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Lei do menor esforço

Ilustração do Likedin Danton Velloso
Ilustração do Likedin Danton Velloso

Passo horas lendo e analisando quase 50 páginas de uma sentença, consulto advogados, resgato dados antigos, escrevo, reviso (reviso, reviso…), edito e posto matéria.

Dezenas copiam ou ‘cozinham’ tudo que foi produzido com tanta dedicação e publicam sem dar o crédito. Fazem como se fosse resultado de trabalho próprio, sem qualquer constrangimento.

Obrigado aos poucos que respeitam o esforço alheio e trabalham com ética.

Grato mesmo.

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Wilma de Faria e a pressa desmedida por um “furo” de nada

Segue delicado o quadro de saúde da vereadora em Natal e ex-governadora Wilma de Faria (PTdoB) – veja AQUI. Ela está internada na Casa de Saúde São Lucas em Petrópolis, Natal, enfrentando um câncer.

Wilma: saúde bem delicada e excessos alheios na Web (Foto: arquivo)

Mas durante boa parte do dia passado, incontáveis pessoas em redes sociais noticiavam o falecimento de Wilma. Postura absurda, na ânsia de “dar o furo”.

O “furo” jornalístico perdeu aquele peso lendário de outrora. As principais fontes de notícia irradiam de forma autônoma suas “verdades”; a tecnologia cibernética e móvel não para de obrigar a mídia (e o jornalista) convencional a se adaptar – além de termos em formação uma nova relação de empregabilidade e renda.

O gol de placa do jornalismo, o “furo”, hoje não passa de um ‘furinho’. Às vezes não leva mais do que segundos de vida, sem dar notoriedade alguma ao seu autor. É mais fácil que provoque embaraços e “barrigada” (jargão que significa quando o veículo/jornalista oferece uma informação com erros graves).

Paradoxalmente mais difícil

Com o advento da notícia em tempo real, a utilização das teclas Control C/Control V (copia, cola) replicando tudo – muitas vezes sem respeitar o crédito de quem produziu a matéria, ficou paradoxalmente mais difícil ser um bom jornalista. Fácil é ser comum.

A pressa é, sim, inimiga da perfeição.

A notícia bem-elaborada, o outro lado da notícia e o aprofundamento do fato ganham ainda maior importância. “Fechar o jornal” não encerra os acontecimento. Nada fica mais pro dia seguinte. É tudo já, agora, mas mesmo assim com métodos, exigências de sempre para o comunicador.

Muita gente que tem um Twitter/Facebook etc. acredita piamente que faz “jornalismo” ao divulgar informações sem qualquer tipo de checagem, responsabilidade com as fontes, fatos e com a própria sociedade e pessoas envolvidas.

Com isso, torna situações já particularmente dramáticas em algo ainda mais angustiante.

Lamentável.

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