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Sonho?

Por Inácio Augusto de Almeida 

 Acordo cansado. Tanto ou mais cansado do que um maratonista.

Estou cansado e confuso. Imagens mil se sucedem e vejo-me a conversar, amigavelmente, com seres bem diferentes. São simpáticos e falam calmamente. Não têm aquele ar professoral dos que estão a ensinar. No olhar transmitem uma confiança tranquilizadora.  sonhos, ter, família,

Não têm pressa. Dominam o tempo.

Sem que eu nada fale, começam a responder às perguntas.

Você está aqui porque é necessário todos saberem das mudanças iniciadas com a regeneração que finda o tempo da expiação.

Não, não somos religiosos, não estamos pregando uma nova fé.

Quando eu tento me situar emocionalmente, para questionar, ouço, sem que eles emitam qualquer som:

Somos todos irmãos. Estamos aqui para facilitar esta passagem da expiação para a regeneração. Passagem que já fizemos.

Não, não pense que apenas você está sendo comunicado. Vários outros, em todas as partes do mundo, estão sendo contatados e já começam a desenvolver o trabalho de divulgação dos novos tempos.

A expiação agoniza e dá lugar à regeneração que conduzirá vocês ao tempo da felicidade plena já desfrutada por nós.

Totalmente desnorteado, não consigo mais nada questionar. Medo não sinto.

Uma paz me envolve por completo e uma sensação de felicidade me domina. Chego a ter vontade de nunca acabar aquele encontro.

Vejo nos olhos deles um brilho de satisfação, alegria, talvez até mesmo de felicidade. E continuo ouvindo a mensagem:

A época do TER deu lugar ao período do SER. Isto nem todos ainda perceberam. Muitos ainda cometem infâmias buscando o TER, pouco se importando com o sofrimento causado aos irmãos. Ficam tão obcecados em TER e não percebem o fardo a ser carregado.

Sofrem, mas quanto maior o sofrimento mais aumenta a avidez pelo TER.

Observo nos seus olhares terem percebido ter eu ficado confuso. Um riso de compreensão percebo nos seus semblantes. Eles prosseguem:

Muitos já alcançaram o nível do SER. Entenderam a importância do SER e deixaram para trás o TER.

Perceberam existir mais paz e felicidade no SER. Conseguiram ver ser impossível ao SER a ausência do TER.

Em mim uma calma indescritível. Algo parecido com o momento pré-anestésico.

Deslumbrado eu me sentia.

Eles perceberam e continuaram:

Agora chegou o momento de deixar o apego ao SER.

Vamos começar o FAZER.

Chegou o momento de viver a felicidade plena.

Foi neste instante, não sei como, que consegui questionar dizendo-lhes da existência de muitos ainda vivendo o período do TER e outros a fase do SER.

Calma, estes levarão mais tempo para entenderem as mudanças. Alguns aprenderão pela dor. Outros, pelo amor.

Mas todos aprenderão.

Sofrerão mais os apegados ao TER, pois precisam avançar ao estágio do SER.

Porém, todos alcançarão a felicidade plena do FAZER.

Quando eu quis dizer alguma coisa, dei-me conta de que estava acordando na cama onde passo a maior parte do tempo.

Ao longe o latido de um cachorro. Rio.

Rio ao pensar na felicidade deste cachorro ao TER um osso só dele.

Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor

Volta, Romeu

Romeu: volte, sumido!

Eis um apelo merecedor de repercussão nesta página e noutras plagas virtuais – ou não -, em nome do resgate da alegria familiar.

À noite de ontem (sábado, 15), um cachorrinho da raça Shih Tzu, tricolor, fugiu da casa da família que o cria, no bairro Abolição III, em Mossoró.

Desapareceu nas proximidades do Hospital da Solidariedade, o “Hospital do Câncer”.

O sumido atende pelo nome de “Romeu” e sua ausência causa um estresse familiar coletivo.

Se você ou alguém que conheças o encontrar, faça contato com este número telefônico que será bem-recompensado: (84) 9633-7123.

Fale com Ana Clara.

Volta, Romeu!

Gatos e cachorros no palácio

Nesse momento de vácuo e instabilidade no poder, em Mossoró, fica fácil distinguir cachorro de gato, no Palácio da Resistência (sede da prefeitura).

Gato gosta da casa; cachorro, do dono – atesta um adágio japonês.

Uns, por sua natureza, sempre paparicam o prefeito (a) de ocasião. Zelam pela “sombra” na boa casa; outros, na verdade, são fieis à pessoa (gente rara).

Qualquer dúvida, é só olhar o ostracismo a que foi relegada a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB)…

Saber separar gato de cachorro e utilizá-los no que possuem de melhor, é tarefa para líderes e não chefes, que costumam misturar as pelagens e terminam vítimas dos gatos, por não valorizarem os cachorros.

É a sapiência oriental que nos ensina…

Aprendamos!

Gatos e cachorros na ‘casa’ do poder

Os japoneses tem um axioma milenar, que particularmente contesto, por conhecer bem os animais postos em comparação, numa analogia aos homens. Mesmo assim, o conceito merece ser repetido:

– Cachoro gosta do dono; gato gosta da casa.

Nesses tempos de quase transição do poder numa certa cidade do interior do Rio Grande do Norte, é fácil perceber o movimento dos ‘felinos’. Transitam entre salas, cubículos, escadarias, salões, mesas e cadeiras.

Não vêem a hora de encontrar os novos ‘donos’ para se enroscarem entre suas pernas. Precisam ser simpáticos.

Eles querem continuar na ‘casa’.