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Médicos reagem contra atrasos e acham inútil procurar Justiça

A Delegacia Regional de Mossoró do Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN) defende medida radical contra a Prefeitura Municipal de Mossoró. “O poder  de  destruição de uma administração que tudo faz para desvalorizar o trabalho médico deve ser combatido pela classe médica de forma enérgica  e proporcional ao tratamento recebido. Paralisação no mínimo. É inútil recorrer a chamada Justiça. A habilitação do Município de Mossoró – Gestão Plena do Sistema Municipal de Saúde –  deve ser cancelada, uma vez que ele não assume suas responsabilidades”, defende o Sinmed em e-mail enviado ao Blog Carlos Santos.

Assinado pelos médicos Ronaldo Fixina e Sóstenes de Holanda Paiva, a nota é intitulada “A inversão de prioridades e a saúde agonizante – Tempo de reagir de forma enérgica“, numa referência à gestão da prefeita e médica Rosalba Ciarlini (PP).

“A PMM tenta decretar a extinção da classe médica. No Hospital-Maternidade Almeida Castro (HMAC) sob Longa Intervenção Federal (desde 2014) existem débitos dos plantões de Janeiro e Fevereiro de ( 2017 – pasmem ), de março, de julho, agosto e setembro ( 2019 ). Os médicos exigem respeito. Os pacientes, as gestantes,  pedem socorro. Os  gestores da saúde estão anestesiados”, assinala o Sinmed/RN.

“A sequência crônica e proposital  de equívocos administrativos,  coloca em risco a vida de muitos pacientes, principalmente gestantes”, aponta.

Atrasos planejados

Na ótica da entidade, “sem nenhuma justificativa a PMM atrasa propositalmente o pagamento dos plantões (salários) por mais de 90 dias. E não há nenhuma sanção jurídica. A poderosa PMM descumpre Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com Justiça Federal, sem nenhuma consequência (…).  A P M M faz chacota com os médicos, com a ‘justiça’ e principalmente com os pacientes”.

Os médicos consideram um “artificio ridículo e esdrúxulo pagar (quando paga) uma última nota fiscal  (para convencer somente os bajuladores) de que paga em dia. É cruel e típico de caloteiro contumaz”.

Também critica a prioridade do festim, em meio ao caos na saúde pública. “Anunciar com irresponsabilidade e pompa o Mossoró Cidade Junina 2020 (MCJ-2020) é um enorme desrespeito à população . Enquanto isso, no teatro da saúde muitos pacientes  ‘aguardam sequelas’ por falta de cirurgia eletiva e tantos outros mendigam exames, cirurgias. Outros desencarnam.  As denominadas cirurgias eletivas em breve serão paralisadas. A Saúde Pública não  é questão  levada a serio em Mossoró. Acreditamos que as  intituladas autoridades tratam esta situação como se fosse normal. Brioche e festa”.

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