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Estrada do Cajueiro – uma luta que continua

Por Maurílio Santos

“Agora vai”, disse-me um amigo quando da publicação do edital licitatório em Fevereiro de 2014, e eu (gato escaldado tem medo de água fria), pensei: “E os recursos? Onde andarão já que a licitação está pronta…?”

Comecei a questionar e perguntar a algumas pessoas mais próximas da questão até chegar ao responsável direto pelo processo de licitação, Sr. Armando Pegado. Ele falou que não havia recursos, porém o nome da empresa ganhadora me foi passado e eu de imediato entrei em contato com a mesma e uma pessoa – não me lembro de qual departamento -, me confirmou a não existência da verba.

Pois bem, esses acontecimentos são duros e como um balde de água fria na nossa fogueira de luta, isso faz com que muitas pessoas que estão conosco na luta se afastem dela. A falta de compromisso da maioria dos políticos dos dois estados que se dizem envolvidos é notória e vergonhosa nessa peleja, principalmente os que estiveram somando nas quatro audiências públicas realizadas nos anos de 2010, 2011, e 2013 nas cidades de Baraúna, Tabuleiro do Norte e na comunidade do Jucuri (Mossoró).

Comissão de vereadores de dois estados posa em movimento em prol de estrada em 2013 (Foto: arquivo)

Dos seis senadores da república que representam os dois estados onde a BR 437 se localiza, apenas Inácio Arruda (do Ceará, hoje sem mandato) se pronunciou a favor de nossa luta e Fátima Bezerra esteve próxima dela há um ano quando recebeu o deputado Beto Rosado. Eles sugeriram ao ministro dos Transportes (veja AQUI) a colocação da BR 437 na terceira etapa do PAC.

Assim podemos dizer e classificar que essa luta não é do Senado nem do RN, muito menos do estado do Ceará. Na Câmara Federal, apenas os deputados José Airton e José Guimarães, ambos do Ceará, mostraram-se solícitos à luta pela construção da BR 437.

O primeiro esteve há poucos anos com o ministro dos Transportes solicitando melhorias para as rodovias cearenses e a nossa BR foi citada na conversa, enquanto que José Guimarães nos respondeu correspondência em 2014 solicitando junto ao DNIT a construção da rodovia.

Durante essa caminhada desde 2010 até hoje , é preciso que alguns setores e pessoas sejam lembradas. A importância que eles/as representam tem mantido viva a nossa luta. Os sindicatos Rurais de Mossoró e Baraúna, a Câmara Municipal de Baraúna e de Mossoró, Conselho das Comunidades do Jucuri. O atual Vice-Prefeito de Baraúna, Édson Barbosa, merece mais que um comentário pelo seu esforço e garra nessa empreitada.

É bom que não aqueçamos o Vereador de Tabuleiro do Norte Naurídes Gadelha, que tem sido a ponte que liga o RN ao Ceará quando o assunto é a construção da Estrada do Cajueiro. Vindo de lá das terras alencarinas embora sem mandato, Valdir do Suburbão é uma peça chave no nosso grupo de luta.

NA CÂMARA DE MOSSORÓ, Genivan Vale e Tomaz Neto estiveram e continuam conosco. O advogado mossoroense Júnior Heronildes (veja AQUI) tem sido uma referência em lutar e documentar o processo de luta para a construção da BR 437.

Estou citando nomes numa expectativa de que isso possa alargar o nosso campo de abrangência da luta pela construção da Estrada do Cajueiro.

As pessoas que moram à margem da estrada que são os maiores interessados em um desfecho vitorioso dessa peleja, estão fortemente representadas por Francisco Camelo, Inácia Marta e Raimundo Nonato do Projeto de Assentamento da Reforma Agraria Recreio, incansáveis conosco desde os primeiros movimentos em Fevereiro de 2010.

A imprensa também tem nos assessorado e ajudado na questão de divulgação, e tenho que escrever aqui a INTERTV Cabugi no Rio Grande do Norte e TV Jaguar no Ceará, os jornais O Mossoroense, Gazeta do Oeste e os Blogs Baraúna em Dia e Blog Carlos Santos (Veja AQUI, Veja AQUI), como somatório positivo na nossa caminhada.

É bom frisar e deixar bem claro que a iniciativa privada, não tem se mostrado nitidamente favorável à luta, os CDLs das cidades que mais ganharão com a construção da Estrada do Cajueiro, não mostraram até agora um apoio que mereça destaque por parte de nós que estamos encabeçando a luta, Tabuleiro do Norte, Limoeiro Do Norte no Ceará, e Mossoró no RN, deveriam levantar essa bandeira com dois braços de titãs.

As grandes industrias e comércios da região no caso podemos apontar a Cimento Nassau, Cimento Mizu, Cimento Apodí, Agrícola Formosa e outras consideradas grandes do ramo do agronegócio, não apontaram interesse em entrar na  luta ou então não conhecem ou acreditam que ela é necessária e que a participação deles/as é um divisor de águas para o nosso sucesso.

É bom salientar que o empresa vencedora da licitação, a C. M. Construção e Serviços LTDA, está apenas esperando os recursos serem alocados, para instalar o canteiro de construção da obra, e o momento é de reanimar a nossa comissão, as pessoas que dependem diretamente da Estrada do Cajueiro, empresários e pessoas das bancadas do senado e câmara do nosso estado e do Ceará numa perspectiva que possam tomar de conta dessa causa e resolver essa questão tão antiga e tão sonhada por parte do povo potiguar e cearense.

Portanto companheiros e companheiras a luta não acabou, apenas houve uma pausa devido a configuração circunstancial de cada uma das pessoas que formam a comissão. Vamos arregaçar as mangas e recomeçar de onde paramos.

É bom lembrar uma coisa: Se o mais difícil é a burocracia, essa já foi vencida, agora está tudo mais fácil, só falta o dinheiro.

Maurílio Santos é músico e compositor, além de integrante da Comissão pela Construção da Estrada do Cajueiro

“Estrada do Cajueiro” é de todos nós, empresários e políticos

Por Maurílio Santos

Há alguns dias, a Estrada do Cajueiro foi notícia nacional no “Bom dia RN”. O projeto de construção, a luta, os percalços e histórias que existem por trás da Estrada do Cajueiro, dariam uma grande novela ou um longa-metragem talvez mais extenso do que os 80,4 km que compõe aquela rodovia.

Vamos começar resgatando décadas remotas que governadores potiguares do calibre de Cortez Pereira, Tarcisio Maia e Wilma de Faria, que faria e não fez, prometeram construir essa famosa BR e através desse discurso receberam com certeza alguns votos nos calorosos corpo a corpos das décadas de 70, 80 e 90.

Chegando mais pra perto dos dias de hoje, lembro da promessa da ex governadora Rosalba Ciarlini, quando após alguns meses de seu mandato disse-me à queima-roupa; “Vou asfaltar aquela rodovia, sou sensível aos problemas do povo que mora em suas proximidades, conheço as dificuldades de quem precisa daquela estrada. Até o término do meu mandato, farei isso” .

Entreguei-lhe um documento em nome do Conselho Fraterno reivindicando a construção da BR, e solicitando uma audiência para debatermos o assunto, esse documento era em nome do Conselho Fraterno e da Comissão pela Construção da Estrada do Cajueiro. Até hoje, não recebemos nem uma linha como resposta.

Essa e outras histórias de gestores e legisladores que já prometeram realizar a construção da Estrada do Cajueiro, eu tenho um monte, acredito que o ex vereador de Baraúna Édson Barbosa deve ter um feche e o Advogado Junior Heronildes milhares delas também.

Adianto só uma coisa: estamos nessa luta oficializada desde o ano de 2010, onde de lá pra cá, tivemos contatos com os mais renomados representantes do poder público, tanto potiguar quanto alencarino. Durante conversas, visitas, debates, audiências públicas, contatos por telefones, e-mail etc…, as promessas dos políticos não poderiam estar fora do debate, a gente entende que são necessárias pois ninguém pode construir algo negando.

Entretanto há um questão que sempre achei relevante e não consigo entender, onde está escondida a viabilidade que enterrou a importância de tão grande obra para que a iniciativa privada não queira abraçar essa luta? Onde estão Os CDLs das cidades de Mossoró, Baraúna, Tabuleiro do Norte, Limoeiro do Norte, Apodi, São Jão do Jaguaribe, enfim de toda a chapada do Apodi e Vale Jaguaribano que não estão conosco apoiando essa grande luta?

As grandes empresas do agronegócio que por muito tempo estão instaladas as margens da Estrada do Cajueiro, nunca se pronunciaram em favor de sua construção.

Podemos estar enganados com relação a isso. Falamos baseado no último grande debate que houve sobre o assunto na Câmara Municipal de Baraúna. Dos muitos convocados e avisados para o evento, não compareceu nenhuma das empresas que fazem parte desse conjunto, dentre elas foram avisadas: Mizu, Del mont, Agrícola, Carbomil, entre outras.

Tomara que nos bastidores esses grandes representantes da economia local estejam envolvidos nesse processo da nossa luta, no entanto a essa altura em que vivemos um avanço onde nunca havíamos chegado, é importante que todas as possibilidades e notícias positivas, venham a público já que a parte licitatória do lado do Rio Grande do Norte está finalizada.

Seria interessante sabermos como anda essa fase burocrática no lado Cearense.

Outro fator que também temos a nosso favor, com relação à conjuntura política: há uma boa renovação no Congresso já que durante todo esse tempo de nossa caminhada, os velhos de Brasília que estiveram no comando não abraçaram a luta como deveriam (salvo algumas exceções).

Quem sabe o novo sangue de parlamentares atuais, possa fazer diferente e lutar pelos recursos da obra, colocá-los à disposição para que a empresa pelo menos o lado potiguar, inicie a construção da BR 437.

Seria interessante que nosso apelo chegasse até às bancadas de nossos estados, tanto na parte da câmara como no Senado para que ambos se prenunciassem a favor de causa. Acompanho quase que diariamente os trabalhos naquelas casas legislativas e não vejo nenhum parlamentar usar a tribuna pra falar sobre a Estrada do Cajueiro.

Outra grande diferença em relação a luta nos dois lados, é que os gestores do Rio Grande do Norte, governadores/as de uns certos anos até os dias atuais, todos prometeram empenho na construção da BR 437, no entanto com relação a esforços para correr atrás dessa causa, todos falharam e costumamos dizer que essa rodovia os colocou no ridículo muitas vezes. Até hoje ainda não sabemos o posicionamento do Governo atual do RN sobre a Estrada do Cajueiro.

Os governadores cearenses parece que são alheios à causa, ou trabalham de forma bem discreta nessa questão. Não ouvimos comentários relativos a promessas sobre a pavimentação dessa estrada, porém queremos aqui reforçar o chamado a todos e todas que acreditam que Estrada do Cajueiro pavimentada.

Ela trará grandes melhorias  população da Chapada do Apodi e do Vale do Jaguaribe.

Para reforçar nossa luta, agora sabemos que do lado do Rio Grande do Norte aconteceu um avanço significativo. Já temos a processo licitatório pronto, já sabemos qual a empresa vencedora, aguardamos os recursos para instalação do canteiro de obras.

Acreditamos que o pessoal do Ceará também vem trabalhando no sentido de conclusão do Projeto dos 48 km da parte do nosso estado vizinho.

Nosso comentário é só pra reforçar que estamos acompanhando o processo, que a luta está viva, e convidar em especial as empresas e indústrias as margens da Estrada do Cajueiro a se engajarem nessa caminhada, reforçando o chamado aos gestores e legisladores do poder público do Rio Grande do Norte e Ceará para que apoiem nossa causa.

A construção da BR 437 – Estrada do Cajueiro, é uma luta de todoS!

Maurílio Santos é cantor/compositor/músico e integrante do Conselho das Comunidades do Jucuri