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Neoextremista, Fábio Faria quer ser vice; lembra da Dilma, Bolsonaro?

Fábio, a propaganda estúpida e o apoio "fiel" a Dilma e Lula no passado, em foto com o ex-prefeito de Mossoró Francisco José Júnior (Montagem : UOL)
Fábio, a propaganda estúpida e o apoio “fiel” a Dilma e Lula no passado, em foto com o ex-prefeito de Mossoró Francisco José Júnior (Montagem : UOL)

Por Reinaldo Azevedo (Uol)

Antes de a palavra “narrativa” entrar na moda e integrar o léxico da extrema direita brucutu — que nem sabe do que está falando; não parece que Carlucho seja exatamente um estudioso das ciências da linguagem —, os delinquentes intelectuais, políticos e morais recorriam com frequência à palavra “contexto”.

A maior barbaridade, a coisa mais estúpida, o ataque mais covarde, tudo, enfim, poderia ser resolvido com uma desculpa: “Tal coisa foi tirada do contexto”. Não que isso seja impossível. É. Pode-se picotar uma fala para lhe atribuir sentido inverso ao pretendido pelo emissor. Não é um caso de contexto, mas de mentira mesmo. As milícias bolsonaristas fazem isso com frequência.

Por que essas considerações iniciais? A Secom resolveu homenagear o “Dia do Agricultor” com uma foto extraída de um banco de imagens que mostra um homem portando uma arma. Vinha acompanhada do seguinte texto: “Hoje homenageamos os agricultores brasileiros, trabalhadores que não pararam durante a crise da Covid-19 e garantiram a comida na mesa de milhões de pessoas no Brasil e ao redor do mundo”.

A imagem foi retirada do ar depois de protestos vindos, inclusive, do agronegócio. Marcello Brito, presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), por exemplo, escreveu: “Esse post não representa os agricultores brasileiros. Não andamos com armas no ombro, mas com o suor de quem trabalha honestamente de sol a sol. Essa publicação envergonha o setor, as mulheres e homens do campo e o Brasil. Absurdo”.

Quer ser vice 

Faria entrou na corrida para o posto de vice de Bolsonaro. Está de mudança para o PP. Apagou das redes sociais os elogios que fazia a Lula. Mas não consegue apagar as imagens nem as notícias publicadas pela imprensa. Na condição, agora, de extremista de direita, chegou a criticar as personalidades públicas do Brasil que lamentaram a marca de 500 mil mortos.

Achava que todos deveriam seguir seu padrão moral: não lamentar. Vice? Será mesmo? Bolsonaro é bronco, mas não é muito burro. Deve se perguntar — ou, então, Carlucho pergunta em seu lugar: “Por que esse ex-puxa saco de Lula se tornou mais bolsonarista do que eu?” Não é possível que o Tico e o Teco não se conectem para responde: “ambição”.

Faria pediu o apoio de Dilma e Lula para a eleição do pai em 2014, como evidenciam as fotos, e se tornou um militante do impeachment dois anos depois. E aí o Tico e o Teco se perguntam de novo: “Quem trai uma vez está propenso a não trair nunca mais ou a trair sempre”?

Convenham: Bolsonaro não confia nem mesmo em um vice fiel. Vai que se reeleja… Convenham: nessa hipótese, só o impeachment continuaria a contemplá-lo.

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Fábio Faria exalta Filho de Bolsonaro, de olho no lugar de vice

Do Poder 360

O ministro Fábio Faria (Comunicações) fez um “desabafo a favor do vereador e filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Deu a declaração em evento de liberação da liberação da ponte estaiada sobre o Rio Parnaíba, em Santa Filomena (PI), e chamou o “02” para o palco.

Apareça, Carluxo, não fique no Rio, não. Fique ao lado do seu pai em Brasília”, disse o ministro.

A fala de Fábio foi feita quando criticava a condução da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado.

Sabe o que a gente está vendo na CPI? Que o filho não pode ficar perto do pai. Se tiver alguma reunião ou almoço do Bolsonaro, e algum filho tiver perto, é crime, general Heleno. Quero ver se o senador Renan [Calheiros] não conversa com o filho dele em Alagoas. Quero saber se os senadores que estão na CPI não conversam com seus filhos”, declarou.

O ex-presidente da Pfizer no Brasil Carlos Murillo disse aos senadores em 13 de maio que a reunião para debater entraves de acordo da farmacêutica com o governo contou com a presença de Carlos Bolsonaro.

Segundo o ministro afirmou nesta 5ª feira, os opositores “fazem isso porque sabem que Carlos Bolsonaro foi responsável pela eleição de Jair Bolsonaro”.

Depois de elogiar o vereador, Fábio Faria o convidou para subir ao palco. Carlos cumprimentou o ministro e se sentou em uma cadeira.

Nota do Blog – Fábio Faria aposta todas as suas fichas e joga-se em incensos, ao clã Bolsonaro, para se viabilizar como nome a vice do presidente em 2022.

E ele sabe que “Carluxo” é o mais influentes dos nomes próximos a Bolsonaro.

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