume na época estava apenas 2,08%.
Iniciado em 1995 e concluído em 2003, sua barragem fica localizada no município de Alto Santo e constitui importante reserva estratégica de água.

Foto atualizada dia 15 mostra águas chegando à estrutura de concreto (Foto: Deyved Viana)
Foto atualizada dia 15 mostra águas chegando à estrutura de concreto (Foto: Deyved Viana)

A capacidade de armazenamento do Castanhão é de 6.700.000.000 m³, o que o coloca como o maior açude para múltiplos usos da América Latina. Sozinho, ele tem 37% de toda a capacidade de armazenamento dos 8.000 reservatórios cearenses.

Antes do Castanhão a maior barragem cearense era o Orós, no município de mesmo nome, que também é uma represa no Rio Jaguaribe, mas que comporta pouco mais da metade da capacidade do Castanhão.

Quatro municípios

Dadas as suas grandes dimensões, o leito do açude compreende os limites geográficos de pelo menos quatro municípios cearenses: Jaguaribara, Alto Santo, Jaguaretama e Jaguaribe.

Em 2016, o Castanhão enfrentou queda acentuada em seu manancial (Foto: Giora Xerez)
Em 2016, o Castanhão enfrentou queda acentuada em seu manancial (Foto: Giora Xerez)

Representa importante mecanismo de controle das secas e das cheias sazonais que atingem o vale do Jaguaribe, assim como, cresce em importância para o restante do Ceará, enquanto reserva hídrica estratégica para o Estado.

Suas águas são usadas na agricultura irrigada, piscicultura, pesca (esportiva e de subsistência) e lazer náutico. Com a conclusão do Canal da Integração, este açude terá suas águas levadas para abastecimento da população da Grande Fortaleza e para o Complexo Portuário do Pecém.

Veja AQUI fotos e história dessa obra monumental.

Obra foi iniciada em 1995, mas no século XIX já existiam estudos à sua existência (Foto: DNocs)
Obra foi iniciada em 1995, mas no século XIX já existiam estudos à sua existência (Foto: DNocs)

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Chuvas podem aliviar perdas de grande reservatório de água

Por Josivan Barbosa

O ano de 2022 se inicia trazendo grandes expectativas para as empresas de agricultura irrigada do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que necessitam da água da barragem do Castanhão. As chuvas na região do Cariri Cearense e no Alto Jaguaribe nesse início de ano têm contribuído para aumentar a esperança de que o maior açude de uso misto de água do Semiárido possa, após quase uma década seco, voltar a ser o principal fator de desenvolvimento da Agricultura Irrigada no Estado do Ceará.

Castanhão tem ainda baixo nível de armazenamento nesse início de 2022 (Foto: reprodução BCS)
Castanhão tem ainda baixo nível de armazenamento nesse início de 2022 (Foto: reprodução BCS)

A limitação de água no Castanhão prejudicou fortemente a expansão de novas áreas irrigadas e trouxe sérios prejuízos para os produtores de frutas destinados ao mercado externo. Alguns desses produtores foram obrigados a romper os contratos com os importadores e perderam o mercado.

Outros tiveram que procurar água em outras regiões do Semiárido, como o Estado do Piauí que abrigou duas grandes empresas exportadoras da nossa região.

Após as últimas chuvas (08/01/2022), o Castanhão apresenta os seguintes números: cota: 77,02 com aumento de 16 cm em 2022; capacidade acumulada: 8,26% o que equivale a  554 milhões de metros cúbicos; vazão para o Rio Jaguaribe:  6000L; vazão para os perímetros irrigados: 9000 L.

As perdas pós-colheita x falta de contêineres 

Em 2020 as cadeias de fornecimento de frutas e hortaliças viram-se afetadas por profundas dificuldades. Em função da pandemia, houve fechamento de agroindústrias, mas não somente isso. As tensões geopolíticas entre Estados Unidos e China contribuíram para a falta de contêineres e para a redução de fluxos marítimos.

As dificuldades de abastecimento continuaram em 2021, em particular com o bloqueio do Canal de Suez pelo porta contêiner Ever Given por quase cinco meses. O bloqueio imobilizou um grande número de contêineres e navios o que provocou estrangulamentos nos portos de várias partes do mundo.

Produtos precisam de condições adequadas para chegada ao mercado consumidor (Foto ilustrativa)
Produtos precisam de condições adequadas para chegada ao mercado consumidor (Foto ilustrativa)

Essa situação teve enorme repercussão no setor hortifrutícola, ocasionando grandes prejuízos.

Esses reiterados problemas têm levado muitas empresas do setor a armazenar grandes volumes de frutas e hortaliças, evitando assim, qualquer escassez no mercado varejista.

Uma das consequências do atraso de navios é o congestionamento de produtos em função da chegada simultânea, o requer um esforço hercúleo dos operadores para reembalar os produtos que ainda tem qualidade para satisfazer as exigências do consumidor.

A natureza perecível dos frutos e hortaliças tem provocado grandes perdas pós-colheita e de oportunidades de mercado.

Umas das medidas que precisam ser adotadas em 2022 pelos exportadores de frutas e hortaliças é a reserva antecipada (3 a 6 meses) de contêineres para que os contratos com fornecedores e clientes não sejam afetados. Isso vale para os exportadores brasileiros, especialmente os de frutos tropicais que são, na sua maioria, altamente perecíveis e que, portanto, necessitam de contêineres refrigerados como  uva, manga, melão, melancia e mamão.

A competição por contêineres refrigerados provocou aumento dos fretes marítimos, mas o exportador, na maioria dos casos não conseguiu repassar os custos para o consumidor em função dos aspectos econômicos causados pela pandemia.

Diante desses problemas, a gestão da cadeia de fornecimento será neste ano o centro das atenções das empresas do setor de frutas e hortaliças que trabalham com o comércio ultramar.

Aumenta o cultivo de limão Tahiti

O Polo de Agricultura Irrigada RN – CE está avançando no cultivo de limão Tahiti. Depois de ser cultivado na região do Vale do São Francisco (Petrolina – Juazeiro) e no Estado do Piauí na década de 90, o limão Tahiti chega com mais vigor na nossa região. O limão Tahiti já tinha algumas experiências de cultivo em Baraúnas e em Upanema e agora se expande para a microrregião produtora do DIBA (Distrito Irrigado Baixo-Açu) e região de Touros.

A ampliação da área de cultivo de limão Tahiti no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE coincide com uma expansão do volume de exportações de limão brasileiro. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou 126,4 mil toneladas de limões e limas entre janeiro e outubro, faturando US$ 108,1 milhões. Volume e receita cresceram 6% em relação a 2020.

A produção de limão para o mercado externo está concentrada no Estado de São Paulo, mas pode se tornar em curto prazo uma excelente alternativa para diversificar a produção de frutas na nossa região.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Águas do São Francisco chegam ao maior reservatório do Nordeste

Do jornal O Povo e Blog Carlos Santos

Após mais de uma década de espera, as águas do Rio São Francisco chegaram ao Açude Castanhão nesta quarta-feira, 10. O anúncio foi feito pelo governador Camilo Santana (PT), por meio de suas redes sociais.

“Momento histórico para o nosso Estado. As águas do São Francisco percorreram os 300 km, incluindo o Cinturão das Águas, e chegaram ao açude Castanhão na tarde desta quarta-feira. Cerca de 4,5 milhões de cearenses serão beneficiados com a garantia hídrica da RMF, Cariri e Baixo e Médio Jaguaribe”, disse Camilo.

O governador lembra que a Comporta do CAC para receber as águas do São Francisco foi aberta no último dia 1º, em Missão Velha, e a previsão inicial era de chegar ao Castanhão em 30 dias, mas as chuvas intensas aceleraram o processo de transferência das águas. Essa foi uma luta de todos os cearenses!”, completou.

Antes da chegada ao açude Castanhão as águas do Velho Chico, misturadas com as águas da chuva, passaram por Jati, Missão Velha, Icó, Aurora, Lavras da Mangabeira, Jaguaribe e Jaguaribara.

Técnicos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) fizeram o monitoramento diário desde o dia 1º, onde foi aberta a comporta do Cinturão das Águas, e vão continuar com o monitoramento do nível do açude Castanhão para medir a vazão que vai entrando no reservatório.

Do Castanhão, a água do São Francisco percorre o Eixão das Águas até a Região Metropolitana de Fortaleza, onde abastece a Capital e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

Capacidade do Castanhão

A capacidade de armazenamento do Castanhão é de 6.700.000.000 m³, o que o coloca como o maior açude para múltiplos usos da América Latina e o maior do Nordeste. Sozinho, ele tem 37% de toda a capacidade de armazenamento dos 8.000 reservatórios cearenses.

Antes do Castanhão a maior barragem cearense era o Orós, no município de mesmo nome, que também é uma represa no Rio Jaguaribe, mas que comporta pouco mais da metade da capacidade do Castanhão.

Dadas as suas grandes dimensões, o leito do açude compreende os limites geográficos de pelo menos quatro municípios cearenses: Jaguaribara, Alto Santo, Jaguaretama e Jaguaribe.

As obras foram iniciadas em 1995, durante o governo de Tasso Jereissati, e concluída em 23 de dezembro de 2002, durante o mandato do governador Beni Veras, numa parceria entre a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).

Vídeo do Governo do Estado do Ceará.

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