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Rosalba precisará correr contra prejuízo causado por Francisco

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP), eleita no último dia 2, certamente vai realizar um trabalho instantâneo e que precisará ser ainda lapidado ao longo dos anos, para reconquistar quem o prefeito Francisco José Júnior (PSD) espantou.

Refiro-me aos responsáveis por despejarem na cidade a maior parte da população flutuante de Mossoró: táxis intermunicipais, alternativos etc.

Eles são os modernos comboieiros, os tropeiros dos séculos coloniais e das primeiras décadas da República. Eles ajudaram a construir nossa identidade como civilização, uma comuna acolhedora e terra de oportunidades para todos.

Eles contribuíram de forma decisiva para que Mossoró ganhasse essa dimensão de entreposto comercial, miscigenada, capaz de receber gente das mais diversas plagas para compra, reabastecimento de víveres, busca de serviços e aquisição de bens imóveis, estudos etc.

Meio circulante

Desde a “Grande Seca” de 1877/1878/1789 que Mossoró definitivamente virou cidade polo, de esperança, de oportunidade, quando sua população saltou de pouco mais de 6 mil pessoas para mais de 24 mil.

Em sua gestão caótica, Francisco espantou milhares de pessoas vindas do Vale do Açu, Costa Branca, região Central, Oeste, Vale do Jaguaribe e até sertão paraibano. Produziu uma antipatia generalizada, além de enormes prejuízos financeiros para o município.

Criou impedimentos à circulação dos alternativos e táxis intermunicipais; tratou quem irrigava o meio circulante local como se fosse fora-da-lei. O propósito nuclear seria “organizar o trânsito” no centro da cidade, viabilizando o transporte coletivo urbano. Nem uma coisa nem outra conseguiu.

Chegamos a ponto de testemunhar integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM) “invadindo” Governador Dix-sept Rosado para hostilizar taxistas e alternativos (veja AQUI e no vídeo acima).

Os reflexos dessas estupidezes podem ser sentidos no comércio mossoroense.

A população flutuante de Mossoró encolheu drasticamente pela própria conjuntura econômica, além dessa “colaboração” da Prefeitura de Mossoró, que restringiu circulação de quem pretendia desembarcar na cidade.

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), mais de 90 municípios da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e outros estados da Federação irrigavam densamente a economia de Mossoró (veja AQUI).

Os próprios segmentos empresariais reagiram às medidas do prefeito, mas não foram ouvidos e chegaram a ficar cerca de dois meses esperando uma simples audiência com o governante. Ficaram com a maior parte do prejuízo e o próprio erário, que tem redução em sua arrecadação direta.

Correr atrás desse enorme prejuízo é urgentíssimo.

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Prefeito abre diálogo para resolver caso de táxis e alternativos

O prefeito Francisco José Júnior (PSD) receberá às 9h de hoje em seu gabinete, no Palácio da Resistência, uma comissão da Câmara Municipal de Mossoró e entidades empresariais. Em pauta: circulação de táxis e alternativos intermunicipais em Mossoró.

Ainda participarão do encontro, o Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO, entidade ligada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (FECOMÉRCIO/RN) e Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM).

O assunto é delicado, pois medida inicialmente tomada pela Prefeitura restringia circulação desses veículos que transportam diariamente para Mossoró, de mais de 90 municípios em três estados (RN, PB e CE), população flutuante que oscila entre 8 e 16 mil pessoas/dia.

A medida deveria entrar em vigor no próximo dia 10, mas pressão de alguns vereadores, entidades empresariais e associação dos taxistas/alternativos (ATACAMA) levou o prefeito a suspender a decisão temporariamente.

Câmara sedia nova discussão sobre táxis e alternativos

A Câmara Municipal de Mossoró sedia agora às 9h, reunião aberta para debater um tema bastante delicado: a circulação de táxis e alternativos de outros municípios na cidade.

É desdobramento de uma reunião ocorrida na última quarta-feira (3) – veja AQUI, na sala da presidência da Casa.

Hoje, a ideia é debater amplamente pauta de reivindicação dos taxistas. A partir do dia 10 próximo, eles estarão proibidos de circular na região central da cidade, tendo pontos distintos fora do centro urbano, para desembarcarem os passageiros.

Além de taxistas, a reunião deverá contar com a presença de prefeitos e vereadores dos municípios da região, bem como segmentos representativos do empresariado.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Chalerjando Rustayne, também será convidado a participar do evento.

Alternativos tentam evitar medida restritiva ao seu trabalho

Uma comissão de vereadores mossoroenses recebeu representantes da Associação dos Taxistas Intermunicipais (ATACAMA), para tratar sobre a medida adotada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana que proíbe os taxistas intermunicipais de embarcar e desembarcar passageiros no Centro da cidade. O encontro ocorreu na sala da presidência da Câmara Municipal de Mossoró (CMM).

Para debater amplamente pauta de reivindicação dos taxistas, foi agendado um novo encontro para a sexta-feira, 5, às 9h, no plenário da Câmara Municipal. Além de taxistas, a reunião deverá contar com a presença de prefeitos e vereadores dos municípios da região. O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Chalerjando Rustayne, também será convidado a participar do evento.

Medida mantida

A decisão da Prefeitura afeta cerca de dois mil profissionais de 92 municípios do Rio Grande do Norte e do Ceará que atuam em Mossoró. Os taxistas alternativos transportam em média 12 mil passageiros diariamente para a cidade. A medida está mantida para começar no próximo dia 10.

O líder governista na Casa, Manoel Bezerra (DEM), chegou a dizer ontem em plenário que haveria suspensão da decisão. Isso não se confirmou hoje.

Os taxistas pedem ainda apoio dos parlamentares para regulamentar o serviço de transporte alternativo intermunicipal. O vereador Genivan Vale (PROS) informa que estava agendada para hoje, quarta-feira (3), uma reunião com o deputado estadual Manoel Cunha Neto, o “Souza” (PHS) para tratar do assunto, no entanto o encontro foi adiado. Os dois conversaram ao telefone em plena reunião.

Em plena crise, Mossoró espanta consumidores

Num momento delicado da economia e vida social do país, Mossoró não é uma exceção. Não pode ser vista como uma ilha de prosperidade, pujança e em qualidade de vida.

Mesmo assim, parece que em vez de agir para reverter ou atenuar esse quadro, faz exatamente o contrário. Por isso, é bom  que todos paremos, reflitamos e repensemos o que tem ocorrido por suas ações ou omissões.

Setor público e privado que se cuidem, se somem. Sociedade civil organizada (e desorganizada), abra o olho.

Inaceitável – por exemplo – que centenas de comerciantes informais, os camelôs, passem a ser tratados como marginais (veja AQUI) e jogados de um lado para outro sem condições adequadas de trabalho.

Também injustificável que Mossoró, uma cidade polo que desde a grande seca de 1877/1878/1879 (século XIX) se transformou num entreposto comercial de referência no Nordeste e país, agora crie dificuldades para milhares de pessoas que diariamente afluem para a cidade, com dinheiro à mão, comprando produtos e serviços.

Essa é a mais nova “medida” que a Prefeitura organiza (veja AQUI), limitando tráfego de milhares de táxis, vans e veículos alternativos que despejam diariamente pessoas de municípios do próprio RN, Paraíba e Ceará em seu comércio, indústria e prestadores de serviços diversos.

No interior de pernambuco o Moda Center é exemplo de investimento bem-casado entre público e privado (reprodução)

Em Pernambuco é diferente. Temos um caso especial em que poder público e iniciativa privada se somam. O shopping popular “Moda Center” de Santa Cruz do Capibaribe precisa ser conhecido.

Dez mil pontos comerciais

Localizado em Santa Cruz do Capibaribe (PE), o Moda Center Santa Cruz é o maior centro atacadista de confecções do Brasil. Ele reúne mais de 10 mil pontos comerciais, entre boxes e lojas, onde são comercializadas peças no atacado e no varejo.

O mix inclui de produtos populares a artigos mais trabalhados.

Nos períodos de maior movimento, o local chega a receber mais 150 mil clientes por semana, vindos de todo o País. As feiras no Moda Center acontecem sempre às segundas e terças, das 7h às 18h. Porém, nas altas temporadas (a partir da segunda quinzena de maio e durante todo o mês de junho, assim como em novembro e dezembro), o centro de compras também abre aos domingos, sempre no mesmo horário.

Não há feira de quarta a sábado, mas dezenas de boxes e lojas abrem de acordo com a determinação de cada comerciante.

O parque disponibiliza seis praças de alimentação com restaurantes e lanchonetes, estacionamento gratuito para seis mil veículos e rede de hotéis e dormitórios.

O centro oferece ainda posto ambulatorial, farmácia, caixas eletrônicos, banheiros, carrinhos de compras, sistema de som, rádio e TV internos, circuito de segurança, balcão de informações e muito mais.

Veja AQUI.

Camelô é problema pequeno; o pior vem por aí…

Problema grande não é remoção de camelô.

Outra celeuma sem dimensão vem adiante, envolvendo taxistas de Mossoró.

Mais ainda, com cerca de 4 mil taxistas e alternativos de outros municípios que despejam diariamente uma multidão compradora em Mossoró.

Anote.

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Apache, Navajo, Comanche, Cherokee ou Chyenne.

Faltam moral e pulso forte ao trânsito de Mossoró

Os problemas do trânsito de Mossoró (veja postagem abaixo) devem ser tratados de forma sistêmica. O Blog Carlos Santos – há anos apresentou ideias relacionadas ao tema, como forma de contribuição à prefeitura, mostrando que é possível se atenuar a algazarra e desorganização do setor.

O que falta é decisão política, pulso forte e moral institucional. Inexiste a priorização do público, visto que é soterrada pelos interesses eleitoreiros e de grupos.

Concessões de táxi distribuídas como moeda politiqueira, miopia diante da pulverização de mototáxis (incluindo os clandestinos), falta de estrutura e disciplina para coletivos urbanos, balbúrdia na circulação de cerca de 5 mil veículos alternativos de outros municípios, escassez de estacionamentos e ditadura dos flanelinhas compõem parte do sistema gangrenado há décadas.