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Ex-deputado Betinho Rosado é condenado por espalhar notícia falsa

Betinho espalhou informações falsas com linha celular da Câmara Federal Reprodução)
Betinho espalhou informações falsas com linha celular da Câmara Federal Reprodução)

Da agência Saiba Mais

O ex-deputado federal Betinho Rosado foi condenado a se retratar e pagar multa de R$ 1,5 mil a Gleisi Hoffmann por ter espalhado notícia falsa sobre a parlamentar e associá-la a Adélio Bispo, autor da facada em Bolsonaro (sem partido), na época da campanha para a presidência da República, em 2018.

Na ação, Gleisi, que além de deputada federal é a presidente nacional do PT, alegou que Betinho causou dano à sua honra ao insinuar uma suposta amizade entre ela e Adélio, através de uma imagem enviada por grupo de WhatsApp.

Pela sentença, o juiz André Gomes Alves, do 3º juizado cível de Brasília, entendeu que o ex-deputado “agiu com imprudência ao replicar informação inverídica, pois dispunha de meios para averiguar a veracidade do fato antes de divulgá-lo em um ambiente coletivo de comunicação eletrônica”.

Linha indevida

Em maio deste ano, a Agência Saiba Mais publicou matéria denunciando o caso. Além de espalhar a notícia falsa, Betinho Rosado, que não pôde se candidatar nas eleições por ter sido barrado pela Lei da Ficha Limpa em 2015, também utilizou um telefone celular pago pela Câmara Federal, mesmo sem exercer mandato parlamentar desde 2015. A linha 61 9629-2853, utilizada por ele, estava vinculada ao gabinete do deputado Beto Rosado (PP), seu filho.

De acordo com o Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, Betinho não é assessor parlamentar do filho, ou seja, o uso do celular é ilegal.

Em contato com a Agência Saiba Mais, a Câmara Federal confirmou que o chip 61 9629-2853 está vinculado ao gabinete de Beto Rosado e que, de 2015 até abril de 2021, a soma das contas telefônicas da linha chegou a R$ 18.248,49.

A notícia falsa espalhada por Betinho já havia sido desmentida em agosto de 2018 pela Agência Lupa, que verificou que o homem na foto com Gleisi não é Adélio.

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Quase 200 deputados contra projeto respondem ações na Justiça

Por Cristina Tardáguila e Raphael Kapa (Agência Lupa/Piauí/Folha de São Paulo)

Na madrugada da quarta-feira (30), quando a Câmara colocou em pauta o pacote das 10 Medidas contra a Corrupção, havia na Casa 195 deputados com duas características peculiares: tinham ao menos uma “ocorrência judicial” em sua ficha pública e estavam dispostos a incluir no texto-base apresentado pelo Ministério Público Federal a possibilidade de condenar juízes, procuradores e promotores que venham a cometer abuso de poder.

Esse levantamento foi feito nos últimos dias pela Agência Lupa a partir do cruzamento de duas bases de dados públicas: a da Câmara, que contém o resultado das votações das emendas apresentadas naquela noite e, a dos registros judiciais monitorados pelo projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil.

Registros judiciais

Há anos, a plataforma independente acompanha de perto os 513 parlamentares e aponta quais deles são investigados ou respondem ações na Justiça comum, na Justiça eleitoral e/ou nos Tribunais de Conta.

Nesse grupo de 195 deputados federais que decidiram apoiar aquela que é considerada a principal mudança no texto-base do pacote anticorrupção, destacam-se três deputados: Beto Mansur (PRB-SP), Herculano Passos (PSD-SP) e Junior Marreca(PEN-MA). Juntos, eles respondem nada menos do que 124 registros judiciais.

O grupo que garantiu a validação da emenda que prevê punição por abuso de poder a figuras do Judiciário também conta com a presença de 18 dos 21 deputados federais que já são investigados na Operação Lava Jato.

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