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A política invisível na sucessão municipal

A oposição mossoroense que se cuide, para não sofrer algumas surpresas em breve.

A disputa pelo voto não é apenas nas redes sociais e nas andanças por bairros e zona rural.A política em boa parte é invisível, quase imperceptível.

Ganha vida nos intramuros, nos alinhavos e conchavos.

É costurada em Brasília, é arranjada em Natal.

Pode até passar pelos tribunais. Por que não?

É selada em taças com vinhos ou num rabiscado à mesa que planifica, divide tarefas e estabelece bônus e ônus.

Ela é um rateio permanente. Mas também excludente.

Não tem inimigos para sempre nem possui amigos eternos.

E, fiquem certos: toda eleição de algum modo está ligada à outra ou outras, no passado e futuro.

Anote, por favor.

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Vale tudo e qualquer coisa no fim de um ciclo

Como este Blog assinalou ainda no distante 2010, aquele ano marcava praticamente o fim de uma era. Era o adeus ao ciclo da polarização, do verde contra o encarnado, do “Bacurau contra o “Bicudo”.

Alves e Maia juntaram-se, numa composição química equivalente a “água e óleo”, que na verdade começara em 2006. Fora o primeiro ato.

Voltávamos aos primórdios do atraso político, com a exumação das candidaturas avulsas, do cada um por si e Deus por todos.

E, 2014, ratifica o que escrevemos, sem qualquer poder premonitório, mas simples capacidade de observação e estudo da conjuntura e história.

As forças tradicionais que dominam a arena política do Rio Grande do Norte – desde a segunda metade do século passado – passam por atribulações. Até elas procuram um norte, uma bússola.

Estão sem discurso, têm pouco a apresentar e enorme débito com a sociedade. E, o mais engraçado: todos pregam “mudanças”, “alternativa” e o “novo”. Ninguém assume a fatura do elefantinho que padece de maior zelo e competência.

O Rio Grande do Norte virou uma abarrotada Arca de Noé. Enquanto o dilúvio toma conta de tudo lá fora, num fenômeno que não é divinal, mas resultado dos desacertos dessa mesma elite política, faz-se qualquer negócio do convés aos porões dessa nau. O  importante é lançar âncora em porto seguro.

Os grupos que sobreviveram durante décadas, baseados num radicalismo laboratorial e, em certos casos, sob intrigas e inimizades de verdade, se ajoelham à conversão do bom-mocismo. Prevalece a liturgia dos conchavos e arrumações sem fronteiras.

Vale tudo e qualquer coisa. O feio e catastrófico é mesmo perder.

Tudo é possível na política do impossível

As conversas travadas nos bastidores da política mossoroense, com intervenção de nomes influentes da política estadual, provam que não existe a palavra “impossível” no ramo.

Como ensina um velho adágio, “em política, o impossível é elefante voar”.

As mais estapafúrdias alianças, conchavos e arrumações estão sendo tramadas.

A montanha pode parir um rato, mas que está em gestação de alguns monstrengos, não tenha dúvida.

“Inimigos ferozes” baixam a guarda e ouvem emissários do contendor. Poucos fecham a porta ao diálogo.

A pobre gente que passa o dia arengando em redes sociais (na Internet) ou em seus círculos de convivência, na vida real, ficaria decepcionada com o que acontece nos porões da política. Seus líderes não morrem de overdose; deixam a intoxicação para os liderados.

A vida política como ela é, é bem diferente do que a massa ignara pensa e alcança.