Estimativa de chuvas é promissora (Foto: WIlson Moreno/Arquivo)
A Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU) divulgou nesta terça-feira (23) a estimativa do acumulado de chuvas para o primeiro trimestre de 2026 em Mossoró. O volume pluviométrico é baseado em cálculo de chuvas registradas dos últimos 20 anos.
Segundo levantamento, para janeiro o volume esperado de chuvas é de 52,1 milímetros. Já para fevereiro, o estudo aponta 103,7 milímetros de acumulado, enquanto para março o volume esperado é de 183,4 milímetros.
“La Niña” é um fenômeno climático natural caracterizado pelo resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial na faixa 3.4, que proporciona chuvas intensas no Norte e Nordeste do Brasil.
A Zona de Convergência Inter Tropical (ZCIT) está se posicionando favorável a formação de nuvens. Os modelos meteorológicos mostram a presença do fenômeno “La Niña” com duração até o final do verão, que será no dia 20 de março, possibilitando o aumento da velocidade do vento e a instabilidade atmosférica.
“Os ventos ascendentes permitem que o vapor de água esfrie, condense e forme nuvens de chuvas”, explica o professor de Ciências Naturais, Alciomar Lopes.
Alciomar vê possibilidades de chuvas ainda maiores (Foto: redes sociais)
Em 15 dias de leitura pluviométrica, o acumulado de chuvas em Mossoró em janeiro de 2022 chega a um patamar incomum. “Está em 166,9 milímetros. Dentro da normalidade o mesmo período a média chegaria a 48 milímetros”, mostra o professor de Ciências Naturais e Exatas, Alciomar Lopes.
Integrante da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU) de Mossoró, Lopes conta que “já ultrapassamos em 118,9 milímetros a média anual. Isso corresponde a 247,7% a mais de chuvas”.
No dia passado, quinta-feira (27), o município teve chuva entre 14 e 19h40 de forma mais intensa e regular.
Nessa sexta-feira (28) e sábado (29), “a estimativa é que as chuvas devam ser intensas e até maiores do que na quinta-feira”, reforça Alciomar Lopes.
“A prefeitura está em alerta, mas a sociedade como um todo tem que se prevenir, colaborar e procurar estar atenta”, reforça.
Veja abaixo os registros pluviométricos em Mossoró, nas zonas urbana e rural:
Zona Urbana
Secretaria – 47,1 milímetros –
Defesa Civil no Santa Delmira – 47
Ufersa – 22
Estação da Emparn – 38,1
Zona Rural
Olga Benário – 120 milímetros
Oziel Alves – 120
Recanto da Esperança – 109
Agrovila Montana – 102
Sítio Coqueiro – 78
São Romão – 75
Espinheirinho – 75
Cordão de Sombra – 75
Lajedo – 75.
A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) e outros setores do município estão fazendo trabalhos preventivos, de esclarecimento com monitoramento e ação em áreas mais críticas.
A população pode acionar o Centro Integrado de Operações de Trânsito e Segurança Pública (CIOTS), através dos números 153 (Guarda Municipal), 156 (Trânsito) e 199 (Defesa Civil). A central de atendimento funciona todos os dias da semana. A ligação é gratuita.
Levantamento da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU) aponta que houve pluviometria nos três primeiros dias de janeiro em Mossoró. O acumulado no período já está acima do esperado para todo o mês, segundo o professor de Ciências Exatas e Naturais da SEADRU, Alciomar Lopes.
Chuva dessa segunda-feira foi isoladamente a maior e surpreendeu todas as previsões (Foto: Wilson Moreno)
“Em três dias já conseguimos ultrapassar o valor médio dos últimos 30 anos relativo a janeiro”, disse o professor. O acumulado esperado para todo o mês de janeiro era de 58,9mm.
Nestes primeiros dias de 2022 choveu no município 63,3 milímetros. De acordo com Alciomar Lopes, o pluviômetro da Secretaria de Agricultura registrou nesta segunda-feira (3) o total de 56,5mm, maior chuva registrada até o momento na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.
“No ano de 2022 nós já tivemos três leituras seguidas. No primeiro dia de janeiro a chuva foi de 6,5 milímetros. No dia 2, a precipitação foi de apenas 0,3mm e na tarde desta segunda-feira choveu 56,5mm. Foi uma chuva que a gente não esperava. As previsões mostravam 15 milímetros”, destacou.
Média de 30 anos
O professor Alciomar Lopes ressalta ainda que as chuvas registradas em dezembro ajudaram Mossoró a ficar acima da média anual. Segundo ele, o acumulado no mês passado foi de 72,5mm, o que subiu de 572mm para 644,5mm.
“Nós obtivemos no período chuvoso, que vai de janeiro a junho, 572 milímetros para 59 dias de leitura. Esse número estava configurando que Mossoró ficaria abaixo da média geral anual que é de 626mm. Quando chegamos a dezembro aconteceram cinco dias de pluviometria acumulada no mês, que simplesmente subiu o volume anual de 572 para 644,5 milímetros. Nessa condição, 2021 fechou com valor acima da média anual”, explicou.
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Os oito pluviômetros instalados nas quatro regiões de Mossoró registraram, entre o final da noite deste domingo (26) e madrugada desta segunda-feira (27), média de 35 milímetros de chuvas. Os equipamentos somados registraram 280mm.
Dia em boa parte nublado cedeu lugar às chuvas à noite de domingo e madrugada de hoje (Foto: Wilson Moreno)
O maior registro aconteceu no pluviômetro da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU), instalado no Alto da Conceição. Foram registrados no período 53,2mm. O segundo com o maior acumulado foi o da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Nele o registro foi de 47mm.
Já o terceiro maior volume foi verificado no equipamento instalado na rua Nilo Peçanha. Lá a precipitação chegou a 35,55m. Na sequência aparecem o pluviômetro da CPRM (33,5mm), o da Cândido Barros (32,16mm), da Marechal Floriano (31,02mm), Margarida Militão (25,82mm) e da Marinho Dantas (22,43mm).
“Foi uma surpresa muito grande para a gente que faz os estudos meteorológicos, pois esperávamos uma chuva de aproximadamente 10 milímetros. A chuva começou por volta das 23 horas com muita rajada de vento e teve prolongamento até o final da madrugada”, informou o professor de Ciências Extas e Naturais da Secretaria de Agricultura de Mossoró, Alciomar Lopes.
Mais chuvas
Alciomar Lopes destaca ainda que é boa a previsão para esses últimos dias de dezembro e os primeiros dias de janeiro. Segundo ele, a previsão mostra que apenas nesta terça-feira (28) não há probabilidade de chuvas no município.
“As previsões para os próximos dias são boas para chuvas na nossa cidade. Até a próxima sexta-feira (31) é esperado chuvas todos os dias. Até agora o único dia que não está mostrando que terá chuvas é amanhã (terça-feira). Já para o mês de janeiro nós temos previsão de chuvas nos três primeiros dias do ano novo. Essas chuvas podem ser leves e se acontecer o que aconteceu de ontem para hoje não será de se admirar (referindo-se que pode haver chuvas fortes)”.
O professor enfatiza que essas chuvas em dezembro é por conta da massa de ar fria que está vindo do Pacífico Equatorial e se intensificou e chegou ao Rio Grande do Norte. “Ela veio da região do Amazonas, passou pelo Maranhão, Piauí, Ceará e chegou ao nosso Estado”, finalizou.
Pluviômetros instalados em Mossoró:
Pluviômetro SEADRU – 53,2mm
Pluviômetro da UFERSA – 47mm
Pluviômetro Nilo Peçanha – 35,55mm
Pluviômetro da CPRM – 33,5mm
Pluviômetro Cândido Barros – 32,16mm
Pluviômetro Marechal Floriano – 31,02mm
Pluviômetro Margarida Militão – 25,82mm
Pluviômetro Marinho Dantas – 22,43mm
Média – 35,08mm
Fontes: SEADRU, UFERSA e Defesa Civil
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As previsões iniciais indicam um período chuvoso precoce em Mossoró. A chuva de pouco mais de 15 milímetros ocorrida na tarde da última sexta-feira (3) surpreendeu o mossoroense por uma precipitação tão cedo. De acordo com o professor formado na área de Ciências Exatas e Naturais, Alciomar Lopes, essa precipitação é um prenúncio de um bom período chuvoso na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.
Período chuvoso deve ser melhor aproveitado com plantio antecipado, recomenda professor (Foto: Wilson Moreno)
O professor, lotado na Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU), explicou que passou a verificar nos últimos meses o fenômeno conhecido com La Niña.
Alciomar Lopes destaca que chegou a essa previsão de inverno precoce no município por conta da temperatura do oceano Pacífico equatorial que começou a esfriar. “Quando começa a esfriar no Pacífico é um bom sinal para a nossa região, pois a temperatura do nosso oceano Atlântico é quente”, disse.
“Até mesmo já conversei com o pessoal do Semear aqui da Secretaria Municipal de Agricultura, que é o do corte de terra, para que o agricultor mossoroense comece logo a agir para que a gente não perca esse período chuvoso que acredito ser muito bom”, concluiu.
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