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Medidas de conforto na fisioterapia para enfrentar o câncer

Por Cinthia Moreno

Cuidados especiais é forma de promover bem-estar em momento difícil (Foto ilustrativa)
Cuidados especiais é forma de promover bem-estar em momento difícil (Foto ilustrativa)

O câncer avançado, que não responde ao tratamento curativo, pode gerar muitos sintomas e sofrimento, nos aspectos físico, emocional, social e espiritual, o que compromete a qualidade de vida do paciente e, também, de seus familiares, principalmente, de seu cuidador principal.

A dor e a fadiga são os sintomas mais comuns, mas outros sintomas físicos, como limitação da mobilidade e incapacidade de gerar força muscular, de forma adequada, comprometem a capacidade funcional e a execução de atividades, como tomar banho, se trocar e se alimentar, de forma independente.

Com a mobilidade geral reduzida, ocorrem outras alterações como a constipação. Há uma relação muito estreita entre a influência dos fatores físicos nos fatores emocionais e vice-versa.  Tudo isso, gera comprometimento no paciente e pode ser motivo de internações mais frequentes.

A fisioterapia, através de exercícios, técnicas específicas e medidas de conforto, pode beneficiar o paciente nessa fase da doença, para que tenha qualidade de vida e sensação de bem-estar. Orientar e demonstrar um posicionamento adequado, quando estiver deitado ou sentado, já faz diferença na respiração e na prevenção de lesões por pressão. Se o paciente já tiver alguma lesão, as mudanças de posição vão favorecer o processo de cicatrização.

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), associadas ou não à fisioterapia, também, contribuem para melhora na qualidade de vida. A terapia manual, com massagens e uso de óleos essenciais (aromaterapia), promove bem-estar, melhora no humor e ajudam a aliviar dor e outros sintomas, como constipação. Acupuntura e auriculoterapia, também, mostram bons resultados.

Diante de um paciente com doença avançada, o fisioterapeuta deve ter sua atuação baseada em evidências, buscando estratégias e técnicas, que, comprovadamente, beneficiar o paciente, mas, para além disso, deve atuar de forma compassiva.

Cinthia Moreno é fisioterapeuta Casa Durval Paiva

Fisioterapia e o controle de efeitos adversos da quimioterapia

Por Cínthia Moreno

Foto ilustrativa da Casa Durval Paiva
Foto ilustrativa da Casa Durval Paiva

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), câncer é o nome geral dado a um conjunto de mais de 100 doenças, que têm em comum o crescimento desordenado de células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos, surgindo em consequência de mutações genéticas. Dependendo da capacidade de proliferação das células, o diagnóstico pode ocorrer em poucos meses até alguns anos.

O tratamento para o câncer depende do tipo de tumor, sua localização e do estadiamento que é a classificação da extensão do tumor. Existem três formas principais de tratamento que podem ser utilizadas: cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

A quimioterapia tem efeito sistêmico, ou seja, não age apenas no local do tumor e é um tipo de tratamento que pode ter vários efeitos adversos que causam impacto negativo na funcionalidade dos pacientes. Alguns efeitos comuns da quimioterapia são alterações na imunidade, náusea, vômito e fadiga (cansaço). Esses e outros efeitos podem ser controlados com medidas farmacológicas, que são medicamentos específicos.

É muito importante que o paciente oncológico seja tratado por uma equipe multidisciplinar. Assim, as mais variadas demandas terão abordagens dos profissionais competentes.

O fisioterapeuta, além de atuar na reabilitação, também atua no controle de sintomas, através de técnicas específicas, com medidas não farmacológicas. A fadiga, por exemplo, pode ser controlada com exercícios terapêuticos, incluindo padrão respiratório.

Toda a conduta fisioterapêutica deve respeitar as condições clínicas e tolerância do paciente. A literatura também tem mostrado benefícios da eletroestimulação e terapia manual associada ou não ao uso de óleos essenciais, no controle de náuseas e vômitos.

O controle adequado dos sintomas, além de melhorar a funcionalidade do paciente, permitindo que ele tenha condições de realizar suas atividades, promove bem estar e qualidade de vida, durante todo o tratamento.

Cínthia Moreno é fisioterapeuta Casa Durval Paiva