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Esse país é um caso perdido

Muito jogo de cena na política nacional em ano de caça ao voto. Também por aqui no RN, que se diga.

Nesse caso da chamada “PEC Kamizake” (veja postagem abaixo ou AQUI), a gente vê o presidente Jair Bolsonaro (PL) mudando diametralmente de pensamento e postura. Era contra essa modalidade de socorro social (Bolsa Família, agora Auxílio Brasil), justificando que seria algo meramente eleitoreiro.auxilio-brasil-

Agora, aposta justamente nisso, mas com espaço temporal curto, em período eleitoral – para tentar alavancar sua postulação à reeleição.

Já opositores da ideia dizem que ele implode de vez as contas públicas, mas propõem, que seja “permanente”. Querem fazer caridade com o chapéu alheio, assim como Bolsonaro.

Nesse duelo pouco responsável, o país é que se lasca.

Tem pouca gente lutando pelo interesse coletivo, em nome do bem-estar social e para o equilíbrio do Estado.

Esse país é um caso perdido.

Eu escrevi durante muitos anos uma reflexão diferente, mas admito que tenho perdido a esperança:

Essa terra ainda vai cumprir seu ideal (será?).

Hoje, não creio.

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Quatro de abril – o limite de uma saga pré-eleitoral

Por Gutemberg Dias

O Coronavírus é a pauta do momento. Mas, a terra, que não é plana, continua a girar e os seus giros nos impele a continuar tocando nossas vidas, mesmo com severas restrições. O tempo vivido agora não é como o de antes e o depois, certamente, será diferente do tempo de hoje.

Na política não será diferente. Passamos na última semana pela agonia de fechamento de um dos prazos eleitorais com vistas as eleições municipais de 2020, ou seja, o prazo de filiação para aqueles que desejam concorrer nas eleições vindouras se encerrou no último dia 4 de abril.

O período que antecedeu esse dia foi cheio de surpresas e, sobretudo, de atitudes imorais e não republicanas no intuito do fechamento das nominatas partidárias. Na realidade a luta por nomes para compor as listas partidárias gerou um grande feirão pré-eleitoral, onde, aparentemente, tudo tinha um preço.

Com essa nova sistemática imposta aos partidos, no que tange à proibição de coligações proporcionais, a disputa extrapartidária se intensificou ao ponto de passes de pretensos candidatos serem literalmente leiloados. Eu falei leiloados, mesmo! Era a lógica do poder econômico falando alto e ditando as regras. Vale destacar que o modelo não era apenas de nota sobre nota, mas do uso das máquinas públicas para calçar os apadrinhados.

Não resta dúvida que essa forma de organização eleitoral deverá ser objeto de reavaliação por parte dos diletos deputados federais. Tenho a certeza que eles viram que a experimentação não foi das melhores e, sobretudo, já sabem que muitos dos seus correligionários não deverão retornar as casas legislativas em 2021. Certamente, já fazem a leitura em relação aos seus próprios mandatos.

Podemos dizer que o período anterior ao 4 de abril foi uma verdadeira guerra entre as agremiações partidárias, uns no intuito de manter seus quadros e outros na perspectiva de surrupiar esses mesmos quadros para turbinar os seus respectivos balaios de votos. Foi um verdadeiro salve-se quem puder!

Passada essa fase, segue agora as conversas para definir os palanques majoritários. Acredito que não será uma tarefa fácil, principalmente, devido a necessidade de muitos partidos manterem suas identidades nesse mar revoltoso da política nacional, principalmente, quando se olha para 2022 quando a cláusula de desempenho será maior.

Não esperem adesões a projetos pré-formatados.

A engenharia política será uma peça de grande valia na formatação dos projetos majoritários. Os pretensos candidatos, principalmente, nos médios e grandes centros urbanos, precisarão entender que os passos que deram, certos ou errados, antes do dia 4 de abril, poderão influenciar diretamente nos seus projetos.

A flecha foi lançada e não se tem mais como alterar seu curso. Se os alvos serão atingidos, só os eleitores poderão dizer.

Gutemberg Dias é professor da UERN e empresário

Pesquisas só podem ser publicadas com registro no TSE

Desde essa quarta-feira (1º de janeiro de 2020), até o dia da eleição municipal em primeiro turno (4 de outubro) e segundo turno (25 de outubro), todas as pesquisas eleitorais só podem ser divulgadas sob registro na Justiça Eleitoral.

O protocolo precisa ser feito pelo menos cinco dias antes de sua publicação.

Quem descumprir essa normatização está sujeito à sanção que pode passar dos R$ 100 mil.

Somente empresas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e filiadas ao Conselho Federal de Estatística podem realizar pesquisas para publicação.

Informações oficiais fazem parte do calendário eleitoral 2020.

Conheça a íntegra do Calendário Eleitoral clicando AQUI.

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