terça-feira - 29/03/2022 - 10:30h
Números e história

O que a pesquisa Difusora/AgoraSei diz sobre o futuro de Fátima

Não basta apenas a análise de números atuais para se entender o que pode ocorrer na sucessão

O que realmente dizem os números da Pesquisa Rádio Difusora de Mossoró/Instituto AgoraSei, além do que é visível a todos nós? A sondagem divulgada dia passado pela emissora mossoroense, como resultado de trabalho do AgoraSei sobre o cenário eleitoral do RN, vai além da visão óbvia sobre quem aparece na frente, quem aparece atrás.

Eleita, Fátima é entrevistada ao lado de Jean-Paul Prates, Zenaide Maia, Antenor Roberto e Ezequiel Ferreira 28-10-18 (Arquivo Canal BCS)

Eleita, Fátima é entrevistada ao lado de Jean-Paul Prates, Zenaide Maia, Antenor Roberto e Ezequiel Ferreira 28-10-18 (Arquivo Canal BCS)

É preciso também que compreendamos: no atual estágio da pré-campanha, que começou há tempos, é sempre oportuno linkar dados divulgados nesse momento, com o passado. Daí começamos a compreender e tentar decifrar o que existe além dos números.

O conceito mais simples e verdadeiro sobre pesquisa é aquele que fala sobre seu instantâneo, o agora. Ela não é um oráculo, não diz quem vai vencer ou perder.

– Pesquisa é um retrato do momento!

Ponto.

Nesse momento, é fácil perceber que a governadora Fátima Bezerra (PT) tem boa dianteira sobre hipotéticos adversários, mas nem de longe pode se considerar “em férias” ou “confortável”. Perder faz parte e é uma suposição absolutamente possível de acontecer.

Estimulada (Difusora/AgoraSei)

Fatima Bezerra (PT) – 36,5%
Styvenson Valentim (Podemos) – 7,4%
Ezequiel Ferreira (PSDB) – 6,2 %
Brenno Queiroga (Solidariedade) – 6,2%
Rosália Fernandes (PSTU) – 2,7%
Clorisa Linhares (Brasil 35) – 0,5%
Nenhum/B/N – 24,3%
NS/NR – 16,2%

Hoje, ela venceria o pleito; não teria sequer segundo turno. Porém, as eleições serão apenas em 3 de outubro, daqui a pouco mais de seis meses. O tempo não para, não vai ficar congelado nesse quadro.

Em 2018, Fátima concorreu ao governo e foi eleita em dois turnos liderando todas as pesquisas, absolutamente todas, da pré-campanha à campanha. Nunca teve expressivos percentuais de intenções de voto, mas venceu seus adversários.

O principal deles era Carlos Eduardo Alves (PDT), que agora é seu aliado. O então governador Robinson Faria (PSD) foi mero figurante desde o começo, sem nunca ter ameaçado sequer ir ao segundo turno, como de fato não chegou.

Numa pesquisa de março de 2018 (veja AQUI), portanto há quatro anos, Robinson Faria sem se apresentar ainda como pré-candidato à reeleição, atingiu 85% de “desaprovação” de governo e 51% de “rejeição” eleitoral. Fátima acumulou 27,12% de intenções de voto, contra 13,29% de Carlos Eduardo e apenas 5,35% do governador (veja AQUI).

O peso da rejeição

Dessa feita, a liderança de Fátima Bezerra segue a rotina da pré-campanha de 2018, mas o momento é outro. Fátima agora é governo, com todos os seus bônus e ônus. Entre os ônus, o aumento da rejeição, que na pesquisa Difusora/AgoraSei bateu em 29%.

Em período similar, março de 2018, era de apenas 11,2% (contra 11,3% de Carlos Eduardo).

Dois dias antes do pleito do primeiro turno daquele ano, que ocorreria dia 7 de outubro, pesquisa mostrou rejeição de Fátima Bezerra (a líder das sondagens com 36,10%) na casa dos 14,66%. Enquanto isso, Carlos Eduardo só tinha a ojeriza de 8,34% dos eleitores (veja AQUI) e 25,82% de intenção de voto.

A então senadora Fátima Bezerra foi eleita ao governo estadual dia 28 de outubro de 2018 (veja AQUI), mesmo chegando numa das últimas pesquisas com alto percentual de rejeição (42,41%), contra 41,42% de Carlos Eduardo (veja AQUI). E por que houve tamanha elevação nesse item? Constatação evidente demais: o confronto direto apenas entre eles dois, Fátima e Carlos. Como se fosse um ABC x América, Potiguar x Baraúnas.

Ter 29% de rejeição hoje não é um grande problema, que fique claro. Boa parte desse índice é decorrência de uma cristalização antipetista. O do contra majoritariamente não é um neoconvertido à oposição, contra Fátima, contra a sua administração, mas sempre foi do contra e daí não sai.

Wilma de Faria quase bateu casa de 50% de rejeição e venceu disputa ao Governo do RN contra Garibaldi Filho (Foto: arquivo)

Wilma de Faria quase bateu casa de 50% de rejeição e venceu disputa ao Governo do RN contra Garibaldi Filho (Foto: arquivo)

Em 2006, por exemplo, Wilma de Faria (PSB) em sua campanha à reeleição ao Governo do RN venceu o “imbatível” senador Garibaldi Filho (PMDB) com rejeição que chegou a topar entre 46 e 48%. Fátima Bezerra está longe disso e é difícil que chegue a tal patamar num primeiro turno.

Ter puxado Carlos Eduardo para perto de si, sendo seu futuro candidato ao Senado, foi um movimento tático eficiente de Fátima Bezerra. Reduziu forças do outro lado e adiante saberá a dimensão do que ele soma. Se vai virar estratégia correta e eficaz saberemos adiante. O provável ‘pior adversário’ foi retirado do tabuleiro.

Ciente de que a campanha não é fácil, a governadora trabalha incessante para atrair mais forças potencialmente adversárias para seu palanque. Entre eles, mais alguns Alves e até mesmo o híbrido presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira (PSDB), que pode ser seu concorrente principal. Ou não.

O perigo é pensar que um ‘WO’, como o então deputado federal Henrique Alves (PMDB) tentou fazer em 2014, e se deu mal, seja a panaceia.

Bom observar que 40,5% dos eleitores – afirma a pesquisa Difusora/AgoraSei – não tem qualquer candidato até o momento. O número é maior do que os 36,5% das intenções de voto em Fátima Bezerra.

A campanha vai catalisar essa multidão, dando-lhe vida efetiva e capaz de decidir realmente quem será ou quem não será eleito (a) ao Governo do RN.

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política / Reportagem Especial
domingo - 27/03/2022 - 07:48h

Para onde caminha o RN em 2022?

Por Ney Lopes

Faltam praticamente seis meses para a eleição geral de 2022. No RN, somente a reeleição da governadora Fátima Bezerra coloca-se na disputa, além de partidos menores. A oposição está sem definição. O quadro já é consumado? Não. Pode mudar.

Marco Maciel dizia, que “enquanto há prazo, há tempo”.elefante na estrada

O que se comenta é o deputado Ezequiel Ferreira de Souza como candidato da oposição ao governo, entretanto sem confirmação oficial. Um bom nome. Mas, será que o “silêncio” dele o beneficia? Ou assemelha-se ao aforisma de Adriana Falcão, roteirista da Rede Globo, quando diz: “Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa”.

O cenário indefinido revela a falta de ações compatíveis com a conjuntura política que vivemos. A classe política local teima em não querer enxergar. Sempre raciocina com base em precedentes passados, que deram certo, tais como, “apoios”, “colégios eleitorais”, “marketing” sofisticado, “nominatas”, “caixa de campanha” e vai por aí.

Atualmente, tais fatores influem na eleição proporcional. Na majoritária, a realidade é outra, totalmente diferente.

Em período pós pandemia e violenta crise econômica, uma campanha política não pode ser unicamente “tática”, mas sim “estratégia”.

Sun Tzu, o chinês, alertava que “tática sem estratégia é o ruído antes da derrota”. Abraham Lincoln dizia, “que nunca se conseguirá convencer um rato de que um gato traz boa sorte”. Pavarotti afirmava que fazer política sem estratégia, é o mesmo que fazer amor por correspondência.

Candidato majoritário competitivo necessita apresentar-se com antecedência e com “algo mais”, que seriam propostas concretas, causando impacto de gestão ao eleitor. Essa exigência acentua-se diante da descrença na classe política. Aliás, há exemplos passados.

Em 1994, no RN, a ex-prefeita de Natal Wilma de Faria candidatou-se ao Governo do Estado como o “novo”. Perdeu a eleição. Fernando Bezerra, senador e candidato a governador, encarnou o empresário novo, líder nacional da indústria e amargou a mesma experiência.

Ambos eram nomes dignos, mas falharam na estratégia. Consideraram-se vitoriosos, antes das urnas abrirem.

Já em 2002, Wilma na largada da campanha era a última colocada nas pesquisas. Montou estratégia ousada, embora não somasse apoio sequer de dez prefeitos. Ganhou a eleição. Vamos esperar e ver como ficarão as coisas em 2022.

Debilitado na economia, o RN dá sinais de colapso político, quase caminhando para o WO na disputa pelo governo, que seria a vitória dada pelo fato do adversário não competir.

No passado, não era assim. O estado era dos mais politizados do país. Recordo que em 1960 recebi convite de Sales da Cunha e Hélio Vasconcelos para presidir um “Comitê” de estudantes, em prol da candidatura de Djalma Marinho, ao Governo do Estado. A primeira providência foi realizar debates para sugerir ideias e propostas ao candidato.

Hoje, existem inegavelmente nomes capazes, mas não se sabe “para onde caminha o RN”. Tudo é escondido em “cúpulas partidárias” hermeticamente fechadas, que não dão chances a ninguém e só favorecem escolhas de algibeira, sem a credibilidade que inspire confiança ao eleitor.

Na falta dessa credibilidade, até na escolha dos vices e suplentes, o naufrágio torna-se iminente e abre portas para aventureiros.

Essa conjuntura estadual reflete o país, transformado em latifúndio privado, com os partidos na defesa de interesses pessoais e de grupos. As siglas são propriedades privadas, custeadas pelo dinheiro público.  Praticam crimes de responsabilidade, todos aqueles que, com deveres públicos, cruzaram os braços e facilitam a propagação dessas distorções, por não terem eliminado as causas da doença, através de mudanças políticas.

Quando um dia for indagada a causa desse quadro desolador, a resposta será a omissão da atual classe dirigente.  Afinal, no frigir dos ovos, o que foi feito de concreto para combater essa pandemia política? Nada. Absolutamente nada.

Vergonhosamente, o governo e o Congresso Nacional engavetaram a reforma político-eleitoral. E deu no que está dando.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

Categoria(s): Artigo / Opinião / Política
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domingo - 27/02/2022 - 09:26h
Ponte Newton Navarro

Conselho Estadual de Cultura é contra mudança de nome

Conselho Estadual de Cultura contra mudança de nome da ponte Newton NavarroO Conselho Estadual de Cultura emite posição acerca da tentativa de mudança do nome da Ponte Newton Navarro, situada em Natal.

A proposição é do deputado estadual Coronel André Azevedo (PSC), que apresentou projeto para mudar a denominação desse equipamento viário para Ponte Governadora Wilma de Faria (veja AQUI).

Na ótica do colegiado, a ideia do parlamentar é um grande “equívoco”.

Nota do Canal BCS – A desomenagem é um grande absurdo. Mais um. Ainda está em tempo de ser retirada pelo proponente.

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Categoria(s): Cultura / Política
quinta-feira - 24/02/2022 - 12:32h
Wilma de Faria

Deputado quer homenagear ex-governadora mudando nome de ponte

O deputado estadual Coronel Azevedo (PSC) apresentou projeto de lei que propõe mudança do nome da ponte Newton Navarro para “ponte Wilma de Faria”, como forma de reconhecer e homenagear a ex-governadora do RN.

Ponte foi inaugurada em 2007 e é uma das atrações turísticas de Natal (Foto: Canindé Soares)

Ponte foi inaugurada em 2007 e é uma das atrações turísticas de Natal (Foto: Canindé Soares)

“Ela, que não mediu esforços para a construção e inauguração desta obra que deu impulso no turismo e desenvolvimento da zona Norte”, destacou.

Coronel Azevedo destacou a trajetória de Wilma de Faria, lembrando que ela “foi a primeira mulher prefeita de Natal, primeira mulher reeleita governadora no Brasil”, entre outros feitos.

Nota do Canal BCS – Particularmente sou contra “desomenagens“. Para que dona Wilma seja homenageada, por que Newton Navarro deve ser enxotado da maior ponte estaiada do país?

Injustificável.

O poeta, dramaturgo e pintor Newton Navarro não merece esse desapreço oficial.

Imaginou se isso ocorresse com pai ou mãe do deputado? Como ele se sentiria?

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sexta-feira - 04/02/2022 - 12:28h
Operação Sinal Fechado

Justiça condena sete pessoas por fraude em inspeção veicular

Do Tribuna do Norte

A Operação Sinal Fechado, que investigou esquema criminoso por meio de inspeção veicular no Rio Grande do Norte, teve sentença nesta quinta-feira (3). Foram condenadas sete pessoas, entre elas o empresário Gilmar da Montana e Lauro Maia, filho da ex-governadora Wilma de Faria. Todos poderão recorrer em liberdade.Justiça, decisão judicial, sentença,Na sentença, o juiz Bruno Montenegro explica que há fundamentos na acusação do Ministério Público que comprovam a promessa de propina para os ex-governadores Iberê Ferreira e Wilma de Faria e ao ex-deputado federal João Faustino para a continuidade do processo para início do esquema, que seria a exploração da inspeção veicular e rateio dos lucros entre os participantes do esquema. Pelo que foi apontado, a promessa seria de 15% dos lucros aos ex-governadores.

“Além do investimento nas bases de inspeção (que constituiu ato preparatório para o crime de peculato) e da intermediação de propina ao ex-diretor do DETRAN em 2011, as interceptações e depoimentos demonstram que José Gilmar (Gilmar da Montana) passou a negociar e realizar diligências políticas no sentido de reverter a situação do Consórcio Inspar. São citadas autoridades (Desembargadores, Governadora, Ex-Governador, Vice-Governador, Deputado) e outros empresários, os quais estariam dispostos em interferir na questão”, apontou o magistrado na sentença.

Natureza dos crimes

Apesar da defesa argumentar que não houve dano ao Poder Público e que o prejuízo com os investimentos perdidos foi de Gilmar da Montana, o magistrado afirmou que o fato do crime não ter se concretizado e dado lucro aos envolvidos não retira a natureza dos crimes.

“Em outras palavras, JOSÉ GILMAR compactuou com os meios utilizados pelos réus e tentou viabilizar a concessão com o objetivo de reverter para si (e para os sócios) os valores provenientes da Inspeção Veicular, sabendo de sua origem ilícita”, disse a peça.

Por parte de Lauro Maia, o magistrado registrou que a acusação do MP aponta que o filho da ex-governadora atuou, em troca de benefício financeiro, junto a George Olímpio na viabilização atos administrativos da gestão do Governo, começando na aprovação de convênio entre DETRAN/IDEMA e, num segundo momento, influenciado o trâmite para envio de projeto de lei de interesse da Organização para a Assembleia Legislativa.

Penas

Pela decisão do juiz Bruno Montenegro, Gilmar da Montana e Lauro Maia são os únicos que deverão cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado. Enquanto o empresário foi condenado a 19 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pela prática de associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, Lauro Maia foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão por tráfico de influência e peculato.

Além das prisões, o juiz também determinou o pagamento de multa de 988 salários mínimos a Gilmar da Montana e 740 a Lauro Maia.

Também foram condenados Luiz Antônio Tavolaro, Edson Cézar Cavalcante da Silva e Maria Selma Pinheiro; os réus George Anderson Olímpio da Silveira e Marcus Vinícius Furtado da Cunha. Todos poderão recorrer em liberdade.

Nesse processo, foram absolvidos Caio Biagio Zuliani, Carlos Theodorico de Carvalho Bezerra, Cinthya Kelly Nunes Delfino, Eduardo Oliveira Patrício, Fabiano Romeiro, Jailson Herikson da Silva, João Olímpio Maia Ferreira de Souza, Marco Aurélio Doninelli Fernandes e Marcus Vinícius Saldanha Procópio.

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sexta-feira - 17/09/2021 - 13:10h
Eleições 2022

Garibaldi Filho tem confirmada sua pré-candidatura ao Senado

Do Agora RN e Blog Carlos Santos

O ex-governador Garibaldi Alves Filho (MDB) confirmou nesta quinta-feira (16) que é pré-candidato ao cargo de Senador da República nas eleições de 2022 pelo MDB. A informação foi dada com exclusividade na tarde desta quinta-feira (16), ao Jornal AGORA RN, pelo que deputado federal Walter Alves, filho de Garibaldi.

Segundo Walter Alves: “O nome de Garibaldi é sim colocado hoje como pré-candidato a senador no MDB. Nesse momento, ele surge como uma terceira via para a disputa nas urnas”, revelou.

Garibaldi disputou último mandato em 2018, mas não se reelegeu (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Garibaldi disputou último mandato em 2018, mas não se reelegeu (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Após semanas de indecisões e articulações políticas sobre qual seria o cargo mais adequado e, que ao mesmo tempo, agradasse ao eleitorado potiguar, ao colocar o nome de Garibaldi Filho na disputa na campanha de 2022, finalmente o MDB bateu o martelo. Até esta quarta-feira (15) os Alves ainda não haviam decidido qual cargo o ex-governador concorreria.

PT e MDB

Porém, havia a possibilidade de uma aliança entre o PT e o MDB no Rio Grande do Norte. Em viagem pelo Nordeste do Brasil, quando esteve em Natal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a se reunir em um jantar com a cúpula do MDB no Estado.

O objetivo era firmar um acordo colocando o nome de Walter Alves como vice na chapa de reeleição de Fatima Bezerra (PT) e Garibaldi Alves Filho seria candidato a deputado federal.

Entretanto, a ligação política entre PT e MDB no RN virou motivos para críticas e discordâncias da formação dessa possível aliança entre os dois partidos, como por exemplo, a deputada federal Natália Bonavides (PT) e, mais recentemente, a vereadora Brisa Bracchi (PT), que afirmaram ser contrárias à aliança defendida por Lula.

Perfil

Deputado estadual eleito em 1970, 1974, 1978 e 1982, prefeito do Natal em 1985, Garibaldi Filho transformou-se ao longo de mais de 50 anos de carreira política num dos nomes mais carismáticos da política do RN. Governador eleito em 1990, governador vitorioso nas urnas em 1994 e 1998, em 2002 ele novamente é eleito ao Senado.

Porém, em 2006, acaba sofrendo sua primeira derrota na carreira, derrotado ao governo pela então governadora Wilma de Faria (PSB).

Em 2007, Garibaldi chegou à presidência do Senado num momento de conturbação nesse poder. Em 2010, ele reelegeu-se senador quando obteve 1.042.272 votos, cerca de 35% dos votos totais e 56% dos votos válidos.

Em janeiro de 2011 foi indicado pelo partido para ministro da Previdência Social do Governo Dilma Rousseff (PT), ficando na Esplanada dos Ministérios até janeiro de 2015. Tentou a reeleição em 2018 e acabou ficando em quarto lugar. Alcançou 376.199 votos (12,93%).

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terça-feira - 14/07/2020 - 13:26h
2020

Campanha mostrará peso de velhas lideranças políticas

Qual o papel que as antigas lideranças políticas do Rio Grande do Norte vão ter na campanha municipal 2020?

É uma interrogação, mas podemos começar a ajudar na discussão do tema, para que cada um tenha seu próprio raciocínio, juntando seus próprios argumentos, apresentando teses de contraponto ou confirmação.

Fátima, em posse ao lado de Ezequiel, encobre vice Antenor Roberto; na campanha pode ser encoberta (Foto: arquivo)

As principais lideranças políticas do RN foram derrotadas nas urnas de 2018. O pleito de 2020 em 167 municípios é uma oportunidade para que possam renascer ou tentar uma sobrevida.

Mas é pouco provável que elas sejam representativas e decisivas nas eleições municipais deste ano, na enorme maioria dos municípios potiguares.

Os ex-senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) perderam em 2018. O ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) está fora de combate. Adotou reclusão pessoal e distancia da vida partidária.

O ex-governador Robinson Faria (PSD) também saiu derrotado das urnas há dois anos. Tenta se refazer de forma muito modesta, nos bastidores.

A ascensão de seu filho e deputado federal Fábio Faria (PSD) ao ministério do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é uma luz. Porém, ainda muito tímida. A princípio, não representa uma retomada de fôlego e espaços do seu grupo no RN.

Ezequiel

A ex-governadora Wilma de Faria (já falecida) não deixou herdeiros. Seu grupo foi sepultado com ela em 15 de junho de 2017.

Um nome que se projeta nesse vácuo, como liderança, é do presidente do PSDB no RN e presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira de Souza.  Ele tem estendido sua presença políticas nos mais variados municípios e regiões.

Está em ascensão e poderá ter peso em diversas eleições municipais, sobretudo em pequenos municípios.

Os demais políticos que já deram as cartas e decidiam em que direção o vento deveria soprar, provavelmente não terão representatividade como antes. Nada que seja capaz de determinar mudança de rumo numa campanha ou enseje vitória de A ou de B.

Quanto à governadora Fátima Bezerra (PT), é algo a ser discutido. Seu governo anda em baixa, com pouca possibilidade de chegar com força de transferência de votos até às eleições em novembro.

Claro que eu não tenho bola de cristal. Não tenho o poder de preconizar nada. Essa é uma análise sujeita a muitas variáveis e à própria realidade.

Veremos.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 03/02/2020 - 07:28h
Postura

O exemplo de Wilma de Faria que Fátima Bezerra podia seguir

Ao evitar encontro com sindicalistas, governadora assume uma fraqueza que ex-governadora não tinha

Governadora do RN, a mossoroense Wilma de Faria (PSB à época, falecida em 15 de junho de 2017) participava de solenidade no bairro Boa Vista em Mossoró, acossada por um numeroso grupo de manifestantes. Faixas e palavras de ordem a provocavam.

Encerrado o evento, ela gira o corpo em seu próprio eixo, fita os manifestantes e fala para assessores próximos: “Vou lá falar com eles!”.

Wilma: força de "Guerreira"; Fátima, tibieza (Fotomontagem Web)

De imediato, várias vozes repetiram a mesma recomendação apreensiva: “Não, governadora! Por favor, não!”

O temor era de que sua atitude fosse encarada como provocação, emparedamento dos que protestavam. “Eu vou, sim”. E foi.

– Eu fiquei com medo que acontecesse algo sério – relembra a ex-vereadora Cícera Nogueira (PSD).

Em poucos minutos cessaram os brados revoltosos. Logo os manifestantes ensarilharam faixas e deram um basta em gritos.

Governadora e eles dialogaram pacificamente, com uma sintonia inimaginável para seus auxiliares e correligionários. À saída, ela ainda deu um ‘tchauzinho’.

A “Guerreira” de verdade

Wilma de Faria começou sua trajetória política com o peso do sobrenome Maia, como primeira-dama do governador Lavoisier Maia no fim dos anos 70, além de filiada à Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Virou secretária de Trabalho e Bem-Estar Social na gestão de José Agripino Maia (PSD) em 1983.

Foi derrotada à Prefeitura do Natal em 1985, pelo deputado estadual Garibaldi Filho (PMDB), em sua primeira experiência eleitoral.

Eleita deputada federal constituinte em 1986 pelo PDS, transformou-se em parlamentar “nota 10” sob a ótica dos defensores dos direitos sociais e humanos. Em 1988 foi vitoriosa como a primeira prefeita do Natal, já no PDT, fazendo em seguida o seu sucessor – engenheiro Aldo Tinoco Filho (PDT).

Rompida com o grupo Maia, desvencilha-se do próprio sobrenome herdado do ex-marido e dá sequência a uma carreira em faixa própria, sendo “Wilma de Faria”, que a levaria mais duas vezes à prefeitura como prefeita e uma como vice, além de ser a primeira governadora do RN (2002, reeleita em 2006).

A guinada à esquerda que Wilma de Faria deu em sua vida pública a levou a ter profunda identidade com movimentos sociais. E, em nenhum momento, se esquivou de ir pro diálogo em situações extremas ou impor sua autoridade quando o cargo exigia. O epíteto de “Guerreira” lhe caía bem.

A governadora Fátima Bezerra (PT) bem que poderia se espelhar em Wilma. Sua postura de evitar comparecer nesta segunda-feira (3) à Assembleia Legislativa do RN, para cumprir protocolo de leitura da mensagem anual do seu governo (veja AQUI), acaba por expor sua tibieza na relação com setores organizados do funcionalismo e na própria gestão. Denota falta de pulso e medo.

Robinson e Rosalba

Em nada revela caráter democrático em relação ao funcionalismo organizado, como quer demonstrar e tentou mostrar ao longo do ano passado (veja A assustadora coreografia do atraso do Governo Fátima e Aprovação de novo Proedi reitera falta de firmeza de governo).

Fátima repete os antecessores Robinson Faria (PSD) e Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), que protagonizaram vários episódios de fuga de áreas de pressão. Robinson, por exemplo, chegou a voltar da entrada de uma Feira do Bode em Mossoró, quando viu manifestantes à sua espera. Desabou para Natal.

Rosalba fez o mesmo quando governadora, escapando de compromissos em Mossoró (veja AQUI) na Feira do Bode e Feira do Livro, Cidade Junina e outros eventos representativos. Assusta-se até hoje com o contraditório, com vaias e qualquer coisa que contrarie sua vontade.

A covardia não inspira respeito. Nem admiração.

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Categoria(s): Política
  • Repet
domingo - 26/01/2020 - 20:16h
Marcos Formiga

Último prefeito indireto de Natal falece neste domingo

Formiga: economista (Foto: TN)

Faleceu neste domingo (26) em Natal, o ex-prefeito natalense e ex-deputado federal Marcos César Formiga Ramos, 78. Segundo informações de sua família, o óbito advém de problemas respiratórios.

O velório começará às 7 horas dessa segunda-feira (27) no Cemitério Morada da Paz em Emaús (Parnamirim).

Às 16 horas acontecerá missa de corpo presente e em seguida o sepultamento por volta de 17h, no mesmo local.

Trajetória

Formado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 1965 com pós-graduação em Economia pelo ISVE em Roma e Nápoles em 1968, além de pós-graduação em Planejamento Econômico pela CEPAL em Santiago (Chile) no mesmo ano.

Filiado à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), foi Secretário de Planejamento do Rio Grande do Norte durante os governos de Cortez Pereira e Tarcísio Maia (1971-1979). Também foi nomeado diretor da Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU) em 1980.

Nomeado prefeito de Natal dentre os quadros do PDS pelo governador José Agripino Maia (1983-1986), ele foi o último prefeito indireto do Natal, do período do regime militar.

Ficou na suplência da Câmara Federal nas eleições de 1986, pelo PFL, sendo efetivado após a eleição de Wilma de Faria para a Prefeitura de Natal em 1988.

Nas eleições municipais de 1988, disputou o comando da Prefeitura de Natal pelo PL, tendo o jornalista Felinto Rodrigues Neto, do PTB, como candidato a vice-prefeito, entretanto obtiveram o quarto lugar, perdendo a disputa para Wilma Maia(PDT), Henrique Eduardo Alves(PMDB) e Waldson Pinheiro(PDT).

Ainda figurou de novo como suplente pelo PL em 1990, exercendo o mandato no período em que Aluizio Alves foi Ministro da Integração Regional no governo Itamar Franco.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 01/08/2019 - 11:54h
Memória

Academias de gênero

Por François Silvestre

Quando na direção da atividade cultural do Estado, Fundação José Augusto (FJA), ocorreu um problema envolvendo a Academia Feminina de Letras (AFL). Foi o seguinte: A Academia não tinha sede própria, o que levou sua Presidente, Zelma Bezerra, a pleitear junto à Governadora Wilma de Faria o uso do Palácio Potengi (Palácio da Cultura), sede da Pinacoteca estadual, para a realização das reuniões da AFL/RN.

A Governadora concedeu e não entendeu ser necessário me comunicar. Quando eu soube, fui obrigado a contestar sua decisão.Alguns servidores da Pinacoteca me alertaram para o fato de que muitas vezes os visitantes daquele equipamento cultural encontravam copos plásticos, guardanapos e outros objetos espalhados pela grande mesa onde os governadores reuniam o secretariado, nos tempos em que o prédio era a sede do Governo do Estado. E era exatamente nessa mesa, hoje peça museológica, que as acadêmicas se reuniam.

A Governadora compreendeu, mas ficou preocupada com o desgaste. Eu a tranquilizei e disse que declararia ser minha a decisão. E que fundamentaria o decidido com base legal. Assim foi feito.

No dia seguinte a essa decisão, houve um encontro de instituições culturais na Assembleia Legislativa. Fui convidado para presidi-lo. Dentre as instituições estavam o Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN) e as duas Academias de Letras. Ficaram ao meu lado Enélio PetrovichDiógenes da Cunha Lima. Nisso, uma das acadêmicas pede a palavra e me dá um sarrafo.

Os adjetivos mais suaves foram ditador e ignorante. Ficou um clima tenso. Eu peguei o microfone e serenei os ânimos. Disse que não responderia os desaforos e até os compreendia. Disse mais, que ela merecia uma explicação. Ela muito nervosa, quis sair.

Mas foi convencida e ficou. Zelma, do canto da mesa, me pedia desculpas. Expliquei que um equipamento museológico não pode ser usado regularmente por qualquer instituição, pública ou privada. Só em eventos esporádicos, com as cautelas pertinentes. Não como sede regular.

Ela acalmou-se. Conclui dizendo que se o Presidente da Academia Masculina, ali presente, precisasse fazer uma reforma na sua sede, eu não permitiria o uso do Palácio para sediar aquela Academia. Diógenes fechou a mão em concha, aproximou a boca do meu ouvido, e disse baixinho: “Academia masculina é a puta que pariu”.

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Categoria(s): Crônica
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sábado - 04/05/2019 - 02:02h
Garibaldi Filho:

“RN quer mudar; não quer mais ver uma família na política”

Político admite crise no MDB, analisa gestões Bolsonaro e Fátima Bezerra e diz que encerrou carreira

Comemorando 20 anos, o programa Jornal do Dia da TV Ponta Negra de Natal entrevistou nessa sexta-feira (3) o ex-senador Garibaldi Filho (MDB).

Coube à âncora e jornalista Margot Ferreira sabatinar o ex-deputado estadual, ex-prefeito do Natal, ex-governador, ex-senador e ex-ministro em seu próprio apartamento em Natal.

Ex-senador não endossa literalmente desabafo do deputado federal e seu filho Walter Alves (Foto: reprodução BCS)

Veja abaixo uma síntese desse bate-papo.

Balanço da carreira

“Meu balanço me deixa até muito orgulho; uma coisa que eu não sou muito vaidoso. Eu disputei 12 eleições. Ganhei dez e perdi duas. É um placar altamente vantajoso”, estimou. Na ótica dele, a disputa mais difícil foi vencer as eleições à Prefeitura do Natal, em 1985, contra Wilma Maia (depois, Faria), por pouco mais de 16 mil votos. O pleito, também em sua ótica, o catapultou para uma carreira de maior dimensão e vitoriosa, na política do próprio país.

Planos

“Meus planos são muito modestos. Não vou deixar a política, vou continuar, mas não pretendo mais ser candidato. Pretendo me aposentar”.

Desavença entre Walter e Henrique

Sobre recentes declarações do deputado federal Walter Alves (MDB), seu filho, que cogitou sair do partido (veja AQUI) ao lado do próprio Garibaldi, caso o ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) volte à presidência da legenda no RN, o ex-senador evitou aprofundar o fosso.

"Eu disputei 12 eleições. Ganhei dez e perdi duas", contabiliza Garibaldi Filho à TV Ponta Negra (Foto: reprodução BCS)

– Eu realmente fico muito preocupado com a declaração de Walter. O MDB sempre foi um partido muito unido. Mas eu preciso respeitar as divergências alheias (…). Eu tenho que admitir que aqui e acolá essas divergências extrapolam e foi isso que aconteceu. Eu lamento muito e se eu puder consertar isso e puder que eles possam convergir, eu o farei.

Garibaldi filho reconheceu existir uma crise na legenda, porém assinalou que não é contra retorno do primo Henrique ao comando partidário, divergindo do próprio filho. Ponderou, entretanto, que é preciso ter cuidado para o MDB não ficar “estigmatizado como um partido de uma família só.”

Mudanças

Na opinião de Garibaldi, “o RN quer realmente mudanças, não quer ver mais uma família presente na política. Uma dessas mudanças é não querer mais tantos familiares, mesmo eu sabendo que existem muitas vocações”.

Governo Bolsonaro

– Eu estou preocupado. Vejo o Governo Jair Bolsonaro (PSL) perdido em muitas querelas, muitas polêmicas. Precisa canalizar suas energias para os grandes desafios da nação. Precisamos fazer as reformas (tributária, previdenciária, política).

Garibaldi acha que MDB poderá ficar "estigmatizado" se não souber enxergar novo cenário político (Foto: reprodução BCS)

Administração Fátima Bezerra

– Eu espero que Fátima Bezerra (PT) possa fazer um bom governo, mas ela precisa se voltar para a nossa realidade. A gente precisa não ficar esperando as benesses do governo (federal). Isso já era. Ele próprio (Governo Federal) está sem dispor de recursos para isso.

Reforma da Previdência

“Eu acho que vai ser aprovada (…). Ela vai passar por uma revisão, mas eu espero que essa revisão não seja uma própria negação da reforma.

Até por sua experiência como ex-ministro da Previdência Social, Garibaldi alertou que “quanto mais isso demorar, mais sacrifícios poderá impor à nação”.

Saúde

Garibaldi passou por recente cirurgia em São Paulo (veja AQUI) e depois de um período de convalescença, disse de forma segura: “Eu estou bem.”

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 24/01/2019 - 23:20h
Eveline Guerra

Ex-vice-prefeita está cotada para ocupar cargo em governo

Eveline: vice-prefeita (Foto: arquivo)

O nome da ex-vice-prefeita do Natal e filiada ao PCdoB, Eveline Guerra, está sendo cogitado para ocupar uma das diretorias da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN).

Eveline foi vice-prefeita eleita em 1992 na Coligação Frente Popular de Natal, encabeçada pelo engenheiro sanitarista Aldo Tinoco (PSB).

Com apoio da então prefeita Wilma de Faria (PSB), ambos venceram a chapa Henrique Alves (PMDB)-Rosário Cabral por 961 votos, no segundo turno.

A governadora Fátima Bezerra (PT) escolheu o economista Roberto Sérgio Linhares, oriundo da Caixa Econômica Federal (CEF), para presidir a empresa.

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 03/01/2019 - 13:16h
Hoje

Jean-Paul Prates assume vaga do RN no Senado

Jean: posse em Brasilia (Foto: rede social)

O advogado, economista, consultor e empresário carioca Jean-Paul Terra Prates (PT), 50, tomou posse nesta quinta-feira (3) em Brasília, como novo senador pelo Rio Grande do Norte.

É o substituto da governadora empossada Fátima Bezerra (PT), paraibana de origem, que fora eleita ao Senado em 2014, tendo-o como primeiro suplente.

Prates tem quatro anos de mandato pela frente.

Fixado no RN desde 2005, ele assumiu a Secretaria de Estado de Energia do Rio Grande do Norte na primeira gestão Wilma de Faria (já falecida).

É formado em direito pela Universidade do Estado do RJ (UERJ) e Economia pela Pontifícia Universidade Católica do RJ (PUC-RJ). Tornou-se mestre em Planejamento Energético e Gestão Ambiental pela Universidade de Pensilvânia nos Estados Unidos e concluiu mestrado em Economia de Petróleo e Motores, pelo Institut Français du Pétrole (IFP) na França.

O RN terá como senadores, além de Prates, o Capitão Styvenson Valentim (Rede) e Zenaide Maia (PHS).

José Agripino (DEM) não tentou a reeleição e foi derrotado em disputa à Câmara Federal ano passado e Garibaldi Filho (MDB) não logrou êxito ao tentar se reeleger.

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Categoria(s): Política
domingo - 07/10/2018 - 08:00h
Números

Veja como foi a eleição ao Governo e Senado no RN em 2014

Veja abaixo, os números finais das eleições do Rio Grande do Norte para Governo do Estado e Senado em 2014.

Houve segundo turno ao Governo entre as chapas Henrique Alves (PMDB)-João Maia (PR)  e Robinson Faria (PSD)-Fábio Dantas (PCdoB). No primeiro turno, vantagem numérica de Henrique-João sobre Robinson-Fábio com o total de 78.582 votos.

No segundo turno, o resultado foi este, com a eleição da chapa encabeçada por Robinson Faria:

– Robinson Faria (PSD) – 54,42%

– Henrique Alves (PMDB) – 45,58%

Quanto ao Senado, a deputada federal Fátima Bezerra (PT) levou a melhor sobre Wilma de Faria (PSB), consagrando-se como eleita.

Sua maioria sobre a contendora foi de 171.159 votos.

Veja os resultados abaixo:

Governo do Estado:

Henrique Eduardo Alves (PMDB) – 47,34% (702.196)
Robinson Faria (PSD) – 42,04% (623.614)
Professor Robério Paulino (PSOL) – 8,74% (129.616)
Simone Dutra (PSTU) – 0,98% (14.549)
Araken Farias (PSL) – 0,90% (13.396)
Votos apurados – 1.935.105
Votos válidos  – 76,66% (1.483.371)
Brancos – 7,05% (136.498)
Nulos – 16,29% (315.236)
Abstenções – 16,83% (391.478)

Senado:

Fátima Bezerra (PT) – 54,84% (808.055)
Wilma de Faria  (PSB) – 43,23% (636.896)
Lailson Almeida (PSOL) – 1,03% (15.164)
Ana Célia (PSTU) – 0,90% (13.253)
Roberto Ronconi (PSL) – 0,00%
Votos apurados – 1.935.105
Votos válidos  – 76,14% (1.473.368)
Brancos – 8,61% (166.542)
Nulos – 15,25% (295.195)
Abstenções – 16,83% (391.478)

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domingo - 07/10/2018 - 04:00h
História

Veja todas as disputas ao Governo do RN desde 1982

O Blog Carlos Santos apresenta neste domingo (7) de Eleições 2018 em todo o país, um resumo das disputas ao Governo do Estado do RN desde 1982, primeiro pleito direto (ainda no regime militar.

Acompanhe abaixo um resumo dos resultados dos pleitos de 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014. São 36 anos de história e números:

Eleições de 1982

– José Agripino (PDS) – 57,58%

– Aluízio Alves (PMDB) – 41,88%

– Rubens Lemos (PT) – 0,47%

– Vicente Cabral de Brito – 0,07%

Eleições de 1986

– Geraldo Melo (PMDB) – 50,11%

– João Faustinho (PFL) – 48,60%

– Aldo Tinoco (PDT) – 0.72%

– Sebastião Carneiro (PT) – 0,57%

Eleições de 1990 (Primeiro turno)

– José Agripino (PFL) – 48,11%

– Lavoisier Maia (PDT) – 39,40%

– Salomão Gurgel (PSB) – 10,97%

– Ana Catarina Alves (PTR) –  1,52%

Eleições de 1990 (Segundo Turno)

José Agripino (PFL) – 52,09%

Lavoisier Maia (PDT) – 47,91%

Eleições de 1994

Garibaldi Alves Filho (PMDB) – 52,67%

Lavoisier Maia (PDT) – 38,10%

Fernando Mineiro (PT) – 4,80%

Wilma de Faria (PSB) – 3,83%

Eleições de 1998

– Garibaldi Filho (PMDB) – 50,17%

– José Agripino (PFL) – 41,36%

– Manoel Duarte (PT) – 6,73%

– Dário Barbosa (PSTU) – 0,73%

– Roberto Ronconi (PSN) – 0,58%

– Marcônio Cruz (PSC) – 0,43%

Eleições de 2002 (Primeiro Turno)

– Wilma de Faria (PSB) – 37,59%

– Fernando Freire (PPB) – 30,89%

– Fernando Bezerra (PTB) – 19,93%

– Ruy Pereira (PT) – 11,24%

– Sônia Godeiro (PSTU) – 0,18%

– Marcônio Cruz (PSC) – 0,12%

– Roberto Ronconi (PSDC) – 0,05%

Eleições de 2002 (Segundo Turno)

– Wilma de Faria (PSB) – 61,05%

– Fernando Freire (PPB) – 38,95%

Eleições de 2006 (Primeiro Turno)

– Wilma de Faria (PSB) – 49,58%

– Garibaldi Filho (PMDB) – 48,60%

– Sandro Pimentel (PSOL) – 0,92%

– José Geraldo Fernandes (PSL) – 0,38%

– Humberto Silva (PTC) – 0,36%

– Antônio José Bezerra (PCB) – 0,16%

Eleições de 2006 (Segundo Turno)

_ Wilma de Faria (PSB) – 52,38%

– Garibaldi Filho (PMDB)  – 47,62%

Eleições de 2010

– Rosalba Ciarlini (DEM) – 52,46%

– Iberê Ferreira (PSB) – 36,25%

– Carlos Eduardo Alves (PDT) – 10,37%

– Sandro Pimentel (PSOL)  – 0,68%

– José Walter Xavier “Camarada Leto” (PCB) – 0,13%

– Bartô Moreira (PRTB) – 0,11%

Eleições de 2014 (Primeiro Turno)

– Henrique Alves (PMDB)  – 47,34%

– Robinson Faria (PSD)  – 42,04%

– Robério Paulino (PSOL) – 8,74%

– Simone Dutra (PSTU) – 0,98%

-Araken Farias (PSL) – 0,90%

Eleições 2014 (Segundo Turno)

– Robinson Faria (PSD) – 54,42%

– Henrique Alves (PMDB) – 45,58%

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 04/10/2018 - 22:40h
Eleições 2018

A melancolia do ocaso

Por François Silvestre

A estarem certas as pesquisas, ou refletirem o resultado das urnas, veremos, no Rio Grande do Norte, o ocaso de lideranças calcificadas. Saindo do êxito do sem-árido para a hospedagem no cristalino.

Vejamos.

Garibaldi Filho (MDB), imbatível em quase todos os pleitos. Só perdeu uma vez. Para Wilma de Faria, que de imbatível noutras eras foi eleitoralmente humilhada nas urnas ao aliar-se com os tradicionais adversários.

Pelo que dizem as pesquisas, Garibaldi vai perder o emprego no Senado.

José Agripino (DEM), prefeito nomeado de Natal, conseguiu o feito de vencer Aluízio Alves, imbatível até então, e transformar-se numa liderança dona de metade do Estado. Agora, para não ser derrotado desceu a ladeira do Congresso, saindo da disputa ao Senado e, humilhantemente, tomando o lugar do filho na disputa para deputado federal.

Geraldo Melo (PSDB) é um caso atípico. Após eleger-se governador, depois senador, foi aposentado ao perder a disputa para o senado.

Ficou de fora por “longo tempo”.

Ao ser preterido na chapa do “amigo” Garibaldi, resolveu tomar rumo próprio buscando ressurreição política. Parecia ter dado certo.

Só que havia no meio do caminho um capitão prendedor de motoristas e uma deputada inteligentemente escolada para ser a “nova” esquerda.

O Rio Grande do Norte escreve certo e errado por linhas retas.

Torto aqui só o casarão do Ferreiro Torto. Macaíba é nosso porto!

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Categoria(s): Política
  • Repet
domingo - 30/09/2018 - 04:16h

Recursos federais podem não beneficiar o RN

Por Josivan Barbosa

O Rio Grande do Norte sem sorte corre o risco de não conseguir participar da captação de recursos federais do pacotinho que o governo Temer está programando para o apagar das luzes. O novo pacote do governo foi batizado de “Programa Chave de Ouro” e exigirá R$ 383,5 milhões até dezembro.

Da lista de projetos, consta duas obras que exigem recursos de R$ 100 milhões para serem inauguradas até o fim do ano: o Cinturão das Águas no Ceará, com recursos oriundos do PAC. O empreendimento vai receber a água do Eixo Norte do projeto de integração do Rio São Francisco.

No Centro-Oeste, o governo planeja recursos para o Pronto-Socorro Hospital de Cuiabá (MT). Nesse, o governo ainda avalia de onde virão os R$ 100 milhões demandados. Ainda no Estado, o PAC também garantiria recursos para a pavimentação com concreto de parte da rodovia BR-163, entre Cuiabá e Jaciara (a leste da capital mato-grossense). Nesse caso, seriam necessários R$ 40 milhões.

Agrotóxicos

Tema de embates recentes no Congresso e na Justiça de ruralistas contra ambientalistas e associações de saúde, o uso de agrotóxicos no Brasil é encarado como uma prática a ser desestimulada pelos presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede), os únicos candidatos entre os melhores colocados nas pesquisas de opinião que em seus programas de governo dão alguma atenção ao assunto.

Atualmente, ruralistas e ambientalistas travam uma “guerra” de projetos de lei sobre agrotóxicos na Câmara dos Deputados. Enquanto os primeiros defendem o PL 6299/2002, que entre outras medidas tira o poder de veto do registro de substâncias químicas de Anvisa e Ibama e o concentra no Ministério da Agricultura, ambientalistas e associações de saúde pública defendem o PL 6670/2016, que cria a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA).

A batalha também chegou recentemente aos tribunais. A 7ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal concedeu, no início de agosto, liminar que suspendia o uso do herbicida glifosato e outros dois produtos no Brasil. A liminar foi derrubada um mês depois de recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) que teve o apoio do Ministério da Agricultura e dos produtores rurais.

Crise no setor cimenteiro

Na semana passada discutimos neste espaço a situação e as perspectivas da tradicional Fábrica de Cimento Nassau (LeiaSaga empresarial do Grupo João Santos entra em colapso). Mas, não é só ela que vive momentos difíceis. As cimenteiras do país vem sofrendo financeiramente com a crise econômica do país, a qual afetou o setor devido ao forte recuo da demanda de cimento na construções de imóveis e em obras de infraestrutura. Com isso, o consumo caiu 26% de 2015 a 2017. E a projeção para este ano é de novo decréscimo, entre 1% e 2%, consolidando quatro anos seguidos de retração na indústria cimenteira.

Sebastião Barbosa, pesquisador aposentado da Embrapa, foi o escolhido (Foto: Correio Braziliense)

Embrapa tem  novo dirigente

Sebastião Barbosa, pesquisador aposentado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), foi oficializado à semana passada pelo Ministério da Agricultura como o novo presidente da estatal.

Apesar de resistências de servidores da Embrapa Algodão, unidade chefiada por Barbosa nos últimos anos, o conselho de administração da estatal resolveu bancar a indicação do pesquisador, o que acabou sendo validado pela Casa Civil nos últimos dias. Segundo o sindicato dos funcionários da Embrapa, Barbosa é um gestor mais “linha dura” que o necessário, em parte por já ter determinado a demissão de servidores.

Ao conselho, quando foi entrevistado para concorrer à presidência, no entanto, Barbosa se defendeu com o argumento de que tem um perfil de cobrar produtividade e eficiência de suas equipes. Por outro lado, a Embrapa, entidade que representa os produtores de algodão do país, não se opôs à escolha e fez boas recomendações ao conselho.

Ao todo, o processo de seleção da Embrapa teve 16 candidatos, entre pesquisadores, servidores aposentados e pessoas de fora da empresa, como o caso do ex-ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes, e Xico Graziano, ex-deputado federal e que assumiu cargos em governos do PSDB. “A sucessão não deverá alterar o processo de revisão estrutural e funcional da Embrapa, iniciado em 2015, uma vez que é conduzido por toda a diretoria executiva e não apenas pelo presidente”, disse o Ministério da Agricultura em comunicado divulgado hoje.

Barbosa assumirá a Embrapa em meio a um dos maiores desafios recentes da estatal, que passa por uma grande reestruturação administrativa e financeira e é alvo de críticas internas e do agronegócio que pedem um maior protagonismo e a modernização da empresa.

Estrada do melão

Não é verdade que o governo do RN (dois últimos) construíram a Estrada do Melão que liga a RN Tibau – Mossoró até a BR 304 e depois segue até a BR 437 (Estrada do Cajueiro), passando pelos assentamentos da Maisa e pela maioria das comunidades rurais do município de Baraúna. Até o momento somente estão pavimentados os 17 km feitos pelos Governo de Wilma de Faria.

O atual governo apenas colocou uma fina camada de pó de brita numa extensão de 4 km ligando a BR-304 ao assentamento Apodi. O projeto da Estrada do Melão contempla 72 km e foi projetado pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER/RN) a partir de reivindicação do setor produtivo capitaneado pelo Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX), a partir de 2005. Portanto, já se passaram 13 anos para que o RN construa a tão discutida Estrada do Melão.

Situação fiscal dos Estados

Os governadores que assumirem os Estados no ano que vem encontrarão receitas ainda em recuperação, mas distantes, em termos reais, dos níveis anteriores, de 2012 a 2014. Para agravar a situação, os governadores ainda enfrentarão um quadro de persistente desigualdade entre os Estados na distribuição de receitas disponíveis por habitante.

A receita disponível média dos governos estaduais por habitante foi de R$ 2.636 em 2017, o que significa ligeira melhora em relação ao ano anterior, quando o valor foi de R$ 2.607. Em 2016 os Estados tiveram a menor receita média disponível desde 2010, quando o valor foi de R$ 2.599 por habitante.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Categoria(s): Artigo
domingo - 05/08/2018 - 12:38h
História

Mossoró volta a ter dois nomes a vice em disputa por governo

Há 16 anos, Carlos Augusto e Laíre Rosado fizeram parte de chapas derrotadas por Wilma de Faria

A campanha estadual deste ano no Rio Grande do Norte traz uma novidade que não ocorria há vários pleitos.

Outra vez, duas chapas ao Governo do Estado trazem nomes a vice oriundos de Mossoró. Ocorrera em 2002, ou seja, há 16 anos.

Em 2018, Carlos Eduardo Alves (PDT) tem como vice o filho da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), Kadu Ciarlini (PP).

Wilma, cabeça de chapa, venceu dois adversários que tinham conterrâneos como vice (Foto: arquivo)

O governador Robinson Faria (PSD) importou o empresário e ex-candidato a prefeito Tião Couto (PR).

Em 2002 foi assim

– Fernando Freire (PPB), governador, contou com deputado federal Laíre Rosado (PMDB) como vice. Obtiveram 404.865 votos (30,89%).

– O senador Fernando Bezerra (PTB) teve a companhia do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL). Somaram 261.225 votos (19,93%).

A chapa vencedora tinha uma mossoroense na cabeça: Wilma de Faria (PSB). O seu vice foi o deputado estadual Antônio Jácome (PSB), paraibano de Sousa.

Venceram com 492.756 votos (37,59%) no primeiro turno, indo para o segundo turno contra Fernando Freire-Carlos Augusto.

Segundo Turno

A chapa Wilma de Faria-Antônio Jácome empalmou 820.541 (61,05%) e a perdedora com Fernando Freire e Laíre Rosado não passou de 523.614 (38,95%).

“Eu vou vencer as eleições. Meus adversários são muito fracos”, previu Wilma de Faria em fase preliminar da campanha daquele ano, quando chegava para evento na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró, em interlocução com o empresário Genivan Batista.

Acertou em cheio.

Em 2006 ela obteve reeleição, tendo o deputado federal Iberê Ferreira (PSB) como vice.

Mas aí já é outra história.

Depois a gente conta.

Leia também: A “maldição” de ter vice de Mossoró (15 de junho de 2010). Nessa postagem, há mais de oito anos, traçamos um histórico de vice de Mossoró, que vem desde os anos 50, pós-regime do Estado Novo no país.

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sábado - 21/07/2018 - 16:26h
Ibope/TN

Robinson é o pior governador do RN; Wilma é a melhor

Wilma: aprovação (Foto: arquivo)

A pesquisa do Ibope/Tribuna do Norte, divulgada neste sábado (21), além de sondar pensamento do eleitor sobre disputas ao Governo e Senado e também avaliação administrativa da atual gestão estadual, identificou qual o melhor governador e o pior desde 1987.

Veja os resultados abaixo:

Melhor governador:

Wilma de Faria – 30%

Garibaldi Filho – 20%

José Agripino – 17%

Geraldo Melo – 11%

Rosalba Ciarlini – 6%

Robinson Faria – 2%

Nenhum -5%

Não sabe – 8%

Pior governador:

Robinson Faria – 42%

Rosalba Ciarlini – 22%

Geraldo Melo – 7%

Wilma de Faria – 5%

Garibaldi Filho – 4%

José Agripino – 4%

Nenhum/não sabe – 16%

A pesquisa do Ibope foi encomendada pelo jornal Tribuna do Norte, com registro na Justiça Eleitoral sob os números RN-03429/2018 (TRE) e BR-07949/2018 (TSE).

Foi realizada entre os dias 14 e 17 de julho, ouvindo 812 eleitores.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 25/06/2018 - 12:50h
COLUNA DO HERZOG

Salvação do RN não aparece no vazio de sua pré-campanha

Por Carlos Santos

Nenhum pré-candidato ao governo do RN tem qualquer esboço de plano de governo à mão. As evasivas vão desde clichês retóricos à fuga física de entrevistas, em que possam ser cobrados. A prioridade é falar de pessoas, em vez de ideias.

Ninguém espere que esse cenário mude, seja alterado, com a elevação de debate (que não existe nessa pré-campanha). Daí, para pior.

A crise vivida pelo Rio Grande do Norte tem explicações diversas, que se intercalam, mas a principal é a incapacidade de nossa classe política em tratar a gestão pública como prioridade e com eficiência.

Nessa fase da disputa, a pré-campanha, o mais interessante é produzir críticas ou acusações – caso do governador Robinson Faria (PSD) e ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT).

Já a senadora Fátima Bezerra (PT) evita se desgastar com qualquer pronunciamento ou posicionamento. Opta por mexer apenas com questões nacionais e do interesse partidário.

O vice-governador dissidente Fábio Dantas (PSB) segue cada dia mais atrofiado, mas já se arriscou a promessas mirabolantes, como acabar com déficit previdenciário de uma canetada e defender o fim das oligarquias (ele, integrante de uma delas).

Bate desânimo. Não é pessimismo, mas retrato de observações de fácil percepção. Estamos ferrados.

PRIMEIRA PÁGINA

O “não voto” se confirma mais uma vez – O segundo turno das eleições suplementares ao Governo do Estado do Tocantins ratificou o que parece ser mesmo uma tendência capaz de alcançar seu ápice nas eleições gerais de outubro próximo no país. O “não voto”, soma de votos nulo-branco com abstenções, atingiu 527.868 votos (51,84%). Mauro Carlesse (PHS), governador interino que foi eleito, e Vicentinho Alves (PR), seu adversário, receberam 490.461 votos (48,16%) do eleitorado tocantinense (veja AQUI). Estavam aptas a votar na eleição do Tocantins 1.018.329 pessoas. No primeiro turno, a revolta popular com políticos, partidos e a política já tinha sido expressiva. Leia o que esta página tem antecipado há tempos: Eleitor diz no Tocantins o que está “guardado” para outubro.

Aliança entre PT e PR não tem apoio de Tião e Jorge – O diálogo aberto entre PT e PR com vistas à campanha deste ano no estado não deve prosperar. Pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa pelo PT, os ex-candidatos a prefeito e vice de Mossoró Tião Couto e Jorge do Rosário, respectivamente, não demonstram animação com o enlace. Freiam seu avanço.

Tião e Jorge: veto (Foto: Arquivo)

Estimativa de quociente eleitoral à Câmara Federal precisa ser revista – Refaça suas contas, comece ou recomece a fazê-las a partir de patamares realistas. Em 2014, últimas eleições, o quociente eleitoral à Câmara Federal foi de 197.608 votos. Os campeões de voto foram dois estreantes: Walter Alves (PMDB) – 12,09% (191.064) e Rafael Motta (PROS, hoje no PSB) – 11,15% (176.239). Fábio Faria (PSD) – 10,53% (166.427) – obteve Reeleição. Salve o surgimento de algum fenômeno ou deslocamento de algum campeão de votos (como os senadores José Agripino-DEM e Garibaldi Filho-MDB) para essa faixa de disputa, o quociente terá boa baixa.

Wilma de Faria atrai atenção em memorial – Vai até o próximo dia 30, de 10 às 22h, no Shopping Midway Mall em Natal a exposição Memorial Wilma de Faria. Começou no último sábado (23), após ter percorrido vários municípios do estado, com várias peças e documentos que mostram a trajetória política da ex-governadora do RN.

Agripino e Jácome podem alterar chapa majoritária – O jornal Tribuna do Norte deste domingo (24) noticiou que o senador e presidente estadual dos Democratas (DEM), José Agripino (DEM), não tentará a reeleição ao Senado Federal. Será mesmo candidato a deputado federal. A decisão será anunciada oficialmente nos próximos dias. Com a decisão de José Agripino, o deputado federal Antônio Jácome (Podemos) seria um dos candidatos ao Senado na coligação PDT, MDB e DEM. A chapa majoritária ficaria Carlos Eduardo (PDT) para o governo, Garibaldi Alves Filho (MDB) e Antônio Jácome (Podemos) para o Senado. E mais, o deputado Felipe Maia (DEM) ficaria fora das eleições de 2018, abrindo espaço para a médica Carla Dickson (PROS), vereadora em Natal e esposa do deputado estadual Albert Dickson (PROS), concorrer a uma vaga na Câmara Federal. Assim, Carla iria em busca de conquistar as bases de Antônio Jácome no segmento evangélico. (Do Blog da Chris).

Antônio Jácome quer surpreender como no passado – O atual deputado federal Antônio Jácome (Podemos) pode ser apresentado como nome ao Senado, na chapa a ser encabeçada pelo pré-candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT). Em 2002, ele foi o vice de Wilma de Faria (PSB), uma chapa vista como fragil, mas TB, mas terminou eleito ao lado dela ao governo estadual. Nesse momento, o cenário é outro e com outros objetivos, como garantir reeleição do filho Jacó Jácome (PSD) à Assembleia Legislativa. Jácome tem a corrida à Câmara Federal comprometida pela concorrência de Carla Dickson (PROS) na faixa dos evangèlicos, além de outros fatores.

EM PAUTA

Carlos Cavalcante – Âncora do Cidade em Debate na Rádio Difusora de Mossoró, o radialista Carlos Cavalcante vai estrear programa com mesmo nome no próximo dia 2 (segunda-feira), às 18h, na TV Cidade Oeste (sistema cabo Brisanet), Canal 172. Sucesso.

Literatura – O XVI Seminário Literário do Colégio Mater Christi (Mossoró) será lançado no próximo dia 30, com cortejo literário saindo às 8h da Praça dos Esportes em direção ao Mater Christi. Já no período de 02 a 06 de julho de 2018, haverá apresentações elaboradas pelos alunos por turmas no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

Zenóbio: foco poético (Foto: Web)

O livro de Zenóbio – “Verbo Sertanejo” é o título do livro do jornalista e cinegrafista Zenóbio Oliveira, o “Zenóbio das Aguilhadas”, a ser lançado no mês de agosto próximo. O prefácio será do jornalista Sérgio Farias, com diagramação do poeta e jornalista Caio César Muniz. O livro contém sonetos, cordéis e outros estilos poéticos. As vendas estão sendo antecipadas. Quem desejar garantir o exemplar basta depositar a quantia de 30 reais nas seguintes contas: Caixa Econômica Federal, Agência – 0560, Operação – 013, Conta poupança – 00068949-9. Banco do Brasil, Agência – 3526-2, Conta Poupança – 36.732-X, Variação – 051. As duas em nome de Zenóbio Francisco de Sousa Oliveira.

Religiosidade sertaneja – O presidente do Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará (GECC), pesquisador Ângelo Osmiro Barreto, convidou o professor Benedito Vasconcelos Mendes para fazer uma palestra sobre “Religiosidade Sertaneja”, no próximo dia 5 de julho (quinta-feira ), na reunião mensal do GECC, que se realizará no apartamento do professor-doutor e renomado cientista brasileiro, Melquíades Pinto Paiva, em Fortaleza.

Programa na TV – O jornalista Saulo Vale é nome cogitado para compor programa jornalístico na TV Terra do Sal (Canal 14 aberto e 173 na Brisanet), em Mossoró.

Frete e sal – O setor salineiro do Rio Grande do Norte e, em especial da região de Mossoró, está asfixiado com o impasse quanto ao frete rodoviário, desde a paralisação nacional dos caminhoneiros. O escoamento da produção está seriamento comprometido. Queda de mais de 50% no fluxo do produto para os centros de consumo, pela via rodoviária.

SÓ PRA CONTRARIAR

Não existe impossível na política, mas o improvável.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Acontece nessa terça-feira(26), a missa de um ano pela morte do professor e engenheiro José Henriques Bittencourt, na Igreja de São Camilo de Lellis, às 19h, bairro de Lago Nova em Natal. Ele foi um dos fundadores da Escola de Engenharia em Natal e membro-fundador da Academia Norte-Riograndense de Ciências do Rio Grande do Norte, da qual foi presidente.

Obrigado à leitura do Nosso BlogJosé Antônio Nunes (Pau dos Ferros), Raimundo Nonato Sobrinho, o “Cinquentinha” (Mossoró) e Vagner Araújo (Natal).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (18/06) clicando AQUI.

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Categoria(s): Coluna do Herzog
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segunda-feira - 04/06/2018 - 07:48h
Amanhã

Memorial Wilma de Faria será apresentado em Mossoró

Será nessa terça-feira (5) em Mossoró, às 18h30, a abertura do Projeto “Memorial Itinerante Wilma de Faria: A história da guerreira”.

Memorial passou por Caicó também (Foto: divulgação)

Acontecerá no Memorial da Resistência, na Avenida Rio Branco, centro da cidade. Entre os dias 6 e 7, respectivamente, quarta e quinta, a exposição seguirá com visitação gratuita das 8h às 18h.

A iniciativa é de familiares, amigos e ex-colaboradores da ex-governadora.

A exposição já passou pelas cidades de Caicó, São Paulo do Potengi, Macaíba, Pau dos Ferros, Macau, João Câmara e Assu.

Fotos, textos, comendas, placas, roupas e outros artigos pessoais desfiam a trajetória de Wilma da juventude à condição de primeira mulher a ocupar o posto de governadora do estado.

Mossoroense, Wilma faleceu em 15 de junho do ano passado, em Natal, aos 72 anos.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 26/03/2018 - 10:30h
COLUNA DO HERZOG

A segunda chance de Carlos Eduardo Alves

Por Carlos Santos

Em 1994, a então ex-prefeita do Natal Wilma de Faria (PSB) enfrentou pela primeira vez a disputa ao Governo do RN numa faixa própria, fora da proteção e sobrenome Maia (ela, uma ex-Maia, ex-esposa do ex-governador Lavoisier Maia).

Ficou em quarto lugar com seu vice Binha Torres (PSB). Para ser mais preciso, em última colocação, com apenas 35.591 votos (3,83%).

A chapa Garibaldi Filho (PMDB)-Fernando Freire (PPR) levou a melhor na eleição, totalizando 489.765 votos (52,67%). Deixou a chapa Lavoisier Maia (PDT)-Rosalba Ciarlini (PFL) na segunda colocação, com 359.870 votos (38,70%).

Carlos e Wilma tiveram parceria política e história pode se repetir (ou não) ao governo (Foto: autoria não identificada)

A chapa em terceiro lugar foi Fernando Mineiro (PT)-José Bezerra (PT) com 44.596 (4,80%).

Mas a vida e a política dão muitas voltas.

Eleita prefeita natalense pela segunda vez em 1996 e reeleita em 2000, Wilma de Faria “armou-se” para retomar o sonho de chegar ao governo do estado. Deixou o segundo mandato para o vice Carlos Eduardo Alves (PMDB) em 2002 e tornou-se governadora eleita no mesmo ano, reelegendo-se em 2006.

Agora, a história pode se repetir ou não em relação a Carlos Eduardo Alves (PDT), atual prefeito de Natal e seu ex-vice. Ele foi candidato ao governo em 2010 ao lado do seu atual vice-prefeito Álvaro Dias, ambos na legenda do pedetismo, empalmando 160.828 (10,37%).

Ficaram em terceiro lugar.

A chapa vencedora Rosalba Ciarlini (PFL)-Robinson Faria (PMN) somou com 813.813 votos (52,46%), logo no primeiro turno. Em segundo lugar ficou Iberê Ferreira (PSB)-Vagner Araújo (PSB) com 562.256 votos (36,25%).

Se realmente deixar a Prefeitura do Natal para concorrer ao governo, Carlos Eduardo Alves terá sua segunda chance de ser governador – assim como ocorreu com Wilma. A sorte está lançada.

PRIMEIRA PÁGINA

Estado poderá ter duas eleições ao governo –  O estado do Tocantins marcha para ter duas eleições a governador e vice este ano. O absurdo decorre da cassação do governador Marcelo Miranda  (MDB) e a vice Cláudia Lélis (PV), dia 22 último, por abuso de poder econômico. Talvez em 90 dias o pleito para escolha de governantes-tampão seja realizado. Depois, em outubro, outra eleição. Essa bagunça só poderia acontecer num país como o Brasil.

Álvaro e filho: campeão de votos? (Foto: Web)

Álvaro cuida da campanha do filho à AL – O vice-prefeito do Natal, Álvaro Dias (MDB), se prepara para ocupar a cadeira de titular da municipalidade, com a iminente desincompatibilização do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT). Mas paralelamente esquadrinha campanha à Assembleia Legislativa. Quer seu filho e delegado da Polícia Civil, Adjuto Neto, lá nos próximos quatro anos. Se possível, como campeão de votos.

Rosalbismo mantém cargos no governo Robinson – O grupo da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini e seu partido, o PP, seguem compondo o governo Robinson Faria (PSD). E não se revelam disposto a entregar os vários cargos que possuem na gestão do “adversário”. O mais proeminente dos postos é o da professora Isaura Amélia Rosado, cunhada da prefeita, que segue na presidência da Fundação José Augusto (FJA), apesar de ter apresentado pedido de exoneração no dia 7 deste mês. Mas até aqui, de lá não saiu. Ah, tá! Entendi.

Protagonistas de 2014 estão sem peso algum agora – Dois nomes que disputaram as eleições presidenciais em 2014 estão sem importância alguma no processo presidencial deste ano: Dilma Rousseff (PT), em sua insignificância; Aécio Neves (PSDB), que estranhamente ainda está com mandato de senador e solto.

Secretário sairá de governo para ser candidato –  Esta semana deverá ser a última do ex-prefeito assuense Ivan Júnior como titular da pasta de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado. Vai deixar cargo para acelerar trabalho à disputa de vaga à Assembleia Legislativa, pelo partido do governador, o PSD.

Chapa ao Governo do Estado do RN está presa – Em 2002, o então governador Fernando Freire (PP) e o deputado federal Laíre Rosado (PMDB) foram candidatos ao governo do Rio Grande do Norte, pelo bloco governista. Não obtiveram vitória. Hoje, ambos estão presos. Freire desde 2015, devido o denominado “Escândalo dos Gafanhotos” (desvio de recursos públicos com uso de folha de pessoal falsa). Já Laíre, preso na última quinta-feira (22), em decisão relativa à “Máfia dos Sanguessugas” (desvio de recursos públicos através de emendas à Saúde). A roda da vida segue girando, girando…

Pré-candidatos apostam em propaganda subliminar – Pelo menos dois pré-candidatos a cargos eletivos no RN este ano têm apostado na propaganda subliminar de suas empresas, para maior exposição pública: Jorge do Rosário (PR), ex-candidato a vice-prefeito de Mossoró, que concorrerá à Assembleia Legislativa, e Luiz Roberto Barcelos, que pretende ser candidato ao Senado. O primeiro, é comandante-em-chefe da Repav Construtora; o outro, executivo da Agrícola Famosa.

A eminência parda do projeto Zenaide Maia – Cabe ao ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante Jaime Calado a primeira e última palavra no projeto Zenaide Maia (PHS) senadora. É a eminência parda do próprio grupo, que em muito se parece com Carlos Augusto Rosado, marido da atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP). Os sonhos também têm semelhanças com os conquistados pelo casal mossoroense: primeiro, Senado; depois, governo.

Jaime e Zenaide: Senado agora; depois, governo (Foto: Web)

Paraibanas disputarão governo e Senado no RN – A senadora Fátima Bezerra (PT), nascida em Nova Palmeira (PB), vai concorrer ao Governo do Estado do RN este ano. Outra paraibana que vai disputar cargo majoritário no RN é a médica e atual deputada federal Zenaide Maia (PHS). Nascida em Brejo do Cruz (PB), ela vai concorrer a uma das duas vagas ao Senado.

Flávio Rocha e um caminho à direita – O CEO do Grupo Riachuelo, Flávio Rocha, vai ficar nos cargos que ocupa na companhia até o dia 26 de abril. Será mesmo candidato à presidência do país, faltando escolher uma sigla. Ele já teve dois mandatos de deputado federal pelo RN, ensaiou o primeiro voo presidencial em 1994 com a proposta do “imposto único”, mas não avançou. Agora, sustenta discurso em defesa do “estado mínimo” e aposta na “livre iniciativa” para alavancar candidatura no campo ideológico da direita. Veremos.

Alves e Maias têm como certo um apoio quase perdido – Inclinada a apoiar a chapa ao governo a ser encabeçada pela senadora Fátima Bezerra (PT), a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu grupo tendem a ficar mesmo com Alves e Maias na campanha 2018. Um delicado problema transposto à semana passada, que contou com intervenção Alves-Maias, ajudou no convencimento. Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

Robinson Faria procura um vice para chamar de seu – Quem quer, quem quer? O governador Robinson Faria (PSD) corre para fechar aliança interpartidária e alguém para ocupar lugar de vice, no projeto de reeleição que está em andamento. Duas tarefas difíceis nesse momento.

EM PAUTA

TV Terra do Sal – A mais nova emissora de televisão sediada em Mossoró, a Terra do Sal (Canal 173, Brisanet), passa por profundas mudanças e deverá ter pesado investimento para amplificar seu alcance, inclusive com canal aberto e instalação de estúdio em endereço excepcional na cidade. Depois conto detalhes.

César – O ator mossoroense César Ferrário, filho da professora Vânia Leite e Luiz Aquino (já falecido), é destaque em edição do fim de semana do jornal Tribuna do Norte. De volta a Natal após concluir ciclo do seu personagem “Rato”, na novela global “O outro lado do paraíso”, ele fala sobre o hábito de esquadrinhar a cidade em que vive e onde chegou aos 13 anos de idade. Veja AQUI.

César Ferrário é mossoroense e há pouco concluiu trabalho na novela "O outro lado do paraíso" (Foto: TN)

Jornalistas – Dois jornalistas mossoroenses serão homenageados pela Assembleia Legislativa, em face da passagem do Dia do Jornalista. Aplausos para Saulo Vale e Emery Costa, novíssima geração e nosso decano. Estamos bem representados. Evento será às 9 horas do dia 6 de abril. Parabéns a todos os homenageados.

Economia – A rede Hiper Queiroz de supermercados (originária de Mossoró) abriu as portas da sua 27º loja, inaugurada na manhã de quinta-feira (22). Instalou-se em Patos na Paraíba, região de economia crescente na Paraíba. Paralelamente, o principal executivo do grupo, Jair Queiroz, comenta com o Blog Carlos Santos sua preocupação com os destinos de Mossoró, sem reagir a um sério processo de estagnação econômica.

Memes – O jornalista Jacson Damasceno, figura que tirando todos os defeitos é gente boa, criou a página “Memes Potiguares” na rede social Instagram – que ele define como “Página de humor de gosto duvidoso, sobre temas genuinamente potiguares”. Conheça-a neste endereço: //www.instagram.com/memespotiguares/.

Jacson: memes da vida real (Foto: Web)

Flávio José – O Cândidus Restaurante terá o ótimo Flávio José no sábado (14 de abril) para nos ofertar uma lista de sucessos. Forró, xote, baião. Música nordestina da melhor qualidade. Agende-se.

Palco Giratório – O 21º Palco Giratório vai começar a circular no Rio Grande do Norte em abril com o espetáculo Clake, do Circo Amarillo (SP). A peça será apresentada em Natal (no dia 1º), São Paulo do Potengi (dia 3), Nova Cruz (dia 4), Caicó (dia 5) e Mossoró (dia 8), esta precedida pela apresentação do grupo local Esquetes Circenses de Mossoró (dia 6). A programação é gratuita e realizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc RN), instituição do Sistema Fecomércio. Veja detalhes clicando AQUI.

FNF – A Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) faz uma experiência com transmissão de jogos por canal na rede social Youtube, iniciativa bastante interessante à divulgação de clubes e marcas potiguares. A jornada inovadora foi conduzida pela equipe da TV Cabo Mossoró (TCM), de Mossoró, composta pelo narrador Fábio Oliveira, o comentarista Marcos Santos e o repórter João Carlos Brito no jogo Potiguar 1 x 2 Globo, dia 17 de março. Veja AQUI íntegra de outro jogo, Santa Cruz 2 x 2 Potiguar.

SÓ PRA CONTRARIAR

Não confundir política cultural com incultura política, por favor.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Todos os vivas do mundo para Zezinho Barbosa, um dos bons exemplos da política de inclusão da Universidade do Estado do RN (UERN). Ele estuda Administração e é um dos destaques desse trabalho diferenciado e relevante. Bom demais.

As chuvas voltaram ao sertão nesse último final de semana. Alvissareiras, avisaram que o inverno não se foi. Tá chegando.

Obrigado à leitura do Nosso BlogPaulo Procópio (Natal), Etelânio Figueiredo (Pau dos Ferros) e Ubiranilson Fernandes (Mossoró).

Veja a Coluna do Herzog do domingo (19/03) passado, clicando AQUI.

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Categoria(s): Coluna do Herzog
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