Vai terminar a campanha, chegaremos às eleições de outubro, com boa parte da população do Rio Grande do Norte sem saber que Styvenson Valentim (Podemos) é candidato ao governo estadual.

Por sua opção, não faz campanha. No máximo, usa redes sociais próprias e aparece em algum debate, além dos espaços naturais que provoca na mídia.
Ele é de fato um anticandidato.
Talvez o único outsider da política do RN.
O que, convenhamos, serve muito à sua imagem, esculpida a partir da atividade policial em blitzen da lei-seca, mas tem pouca serventia à própria política e à população potiguar.
Valeu em sua eleição ao Senado em 2018, contra gigantes como Garibaldi Filho (MDB) e Geraldo Melo (PSDB), além de mais 12 concorrentes (veja AQUI), porém não é o suficiente para 2022. A memória próxima no inconsciente popular, latente na massa, não é mais do rigoroso policial antipinguços ao volante, mas do senador falastrão que só se pronuncia na primeira pessoa.
Numa disputa de egos seria eleito fácil. Mas, a luta é pela administração do RN, tarefa que Valentim parece morrer de medo de abarcar. Daí ser compreensível sua campanha pelo avesso, para não ser visto ou lembrado.
Toca Raul!
Como Raul Seixas cantava em “Comboy fora da lei,” sendo candidato de verdade o senador Styvenson Valentim “pode ser que seja eleito” (sic). Na música, Raul narrava que alguém poderia lhe “assassinar” no mandato de prefeito.
Com Valentim, o pânico é ser obrigado a mostrar serviço – aquilo que cobra dos outros.
O que é outsider? – Um “estranho”, alguém por fora do sistema, do meio em que vive.
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