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BBC Brasil mostra epidemia de homicídios que assola Mossoró

Reportagem especial do site BBC News Brasil traça perfil de uma das cidades mais violentas do Brasil: Mossoró. O material foi postado na manhã desta segunda-feira (29). É assinado pelo jornalista Leandro Machado, enviado especial ao município potiguar.

Homicídios cresceram 247% em Mossoró entre 2003 e 2018, diz dados do Observatório da Violência do RN (Foto: Cézar Alves)

As três facções e o ciclo de vinganças por trás da epidemia de homicídios em cidade do Nordeste” é o título da reportagem.

“A violência em Mossoró é uma espécie de símbolo do que aconteceu no Nordeste nos últimos anos. O crescimento econômico e populacional foi acompanhado pela chegada de redes criminosas do Sudeste, como o paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e o carioca Comando Vermelho (CV)”, descreve a reportagem densa e fartamente editada com fotos, números e depoimentos.

Falta de policiamento e impunidade

Uma das referências à consulta da BBC News Brasil sobre o assunto é o jornalista Cézar Alves do portal “Mossoró Hoje”, que “cobre a violência na cidade desde os anos 1990”, assinala. Ele também assina algumas fotos na matéria.

Quem também é ouvido é o coronel da Polícia Militar, Alvibá Gomes, que fala redução do efetivo policial no município, além do promotor público Ítalo Moreira: “Problemas de investigação e, por consequência, a impunidade, são outros fatores que estimulam as vinganças em Mossoró, garante o promotor criminal”.

Segundo o delegado Rafael Gomes Arraes, hoje, a Delegacia de Homicídios de Mossoró (DEHOM), criada em 2012, tem 700 inquéritos sem resolução. “A gente se sente incapaz”, comenta ele.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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Polícia devolve carros irregulares, munição e coletes vencidos

Do Blog de Magnos Alves

Na tarde desta terça-feira (15), agentes da Delegacia Especializada em Homicídios (DEHOM), de Mossoró, em cumprimento à Operação Polícia Legal, fizeram a entrega de viaturas irregulares, coletes e munições vencidas.

A partir de agora, os policiais não vão mais aceitar trabalhar dentro da ilegalidade e nem colocando a própria vida em risco por falta de investimento do Estado na Polícia Civil.

No total, os agentes da Dehom fizeram a entrega de sete viaturas, sendo que três já se encontram no setor de transporte, pois estavam quebradas, bem como 21 coletes e mais de 100 munições, de vários calibres diferentes. Os coletes e as munições estão vencidos, alguns desde 2000.

Diante dessa situação, os policiais recolheram o material e entregaram através de ofício ao delegado responsável pela unidade. Essa medida vem sendo adotada em várias delegacias do Rio Grande do Norte, entre especializadas, distritais e também as de cidades do interior.

Delegacia de Homicídios é esvaziada; coletiva mostrará caos

Amanhã (terça-feira, 15), às 16h, o delegado Clayton Pinho, da Delegacia de Homicídios de Mossoró (DEHOM), e os advogados Paulo Cesário e Catarina Vitorino, presidente e vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Trânsito e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), irão receber os jornalistas para uma entrevista coletiva.

Será na própria sede da OAB em Mossoró.

A OAB/Mossoró vai fazer um trabalho de acompanhamento na Dehom, que vem perdendo efetivo ao longo dos últimos meses.

A intenção é evitar que haja novas perdas de efetivo e a DP acabe fechando.

A Dehom foi inaugurada em setembro de 2012. Ela já perdeu metade do seu efetivo e tem registrado redução na elucidação de crimes.

Elucidação de crimes

Em 2012, quando foi inaugurada, a especializada possuía um efetivo de 12 agentes, dois escrivães e um delegado, além de três viaturas.

Hoje, a equipe é composta por cinco agentes, um escrivão e um delegado, e apenas duas viaturas. Esse efetivo, muitas vezes, fica menor ainda. Policiais e viaturas são “emprestados” para outras delegacias da região.

Entre 2013 e 2014, a Dehom vinha apresentando índices de elucidação de crimes acima da média nacional.

No Brasil, 20% dos inquéritos são concluídos com autoria e 2% dos indiciados são condenados.

Na Dehom, o índice de elucidação variava entre 55% e 75%. A chamada taxa de atrito, que refere-se às condenações, alcançava 5%.