Arquivo da tag: Atakadão

Prefeitura protege grandes geradores de lixo; cidade paga conta

Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – veja AQUI, são considerados grandes geradores de lixo, aqueles que produzem diariamente, em média, mais de 120 litros de lixo não reciclável: papel higiênico, fralda descartável, absorvente íntimo e peças de louça, como estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, condomínios comerciais e mistos (empresariais e residenciais), entre outros.

Em Mossoró, a prefeitura ignora olimpicamente o que trata esse dispositivo. Não é por desconhecimento de causa, logicamente.

A decisão que passa de governo para governo é uma estratégia para escudar quem pode mais, punindo com contribuição compulsória o restante da população. Por isso é compreensível o altíssimo preço pago pela municipalidade em contratos, sem licitação, para coleta e transporte do lixo urbano.

Francisco e Rosalba – “parceria”

Em um ano, de maio do ano passado para maio deste ano, os governos Francisco José Júnior (PSD) e Rosalba Ciarlini (PP) se irmanaram nessa “parceria” prejudicial ao cidadão comum. Nesse espaço de tempo, três contratos sem licitação (repetimos) e um aditivo garantiram à empresa terceirizada/concessionária Vale Norte Construtora Ltda (CNPJ 09.528.940/0001-22) um faturamento com reajuste de 45,5%.

Nem com a venda de cocaína se conseguiria tamanha “engorda” financeira, principalmente num período recessivo.

O novo contrato é de R$ 13.900,123,44, fechado pelo governo Rosalba no inicio deste mês. No primeiro, no início de maio de 2016, não passava de R$ R$ 9.582.519,36. Contrato com R$ 4.317,604,08 a mais em relação à primeira dispensa de licitação realizada pelo ex-prefeito, há um ano.

Cidade suja e fétida

Paralelamente, os dois governos ignoraram e ignoram a PNRS. Órgãos de fiscalização como Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público do RN (MPRN) e Câmara Municipal não conseguem perceber essa aberração, que causa prejuízo superlativo ao contribuinte, além de comprometer o erário e limitar o próprio serviço de limpeza pública.

Pessoal, equipamentos e tempos consideráveis são destinados aos grandes geradores, faltando meios à melhoria do serviço nos domicílios. Normal, então, Mossoró ser uma cidade tão fétida e coberta por lixo.

Os grandes geradores, sendo cobrados, poderiam reduzir em até 35% o custo final de contrato com empresa terceirizada da limpeza pública ou até mais. Como isso não acontece, segue a farra do “lixo de luxo”, como denominou o Jornal de Fato ano passado (veja AQUI), denunciando o então prefeito Francisco José Júnior (PSD) por dispensa de licitações, aditivo e altos valores garantidos à Vale Norte.

Com Rosalba, o quadro é ainda pior e injustificável ou com justificativas que estariam embutidas sob tantos milhões.

Atualmente, Mossoró tem a iniciativa de pouquíssimas empresas tratando e transportando seu próprio lixo. Elas o fazem, não por pressão legal no âmbito da prefeitura, mas por consciência e temor de problemas que possam repercutir nacional e até internacionalmente. Assim ocorre nas cidades médias e grandes do país, que Mossoró se exclui inexplicavelmente.

São grupos como o Wall Mart (Maxxi e Hiper Bom Preço), Carrefour (Atakadão), Partage (Shopping) e A&C que tratam e transportam seu próprio lixo para o Aterro Sanitário, outra ponta desse problema que é bomba-relógio armada há anos, com prejuízos à população (veja AQUI).

Até quando essas distorções e malversação do dinheiro público vão prosseguir? Enquanto os donos do poder, inquilinos do Palácio da Resistência (sede da municipalidade), precisarem.

Outra indagação necessária: “Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?”

Leia também: Prefeita mantém serviço milionário e ‘suspeito’ sem licitação (AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Ex-prefeito, ex-presidente de Câmara e empresário viram réus

Do Jornal de Fato e Blog Carlos Santos

O ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD) passa a figurar como réu em ação movida pelo Ministério Público do RN acerca da “Operação Vulcano”, realizada em Mossoró (no dia 30 de maio de 2012), pela Polícia Federal e que visava descobrir indícios de formação de quadrilha (cartel) relacionada à elaboração de lei que contemplaria o que a Justiça chama de cartel de combustíveis de Mossoró.

A ação é do tempo em que “Silveira” presidia a Câmara Municipal, antes de assumir a Prefeitura Municipal de Mossoró interinamente em dezembro de 2013 e posteriormente ser eleito prefeito para mandato suplementar, em maio de 2014.

Francisco José Júnior e Jório Nogueira eram vereadores à época do caso desencadeado pela "Operação Vulcano" (Foto: arquivo)

Ele foi denunciado ao lado do seu primo e empresário Otávio Augusto Ferreira da Silva, do Grupo FAN, e o ex-vereador e presidente da Câmara Municipal de Mossoró Jório Nogueira (PSD).

O processo estava no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), em face de Francisco José Júnior e Jório terem mandato eletivo até 31 de dezembro do ano passado. Mas a demanda desceu para  3ª Vara Criminal, que tem como titular o juiz Cláudio Mendes Júnior, que acatou a denúncia.

Crimes

O prefeito e o vereador responderão por crime de abuso do poder econômico, eliminando total ou parcialmente a concorrência mediante ajuste ou acordo de empresas) e corrupção passiva (aceitar promessa de e receber vantagem indevida, em razão de função pública). Já Otávio, é denunciado por corrupção ativa (oferecer vantagem indevida para determinar funcionário público a praticar ato de ofício).

A denúncia do Ministério Público informa que, após o Supermercado Atakadão ter noticiado à Prefeitura sua intenção de abrir posto de revenda de combustíveis em suas instalações, o Poder Executivo enviou à Câmara de Vereadores Projeto de Lei Complementar que, na prática, impedia a consecução de tal objetivo, modificando o art. 122 do Código de Obras, Postura e Edificações da cidade.

A peça acusatória afirma, que Otávio Augusto Ferreira da Silva agiu perante os vereadores como representante de diversos outros empresários alinhados com o mesmo propósito (Sérgio Leite de Sousa – Posto Olinda; Robson Paulo Cavalcante – Posto Nacional; Pedro Edílson Leite Júnior – Posto Santa Luzia; José Mendes da Silva – Postos 30 de setembro e Belo Horizonte; e Edvaldo Fagundes de Albuquerque – Posto Líder).

Na Câmara, ainda segundo a inicial acusatória, coube ao denunciado Silveira Júnior a articulação e formação de acordo para a rápida aprovação do referido projeto de lei.

Otávio teve denúncia aceita (Foto: arquivo)

O resultado da aprovação conjunta dos dois projetos de lei viabilizou o PLC (Projeto de Lei Complementar) nº 057/2011, que erigiu impedimento legal à entrada do Supermercado Atacadão no segmento de revenda de combustíveis.

Existe uma planilha que foi apreendida na casa dele, pela Polícia Federal, em que detalha quanto teria recebido: R$ 200 mil e Jório Nogueira empalmado R$ 50 mil.

Várias interceptações telefônicas foram feitas pela Polícia Federal, por solicitação do Ministério Público, e em algumas conversas interceptadas com autorização da Justiça, a rede de corrupção se evidenciaria por meio de falas entre Francisco José Júnior e alguns empresários, bem como entre ele e vereadores.

Uma das provas apreendidas pela Polícia Federal e que comprovariam a participação do ex-prefeito no esquema montado pelos empresários do ramo de combustíveis de Mossoró, estava em um notebook apreendido na residência dele, no qual existia uma planilha que confirmava o recebimento de R$ 200 mil em 25 de abril de 2012.

Denúncia no TJRN

O MPRN protocolou a denúncia no Tribunal de Justiça no dia 2o de dezembro do ano passado (veja AQUI), em desfavor do então prefeito prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD); Jório Nogueira e Otávio.

Na Operação Vulcano foram realizadas oito prisões e e cumpridos 20 mandados de busca e apreensão (veja AQUI).

O então presidente da Câmara, Francisco José Júnior, só não foi preso porque estava em viagem com a sua mulher, Amélia Ciarlini, pelo Caribe.

Caso condenados, os acusados estão sujeitos a penas que variam de dois a cinco anos, no caso do crime previsto na Lei 8.137/90, e de 2 a 12 anos, em relação aos crimes dos arts. 317 e 333 do Código Penal.

Outros envolvidos no caso deverão ser processados.

À época da denúncia, ano passado, o então prefeito Francisco José Júnior (PSD) negou qualquer envolvimento com trama para beneficiamento de suposto cartel (veja AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Empresário escapa de atentado à bala pilotando carro blindado

O empresário Edvaldo Fagundes Filho sofreu um atentado à bala à noite de hoje em Mossoró. O incidente aconteceu quando ele pilotava um carro Land Rover blindado pertencente à sua mãe, Zulailde Gadelha, por volta de 20h30.

Vários tiros foram disparados, mas se destaca a série à altura da cabeça do motorista (Foto: cedida)

Em áudio que postou em redes sociais, tranquilizando amigos e familiares, subliminarmente o empresário admite que o fato não fora uma tentativa de assalto, mas tentativa de assassinato:

Estou bem, estou bem, tranquilo. Estou bem mesmo (…). Foi melhor ter acontecido agora que não aconteceu nada comigo. Mais na frente podia ser que eu tivesse morrido (…). Não é possível que eles ainda venham de hoje para amanhã…

“Edvaldo Filho”, como é mais conhecido, estava pilotando o veículo numa via projetada que liga o Partage Shopping ao condomínio Quintas do Lago, ladeada pelo condomínio Alphaville e pela loja de atacarejo Atakadão (Nova Betânia).

Edvaldo Filho: blindado (Foto: arquivo)

De repente, o carro foi emparedado por outro veículo (moto) e vários tiros foram disparados, com destaque para projéteis que atingiram região que fatalmente alcançariam sua cabeça.

Emoção

A abordagem com característica de atentado foi reproduzida pelo empresário em depoimento à Polícia Civil, na Delegacia de Plantão (Alto de São Manoel).

Segundo relatos de fontes ouvidas pelo Blog, ele chegou tão emocionado que abraçava indistintamente as pessoas presentes, a ponto de chorar.

Em seguida, passou a se comunicar com familiares e amigos através de redes sociais no seu smartphone. A todos, tranquilizava (como colocamos em reprodução acima nesta postagem) dizendo que estava “bem”.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Via estratégica para Mossoró começa a ser recuperada

O prefeito Francisco José Júnior (PSD) visitou, na manhã desta quarta-feira, 2, o início das obras de recapeamento da rua Ossivaldo Florêncio, via que liga a avenida João da Escóssia à rua Isaura Rosado. A previsão é que o serviço seja concluído até o final desta semana.

Trabalhos tiveram início e devem ser concluídos rapidamente (Foto: PMM)

Deverá melhorar o acesso de nove bairros de Mossoró ao shopping Partage, Universidade Potiguar (UnP) e supermercados como Maxxi e Atakadão.

“Esse recapeamento é um desejo antigo de quem precisa trafegar por essa rua. Agora, frequentadores de pelo menos nove bairros da cidade terão melhor acesso aos seus destinos, após a finalização dessa obra, que deve ser entregue em pouco dias”, destacou o prefeito Francisco José Júnior.

Os bairros referenciados são Abolições III, IV e V, Três Vinténs, Conjunto Santa Júlia, Pousada do Thermas, Redenção, Wilson Rosado e Integração.

Regiões

De acordo com o secretário de Planejamento da cidade, Josivan Barbosa, sete regiões na zona rural de Mossoró também serão beneficiadas com a melhoria estrutural da rua. São elas: Senegal, Alagoinha, Arisco, Quatro Bocas I e II, Bom Destino e Lajedo.

A rua Ossivaldo Florêncio tem 1.300 metros de extensão e o investimento no local é de R$ 400 mil, orçamento que inclui também obra na rua Isaura Rosado. “Primeiro está sendo feita a limpeza, depois vem o serviço de tapa-buraco e por fim as máquinas passam para fazer o recapeamento ao longo de toda a rua”, explicou o secretário municipal de Infraestrutura e Habitação, José Couto Filho.

Nota do Blog – Esses trabalhos foram cobrados por comunidades da área e eram promessa de campanha.

O Blog até fez postagem sobre o assunto, atendendo a apelo da comunidade beneficiada (veja AQUI).

Ruas “bombardeadas” de Mossoró aguardam reparos urgentes

Está aos pedaços uma rua projetada que margeia o Atakadão e Alphaville em Mossoró, até desaguar no Quintas do Lago e conjuntos Abolição III e IV.

Que coisa!

Crateras dão a impressão que Mossoró está sob intenso bombardeio. Salve-se quem puder! (Foto: cedida)

Outra via de acesso à mesma área, a Rua Dona Isaura Rosado, que deságua no Complexo Viário da Abolição, também parece ter sido “bombardeada”.

Há promessa da Prefeitura, há mais de 70 dias, conforme registros na imprensa local, de que tudo seria rapidamente resolvido, com as vias recuperadas.

Moradores do Quintas do Lago, dos Abolição III e IV, além do Conjunto Márcio Marinho aguardam pacientemente o cumprimento da promessa.

É preciso fé.

Apelos já foram feitos.

Nota do Blog – Fomos procurados por moradores, pedindo interveniência de nossa página para que esses serviços sejam feitos.

Entre os reclamantes, alguns afirmaram que alguns órgãos de imprensa locais fecham os olhos ao problema, para não contrariar os inquilinos do poder.

Entendo, entendo.

Por isso que quase todos estão quebrados e boa parte de blogues que dependem do poder público não recebem “soldo” há meses.

Bem feito! Vocês merecem!

Maxxi vai inaugurar nova concorrência em mercado

Na próxima quinta-feira (17), o Maxxi Atacado da Rede Walmart será inaugurado em Mossoró, em endereço colado ao Campus da Universidade Potiguar (UnP).

Será aberto às 9h.

Gigante do atacarejo, ele promete esquentar o mercado com uma concorrência direta e muito próxima até fisicamente, em relação ao Atakadão, do grupo – também multinacional – Carrefour.

É a segunda bandeira do Walmart a se instalar em Mossoró.

A primeira é o Híper Bom Preço, no bairro Nova Betânia.

Maxxi será inaugurado; Atakadão se prepara à disputa

O Maxxi Atacado – da divisão Autosserviço do grupo transnacional Walmart – deverá inaugurar sua loja em Mossoró por volta do dia 17 de janeiro de 2013.

Ótima notícia para o consumidor em grosso e varejo de uma vasta região, que tem Mossoró como núcleo.

O Maxxi que atende comerciantes, bares, restaurantes, lanchonetes, mercearias, padarias, lojas de conveniência, entre outros; além do consumidor final.

São mais de 6 mil itens, entre alimentos, bebidas, açougue, frios e laticínios, congelados, hortifruti, higiene e limpeza, bazar, eletroeletrônico e muito mais, além de produtos e equipamentos voltados para o mercado Food Service.

Essa marca construiu sua loja mossoroense ao lado do Campus da Universidade Potiguar (UnP), a poucos metros de um concorrente direto – o Atakadão, do também grupo internacional Carrefour.

A expectativa é que as duas passem a viver uma guerra de preços extremamente salutar para o consumidor.

O Atakadão prepara-se para enfrentar à altura do adversário, conforme o Blog apurou.

Os dois atuam numa faixa mercantil conhecida como “atacarejo”, que negocia produtos no atacado e varejo.

Governo e cartel pressionam para mudar Código de Obras

Um projeto modificativo do Código de Obras do Município de Mossoró, enviado à Câmara de Mossoró pela prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), está causando chiliques e lobbys nos bastidores. Os interesses são inconfessáveis e milionários.

O Código de Obras em vigor foi aprovado no final de 2010, por essa mesma Câmara.

Agora, entretanto, o projeto modificativo altera o artigo 122, gerando um veto quase imperceptível à livre concorrência, um princípio basilar da economia de mercado.

Na verdade, a matéria impede, por exemplo, a instalação de posto de combustível em supermercados/hipermercados, estabelecendo distância mínima de 250 metros (das bombas e tanques) da área territorial dessa modalidade de atividade mercantil.

O que isso significa?

Um exemplo: significa que o Atakadão, empresa do grupo Carrefour, não poderá implantar um posto de combustível no espaço físico que possui em Mossoró, nas proximidades do Mossortó West Shopping.

Em Natal, experiência adotada por esse grupo multinacional promoveu um corre-corre de consumidores em suas bombas na Zona Norte, quebrando um visível e hermético cartel existente na região.

Desde que a matéria passou a transitar nas comissões técnicas da Câmara de Mossoró, que instantaneamente alguns vereadores passaram a sofrer pressão velada e direta. A ordem do Palácio da Resistência é aprovar sem questionamento o projeto. Noutra frente, porta-vozes do empresariado local que têm negócios de postos de combustíveis, usa a ladainha que o dispositivo é uma forma de ‘proteger’ a iniciativa privada mossoroense.

No meio dessa gincana, o consumidor que paga um dos combustíveis mais caros do Nordeste – mesmo estando numa área de enorme produção petrolífera -, não sabe de nada. Está inocente. De novo.

O Ministério Público, alertado, está em alerta. Mas é bom que se diga: há anos que esse órgão de defesa da lei trava uma luta inglória contra o cartel dos combustíveis.

Até aqui, não apareceu força legal, humana ou sobrenatural capaz de quebrar o notório acordo entre postos, que não permite margem de diferença de preços entre eles, acima de R$ 0,01 ou R$ 0,02 centavos. Isso mesmo.

Aguardemos os próximos rounds.

Nota do Blog – Uma cartilha denominada de “Combate a cartéis na revenda de combustíveis” (que o Blog tem exemplar), editado pelo Departamento de Proteção e Defesa Econômica, Secretaria de Direito Econômico e Ministério da Justiça ensina como a sociedade pode se organizar para fustigar esse tipo de crime contra a economia popular.

Atesta, por exemplo, que a restrição a novos concorrentes é uma forma de facilitar o cartel: “A existência de poucas barreiras à entrada de novos concorrentes em um determinado mercado dificulta a formação e manutenção de cartéis” (…), assinala a cartilha.