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Fora, noiados!

Mensagem está na parede de um muro próximo ao Museu Municipal Foto: cedida ao BCS)
Mensagem está na parede de um muro próximo ao Museu Municipal Foto: cedida ao BCS)

Num muro próximo ao Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia, Centro de Mossoró, a mensagem é clara:

– Fora, noiados!

Não se sabe de onde partiu o recado. Porém, com certeza, tem amparo dos escassos moradores e vários endereços comerciais e de serviço, na área, que vivem sob o terror de incontáveis ‘zumbis’ entupidos de crack.

Vários camuflam simulacros de armas brancas, como identificado em algumas batidas policiais.

São regulares o assédio a transeuntes, arrombamentos de prédios e outros problemas na região.

Poder público, faça alguma coisa!

Pelo visto, a paciência de muita gente está próxima do limite.

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“K9” é a mais nova e devastadora ameaça do mundo das drogas

depressão, angústia, psiquiatria, cabeça -2Mossoró já conhece e começa a conviver com a droga K9. É uma das mais mortais da atualidade e pode causar danos irreversíveis ao cérebro e ao coração.

É uma mistura de compostos quimicamente artificiais com efeitos devastadores e bem superiores à cocaína, à heroína ou ao popularesco crack.

Se você acha que chegamos ao teto dos horrores com essa manada de zumbis consumidores do crack se arrastando por aí, saiba que esse cenário é trailer de coisa muito pior.

“A pessoa [pode] ficar extremamente agressiva, ansiosa, ficar com alteração da percepção do tempo e espaço, uma confusão mental. Tem alucinações que podem ser auditivas, mas podem ser também visuais, pode ter paranoia e síndrome do pânico. Ela pode levar o indivíduo rapidamente à morte”, narra um especialista, em depoimento ao G1 SP.

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“Aqui em Mossoró, uma viciada em crack experimentou e passou várias horas sob seu efeito. Ela mesmo ficou tão apavorada, após retornar da experiência, que falou estar com medo de voltar a utilizar a K9,” comenta um especialista da área de saúde, em conversa com o Blog Carlos Santos.

A nova ameaça que nos ronda

Editoria de Arte de O Tempo
Editoria de Arte de O Tempo

Mossoró está na rota das chamadas drogas K e seus efeitos no cérebro humano podem ser piores do que o devastador crack.

Quanto você pensava que a humanidade já tinha chegado ao subsolo do fundo do poço, parece que conseguiram se superar.

Essas bombas sintéticas produzidas em laboratório podem ser o próximo grande problema do sistema público de saúde e das famílias.

Terrível o que temos colhido e temos lido sobre esse flagelo, em especial a K9.

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Contingente de moradores de rua só faz crescer

Setor público, entidades sociais e a própria sociedade mossoroense precisam se preocupar com o crescimento continuado, nos últimos anos, de moradores de rua na cidade.

Estima-se que exista um contingente da ordem de 400 pessoas ou mais que vivem nas ruas, praças e outros logradouros urbanos.

Em boa parcela, é uma gente sem nenhuma perspectiva de futuro, consumida principalmente pela droga – o crack, diga-se.

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Secretário e governador conhecerão experiência contra crack

Na quarta-feira (22) o Secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, acompanha comitiva do Governador do Estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), em visita ao Ceará para conhecer a experiência exitosa deste estado no combate ao uso de drogas.

A ação faz parte de uma estratégia de articulação de diversas secretarias estaduais em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e o Ministério Público do RN, dentro do projeto institucional “Transformando Destinos”.

A Promotora Iara Pinheiro explicou que o projeto já foi apresentado ao governador Robinson Faria, que demonstrou interesse em que o estado seja um articulador e apoiador dos municípios nas ações de combate ao uso de drogas, em parceria com o Ministério Público.

Cooperação

A previsão é que sejam trabalhados inicialmente os municípios de Natal, Parnamirim e Mossoró, que são os que aderiram ao programa do Governo Federal “Crack, é possível vencer”.

Além da visita ao Ceará, uma agenda em torno do tema já foi elaborada, incluindo, no dia 24 de abril, uma reunião entre as secretarias estaduais e representantes da Senad. E, nos dias 7 e 8 de maio, um evento para os promotores de Justiça, que contará com a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica entre o Governo do Estado e o MP no intuito de fortalecer as políticas públicas e ações voltadas ao enfrentamento das drogas.

Para o Secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, “o uso de drogas é um problema que está nas nossas vistas e que precisa ser encarado. É importante que nós possamos absorver e aproveitar a expertise do Ceará para usar o modelo em nosso estado e interromper esse processo”, disse.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Estado.

 

Ditadura do ter, a endemia do crack e a força da impunidade

Realidade atual da violência urbana brasileira: muitos bandidos têm carteira assinada; alguns são oriundos da classe média.

Entre vários presos pela polícia de Mossoró, nos últimos tempos, temos muitos “trabalhadores”. Desemprego não rima tanto com crime como antes.

Números mostram que recuo nos índices de probreza não puxou para baixo a violência, como muitos sociólogos e outros estudiosos pregavam.

Aquele discurso de que o crime prospera devido a pobreza, é parcialmente correto, mas não necessariamente justificador do que estamos testemunhando.

Parece com o falso lugar-comum que tenta encontrar razões para a escalada da prostituição. Seu crescimento não pode ser romanceado, se arguindo que a maioria das mulheres de “vida livre” trabalha à garantia do sustento de filhos e pais.

Num passeio por lojas elegantes e butiques caras, as meninas provam que suas aspirações e objetivos são outros. Longe de necessidades primárias, boa parcela usa o corpo para viver um padrão que a labor de sol a sol difilmente permitiria.

Atentemos para outra faceta da criminalidade: além de roubar, os marginais contemporâneos gostam de humilhar suas vítimas, a ponto de inverterem papeis. O comum é tratarem as pessoas abordadas por “vagabundo (a)” etc.

Nessa trilha, um ingrediente explosivo à amplificação das estatística é o crack. Alastra-se como fogo em mato seco e há muito deixou de ser um problema de política, tão-somente: é caso de segurança nacional, de saúde pública.

O mapa da violência consome o Brasil de Norte a Sul, das grandes às pequenas cidades.

Desesperada, a população rosna e muitos cobram mudança na maioridade penal, para que menores infratores possam ser tratados sem distinção em relação ao adulto marginal.

Os mais exaltados pregam a pena de morte, oficializada pelo Estado.

Outros defendem e torcem pela execução pura e simples nas ruas, de quem estaria infrindo nossos códigos de boa conduta social.

Bote nessa caldeirada a questão da impunidade, além do sistema prisional que não reforma nem ressocializa (ou socializa) ninguém.

A própria família, da classe alta à base da pirâmide, não tem o mesmo peso e papel que cumpria até bem poucas décadas, em face da necessidade de sobrevivência e “igualdade”, que leva pai e mãe à labuta, deixando os filhos sem retaguarda.

Temos uma massa considerável de analfabetos, analfabetos funcionais, além de analfabetos políticos (algo pior). Esses milhões de brasileiros, em sua ignorância, contribuem para tamanho desalento, com números de uma disfarçada guerra civil.

Não podemos desprezar na análise dessa barbárie moderna, a própria sociedade capitalista que temos hoje, empurrando os mais jovens à busca desenfreada pelo “ter”, o status e o consumismo nem sempre possível dentro da lei.

A população carcerária brasileira em sua grande maioria é de jovens entre 18 e 29 anos, o que corresponde a cerca de 63% dos ocupantes de nossos presídios.

O aparelho policial tem-se mostrado ineficiente, sem a prioridade devida. Veja o exemplo do Rio Grande do Norte, que possui déficit enorme de pessoal em suas polícias Civil e Militar, menos veículos nas ruas, além de precariedade de instrumentos científicos e de inteligência.

Estamos encurralados e sem saída?

Ainda não. Mas não temos muito mais tempo para reagir.

Estamos doente, na UTI, com poucas chances de sobrevivência.

Somos vítimas de uma tríade devastadora: a ditadura do ter, a endemia do crack e a força da impunidade. Desse complexo (e seus derivados) nasce essa violência desenfreada.

O sinal está fechado para nós.

A vida que o crack cobra por apenas 3 Reais

“Ontem anestesiei um homem jovem, esfaqueado por causa de uma divida de 3 Reais, por droga. A vida tá perdendo seu valor (…).Assistimos dormentes. O paciente chegou no centro cirúrgico com facadas no tórax e abdome. Usuário de crack. Devia R$ 3 e não tinha como pagar. Foi esfaqueado.”

Depoimento do médico anestesiologista José Mádson Vidal, em seu endereço no Twitter, relatando situação vivida nesse domingo à noite, no Hospital Santa Catarina (Natal).

Os filhos do crack

O crack chegou ao sertão, enveredou pela caatinga, subiu a serra, inoculou-se nos grotões. Pega pobre, classe média, rico; jovens, adultos. Homem, mulher.

Erra feio quem quer rigor policialesco contra o crack. O caso é de saúde pública. A sociedade está doente. Cadeia e peia não resolvem o caos. Estamos diante de uma endemia.

Há alguns anos, em praças, semáforos, portas de lojas ou de bancos, tínhamos mendigos famélicos implorando por trocados. Agora, é uma legião de zumbís – filhos do crack.

Angustiante.