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Líder da “Robinzband” se emociona e encanta plateias com seu grupo

Robinho e sua banda têm agenda sempre cheia (Foto: Divulgação)
Robinho e sua banda têm agenda sempre cheia (Foto: Divulgação)

Por William Robson (Bolsa de Discos)

Robson Régis está na cena musical há muitos anos, passando por várias bandas em que sempre se destacava com sua voz potente. Também se arriscava no violão, instrumento que deixou um pouco de lado, para efetivamente se tornar um lead vocal. Com a Robinzband consegue imprimir mais do que isso, adicionando forte presença de palco, figurinos variados e apostando na interação com o público.

Robinzband hoje é o maior expoente da cidade entre os grupos cover. Tem agenda sempre requisitada, parcerias em avanço e novos projetos de ingressar no circuito dos buffets, dos casamentos, aniversários e formaturas. Sempre como uma banda cover, sem abrir mão, mesmo com composições próprias no forno, que devem ser lançadas dentro de alguns meses em projeto paralelo.

Robinho relembra o início da banda, dos projetos para este ano e dos destaques e reconhecimento que vem alcançando, nesta exclusiva ao BDD. A Robinzband, formada ainda por Juan (baixo), Kecinho (bateria), Ruann e Juninho (guitarras), Luiza e Alana (backing vocals) e Carlos (teclados), é relativamente nova.

Foi formada em 2019, mas com a pandemia no ano seguinte, muita coisa precisou ser mudada. Ele também fala disso.

Agora a banda está a todo vapor, com músicos azeitados e uma dupla de backing vocals, Luiza e Alana, que Robinho faz questão de ressaltar como “vozes supremas”.  Além de deixar bem claro o compromisso do grupo, ao afirmar que o projeto é sério, empolgante e que sempre se diverte nos shows.

Antes de você começar detalhando os novos projetos, fale um pouco da Robinzband.

Em 2019, surge a Robinzband e nossa pretensão inicial era dar continuidade a um projeto que tínhamos anteriormente de fazer alguns shows para motociclistas, tocar em pubs, fazer os pop-rock, mas com a intenção de incrementar uns dances também. Queríamos uma banda nova mesmo. E foi incrível. Nos primeiros shows, rapidamente, a banda formou uma agenda. A gente começou a ter uma agenda tecnicamente mensal e, depois, bimestral. 2019 foi o ano que a gente mais tocou. Fizemos mais de cem shows.

E continuou nesta pegada?

Sim, em 2020 tínhamos agenda até abril e maio, mas vem a pandemia e tora as pernas de todo mundo.  Nossa classe musical foi afetada logo no começo e no fim também. Ficamos naquela loucura. Quando a gente volta em 2021, ainda com todos aqueles cuidados, fizemos duas lives via TCM. A banda arrecadou bem e começamos a entrar numa campanha para ajudar  a todos os demais músicos. Mas, a gente estava morrendo de saudades de voltar aos palcos e, segundo dizem, um ponto forte da  Robinzband é a interação com o público. E quando a gente volta, percebemos a sede desta interação das pessoas.

Então, já tinha um público fiel nos shows?

Por incrível que pareça, as pessoas achavam que a Robinzband não era daqui de Mossoró. A gente era pouco conhecido. Em 2019 e 2021, por exemplo, foram os anos que tocamos muito em outros lugares e pouco aqui. Foi quando pensamos ser necessário tocarmos mais em Mossoró para que as pessoas pudessem conhecer nosso trabalho.  Em, 2022, tínhamos o desafio de fazer a banda acontecer, porque é uma banda grande (numericamente falando).

São sete componentes, além do pessoal de apoio. Mas, tínhamos as barreiras dos locais de Mossoró que estavam se adaptando para palcos menores, para bandas pequenas ou apenas para voz e violão. Aí, pensamos: como vamos entrar? Porque nos divertimos muito, mas o projeto é serio. A gente sorri seriamente (risos). Temos muita qualidade. Sou apaixonado pela musicalidade de nossos músicos, de cada um deles e delas – com suas vozes supremas. Eu me encanto, me divirto e me emociono sempre.

Os bares foram uma forma de tornar a banda conhecida?

Isso. Nos quatro cantos da cidade, quando a gente falava da Robinzband, a galera da cena não nos conhecia. Em 2023, a gente resolveu tocar muito aqui para resolver isso, mantendo a pegada do rock, pop e dance. E deixar claro que a Robinzband é uma banda genuinamente mossoroense.

Robinho fala em parcerias (Foto: Divulgação)
Robinho fala em parcerias (Foto: Divulgação)

Há perspectivas de incluir algum trabalho autoral ou mesmo ampliar o repertório com mais músicas?

Autoral não, porque acreditamos que a identidade da banda, de forma  orgânica, é cover. Vamos neste trilho, Se a gente colocasse uma música autoral no meio das covers, soaria estranho  e não saberíamos como o público iria compreender. Poderia ficar confuso. Mas, eu, Robinho, tenho músicas autorais e penso em lançar em 2024 alguma coisa. O nosso baixista Ruan Mendonça também tem músicas autorais, puxando mais para o indie. Luísa [backing vocal] idem. Nossos integrantes têm trabalhos autorais paralelos à banda, mas da minha parte talvez lance algo em seis meses, por ai.  No caso da Robinzband, não.

E como vocês se organizam em termos de repertório e shows?

Como eu disse, a gente é muito orgânico, bem natural. Foi assim como os componentes, com nosso set list, com os shows, com o número de seguidores da banda. Os nossos seguidores participam, comentam, opinam, sugerem. E a gente sempre responde. Nas nossas redes sociais, principalmente o Instagram, temos esta interação maior. Tudo na banda é muito natural.

Quais os novos projetos, então, para este ano?

Em 2024, já entramos com uma parceria firme com a CYM Iluminação e já estamos engatinhando no circuito das formaturas, aniversários, casamentos… Alguns eventos, como o último que fizemos em Tibau no Senset, já teve esta pegada de eventos de médio e grande porte. Claro que não vamos abandonar os barzinhos, mas a banda está focando neste novo caminho em 2024. Vamos remando nessa.

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Por que a formação clássica dos Engenheiros não retorna?

Por Erasmo Carlos (Tio Colorau) para o Blog Bolsa de Discos

Augusto Licks, Carlos Maltz e Gessinger: longe demais da reunificação (Foto: reprodução)
Augusto Licks, Carlos Maltz e Gessinger: longe demais da reunificação (Foto: reprodução)

* I – Em entrevista ao canal Corredor 5 no YouTube, o cantor e compositor Humberto Gessinger descartou qualquer possibilidade de retorno ou reunião dos Engenheiros do Hawaii. Ao comentar a turnê de reencontro dos Titãs, Gessinger elogiou a iniciativa, mas disse que com ele não rolaria.

* II – Segundo o ex-líder dos Engenheiros, o Titãs sempre foi um coletivo de artistas, inclusive todos os integrantes despontaram em carreira solo, por isso a iniciativa de promover uma turnê reunindo todos foi bastante positiva, mas que no caso dele não rolaria, sem citar nominalmente a ex-banda.

* Em 1995, Rita Lee gravou o disco ao vivo “A Marca da Zorra”, com arranjos bem mais pesados. Naquele ano ela abriu os shows da banda Rolling Stones no Brasil. O disco estava fora de catálogo, mas recentemente foi inserido nas plataformas de streaming, e ano que vem sairá nos formatos CD e vinil.

* O cantor gospel Pedro Henrique, de apenas 30 anos, morreu subitamente durante uma apresentação em Feira de Santana (BA). A causa da morte foi infarto, segundo um dos integrantes da banda. Pedro era filho único, casado e pai de uma filha que tem apenas um mês de vida.

* Lançada em 1958, a canção natalina “Rockin’ Around the Christmas Tree”, de Brenda Lee, alcançou o topo da parada mundial pela primeira vez na história. É o período mais longo que qualquer canção passou para chegar ao topo da Billboard.

* Já está disponível na Apple TV o documentário “John Lennon: Assassinato sem Julgamento”, em três capítulos. O primeiro, e melhor, foca no dia do crime. A produção traz entrevistas inéditas com testemunhas e policiais relacionados ao fato, bem como documentos das investigações. Muito boa.

* Outro documentário que acaba de chegar ao streaming é “Thriller – 40 anos”, com 1h30min de duração, sobre o disco mais vendido da história. Nele, é mostrada toda a genialidade de Michael Jackson e do produtor Quincy Jones. No Paramount+.

* Na época em que LPs tinham uma duração padrão, muitos artistas tiveram que fazer músicas de última hora apenas para preencher espaços. Duas dessas canções se tornaram clássicos mundiais: “Paranoid”, do Black Sabbath; e “Smoke on the Water”, Deep Purple.

* Como este site destacou, morreu esta semana o cantor e compositor Carlos Lyra, aos 90 anos, o “maior melodista do Brasil”, definição dada por Tom Jobim. Lyra foi um dos expoentes da bossa nova, mas nunca ganhou a visibilidade de Tom e Vinícius porque optou por ser mais compositor do que cantor.

* A coluna foi escrita ao som de “Pérola Negra”, de Luiz Melodia, um dos melhores discos brasileiros de 1973. Traz clássicos como “Estácio, Você e Eu”, “Vale Quanto Pesa”, “Pra Aquietar”, além da faixa-título. Um disco para parar e escutar.

Erasmo Carlos é criador e editor do Blog Tio Colorau, além de colunista no Bolsa de Discos (AQUI)

O renascimento de um setentão que estava no “fundo do poço”

Por William Robson (Bolsa de Discos)

Bartô e sua banda em apresentação no MCJ 2023 (Foto: Célio Duarte)
Bartô e sua banda em apresentação no MCJ 2023 (Foto: Célio Duarte)

Bartô Galeno aguardava a sua vez para se apresentar no Mossoró Cidade Junina (MCJ), em camarim montado para ele por trás do palco do Arraiá do Povo. Milhares de pessoas cantavam e dançavam ao som de Waldonys, enquanto a próxima atração era assediado por fãs e pela imprensa. O BOLSA DE DISCOS estava lá para conversar com um dos grandes nomes da música brega brasileira.

Em nova fase, Bartô não quer apostar na sorte outra vez. Agarra-se na nova chance que recebeu da vida, após fase tenebrosa em que ele revelou chegar ao fundo do poço. Mesmo na fase baixa da carreira, os fãs nunca deixaram de acompanhá-lo e sua retomada de shows pôde comprovar isso.

As milhares de pessoas ao som de Waldonys não arredaram o pé. Ficaram para ver Bartô Galeno, a última atração daquela noite.

Para o Bolsa de Discos, Bartô falou do ritmo de shows nesta nova fase, agora com 73 anos completados em maio, dos momentos difíceis e revela que não está vivendo apenas dos sucessos do passado. Músicas novas virão ai em álbum que deve ser lançado até o final do ano. Seu último trabalho é de 2009: “Paixão Errante”.

Por falar em disco, parte da sua discografia, a do início de carreira, será relançada pela gravadora Tapecar.  Familiares do fundador da gravadora afirmaram que estão lançando algumas obras em streaming e em formato vinil. Disseram que alguns dos discos relançados agora vêm de masteres, enquanto outros são antigos LPs remasterizados.

E como, para eles, não faz mais sentido fabricar CDs, em baixa no mercado, a aposta está no streaming e nos LPs. Quatro discos do Bartô estão na lista: “Só Lembranças” (1975), “Pelo Menos uma Palavra” (1977), “No Toca Fita do Meu Carro” (1978) e “Tudo é Nada sem Você” (1979).

Você enfrentou problemas de saúde e agora retoma a série de shows. Como está sendo isso?

Agora está bom, graças a Deus e ao bom Jesus. Saí do álcool, do cigarro e agora melhorou muito. Minha saúde está boa e só tenho a agradecer. Eu estava no fundo do poço.

Este fundo do poço que você se refere, como influenciou em sua carreira?

Atrapalhou muito e perdi muita coisa também. Perdi shows, dinheiro, carro importado, meu contrato com a Warner. Hoje recuperei tudo.

Até os direitos de suas músicas?

Bartô prepara novo trabalho fonográfico (Foto: Célio Duarte)
Bartô prepara novo trabalho fonográfico (Foto: Célio Duarte)

Tenho músicas com muitas gravadoras, entre elas a Som Livre. Falta para estas gravadoras organizar melhor o pagamento da gente. Tá faltando só isso.

Quatro LPs seus da década de 70 serão relançados em vinil pela Tapecar. Como está sendo esta negociação?

Foram discos lançados pela Tapecar e eles abriram uma plataforma em que estão realçando e refazendo todos os trabalhos, os sucessos das antigas, remasterizando tudo com um som maravilhoso.

E sua volta a Mossoró?

Está sendo legal. Tenho uma banda aqui em Mossoró que está comigo há mais de dez anos e são músicos muito bons. Tocam naquele ritmo romântico, apaixonado.

Há perspectivas de novas composições e de disco?

Sim, inclusive já estou gravando o disco novo. Pode aguardar que vem música nova por aí. Ainda não tem nome, estamos pensando, a gente vê depois. Tenho em torno de nove, dez músicas compostas para este disco. A perspectiva é de lançar no fim do ano. São quase 20 discos lançados.

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Está no ar o “Bolsa de Discos”, com destaque à música e cultura

TEMPLATE PARA YOUTUBE-01Está no ar o site Bolsa de Discos, uma revista digital dedicada à música e à cultura de Mossoró e do RN. Trata-se de uma publicação jornalística de caráter colaborativo, em que especialistas da música e de outras áreas comentam discos, shows, bandas e outros temas. O Instagram também está em funcionamento (@bolsadediscosbr)

“Este espaço nasce da necessidade de movimentar a cena da música e da cultura pop em Mossoró e no RN. Há muitas publicações que buscam analisar discos, shows, entrevistas bandas e artistas, destacar notícias que interessam à audiência do mundo cultural, porém, em Mossoró, o Bolsa de Discos vem com um ingrediente a mais: olhar para os talentos mossoroenses, composições, shows, agenda e propostas musicais”, explicou o jornalista William Robson, idealizador e editor do Bolsa de Discos.

Gêneros diversos

O site busca influências em tradicionais revistas do gênero e que já foram descontinuadas no âmbito nacional.

O Bolsa de Discos não vai tratar apenas de rock ou das bandas alternativas. Tudo cabe nesta revista digital. Do forró ao brega, do progressivo ao grunge, tudo estará neste espaço (claro, em muitos casos, com o olhar crítico dos nossos especialistas).

“Cinema, teatro, litetura, outras manifestações artísticas serão notícia também. Para complementar, o Bolsa de Discos contará com vídeos semanais no Youtube, trazendo entrevistas, debates com músicos e artistas, análises de shows e interação com a audiência”, disse William.

O site está no ar no endereço www.bolsadediscos.com.br

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