Desde o fim das eleições em segundo turno no Brasil, dia 30 de outubro, testemunhamos romarias de bolsonaristas à porta de quartéis, implorando por um golpe militar e liberdade (pasme!). Insatisfeitos com a derrota do “mito” Jair Bolsonaro (PL) nas urnas, acreditam que tudo será resolvido pelo poder verde-oliva. Na marra.

Como escrevemos há muitos meses, bem antes desse surto pós-eleitoral, a chance de uma intervenção militar é zero e continuará sendo zero, por mais que criem a cada 72 horas um sinal de que “agora vai”. Não vai.
No fim de semana, por pouco um caminhão-tanque com combustível para aeronaves não era explodido por empresário bolsonarista (que certamente não agiu sozinho) – veja AQUI.
Antes, já assistimos caminhoneiros atirando pedras e balas em policiais rodoviários (veja AQUI) que tentavam desobstruir estrada fechada por eles.
Há poucos dias, manifestantes atearam fogo em veículos privados e públicos em Brasília, além de avançarem à invasão, frustrada, da sede da Polícia Federal (veja AQUI).
Apesar dessa onda contra a democracia, provocações à ordem pública e violência explícita, o presidente Bolsonaro adota o silêncio como postura, inaceitável para um chefe de governo e Estado. Não é inércia. É cumplicidade mesmo.
Dos inofensivos tiozinhos e tiozinhas (usando os dois gêneros, segundo o manual do politicamente correto) que se ajoelham, cantam hinos cívicos, choram e marcham cobertos de verde e amarelo, aos criminosos das rodovias e de ataques em Brasília, a distância não é quilométrica. Trata-se de uma escalada, com método. Tudo pensado e calculado, mesmo que a maioria delirante não tenha ciência disso.
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