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Rosalba ‘passa melada’ em médicos, cooperativas e Justiça

Do Mossoró Hoje

A prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), de Mossoró, enganou a Justiça Federal do  RN (JFRN) e dezenas de médicos. No dia 4 de novembro passado a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 3.604,465,42 para pagar os valores em atraso devido aos profissionais da medicina, através de cooperativas.

Prefeita é reincidente contumaz em assumir compromissos e não cumprir, mesmo na Justiça (Foto: redes sociais)

A municipalidade pediu a JFRN para pagar 50% do valor bloqueado, assumindo compromisso em juízo – com aquiescência dos credores – que pagaria o restante no dia 15 de dezembro.

De boa-fé, judiciário e médicos avalizaram o acordo.

Entretanto a prefeita não pagou os outros 50%, conforme prometeu.

Os médicos das cooperativas NGO, NEo e CAM estão indignados. Quando a ação foi protocolada pelos interventores do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), onde elas atuam, os médicos já estavam sem receber há mais de três meses.

Agora há débito também dos meses de outubro e novembro e em breve também o mês de dezembro, se não houver saneamento de toda a dívida.

Nota do Blog Carlos Santos – Em nosso sertão bravio, entre crianças peraltas que estavam longe da era dos smartphones e tablets, esse comportamento era tratado como um movimento corporal lúdico, de destreza, em que alguém com habilidade de contorcionista se livrava de  concorrentes e adversários nas brincadeiras inocentes. Numa analogia, podemos afirmar que a prefeita “passou melada” em médicos e Justiça.

Isso, nos tempos remotos da criançada, era motivo de muitas gargalhadas e galhofas. O mesmo deve estar ocorrendo agora, sob espocar de champanhe. Feliz Ano Novo!

Os números da palavra não cumprida

R$ 584.196,95 – Cooperativa de Anestesiologia de Mossoró (CAM) – meses de julho, agosto e setembro, além de parcelamento de atrasados;

R$ 1.232,422,87 – Neo Clínica – Meses de julho, agosto e setembro;

R$ 769.300,00 – Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia de Mossoró (NGO) – meses de julho, agosto e setembro.

Leia também: Cacoete da mitomania marca Rosalba à porta de eleição

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Prefeitura tenta explicar falta de pagamentos e é desmentida

A Prefeitura Municipal de Mossoró, gestão Rosalba Ciarlini (PP), emitiu Nota sobre bloqueio de contas e atraso no pagamento a cooperativas médicas, através do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Mas a própria Junta de Intervenção do HMAC reagiu de pronto, desmentindo-a ponto a ponto.

Rosalba teve todas as informações desmentidas por Larizza (Fotos: Web)

Veja abaixo as duas notas divulgadas entre final da tarde início da noite de hoje (sexta-feira, 09):

Nota da PMM

A Prefeitura de Mossoró informa que está providenciando os repasses às cooperativas prestadoras de serviço da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM).

Em 2018, o Município já pagou o montante de R$ 2 milhões.

O Município ressalta que os repasses SUS, encaminhados pelo Governo Federal em favor da unidade, estão regularizados.

A produção do mês de setembro foi enviada pelo hospital na última segunda-feira (05) à Secretaria de Saúde e segue todos os trâmites legais para liberação financeira.

É importante ressaltar que o valor pago pela Prefeitura é superior a tabela SUS. Mesmo com as dificuldades financeiras, a Prefeitura vem se esforçando desde o início desta gestão para honrar o pagamento de todos os contratos firmados.

Nota de Esclarecimento (Junta Interventora do HMAC)

A Junta de Intervenção Judicial que administra a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) esclarece:

Em 2018, não houve nenhum pagamento da Prefeitura de Mossoró às cooperativas médicas que prestam serviços ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) por via administrativa. Todos os valores devidos pelos serviços prestados foram pagos mediantes bloqueios judiciais, diferente do que informa a Nota divulgada pela Assessoria da Prefeitura de Mossoró-RN.

Ao contrário do que informa a Nota da Prefeitura, os valores fixos enviados pelo SUS para o Hospital Maternidade Almeida Castro, em outubro, ainda não foram repassados, assim como não foram repassados os recursos referentes à produção de setembro de 2018.

Também não é verdade que a Prefeitura de Mossoró está repassando valores superiores a Tabela SUS (Sistema Único de Saúde) à Maternidade Almeida Castro.

“Tudo é preconizado pela tabela SUS”, ressalta a coordenadora da intervenção Larizza Queiroz.

Apesar dos bloqueios contínuos (15 em 2017 e 8 em 2018), a Prefeitura de Mossoró negligencia até o acordo com as cooperativas firmado no inicio de 2017 na Justiça Federal.

Neste caso, a Prefeitura parcelou em 15 meses o valor devido e não está pagando. Mesmo diante do fato da Prefeitura de Mossoró não efetuar o pagamento via administrativa, os médicos não paralisaram os serviços nas unidades de UTI Neonatal, Acolhimento, Alojamento Conjunto e Centro de Obstetrícia do Hospital Maternidade Almeida Castro, por acreditarem no compromisso firmado com a Justiça Federal de Mossoró-RN.

Leia também: Justiça volta a bloquear contas para pagamento de médicos;

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“Conduta do município fulmina dignidade da pessoa humana”

“A conduta do município fulmina a dignidade de qualquer pessoa humana”.

A frase foi construída pelo juiz da 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró, Lauro Henrique Lobo Bandeira, em seu despacho que determinou bloqueio de recursos da Prefeitura Municipal de Mossoró, para pagamento a médicos e Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

O magistrado assinou despacho que determinou o bloqueio imediato de R$ 3.419.046,92 nas contas da Prefeitura Municipal de Mossoró (veja AQUI).

Censurou a gestão Rosalba Ciarlini (PP) por segurar recursos federais, quando deveria repassá-los ao HMAC e médicos.

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