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Startup de Mossoró em expansão nacional muda quadro societário

A Bee Delivery, startup brasileira de entrega sob demanda (delivery) fundada em janeiro de 2018, em Mossoró, está com mudança societária a caminho. Negócio de valores não revelados numa empresa que experimenta expansão em escala geométrica no país.

Thales, André, Thiago e Luan: novo cenário na Bee (Foto: redes sociais)
Thales, André, Thiago e Luan: novo cenário na Bee (Foto: redes sociais)

A Bee possui três sócios e fundadores – Thales Patreze, André Ramon e Luan Rodrigues – com partes iguais. Cada um assume cadeira na Diretoria. Thales, além de diretor Comercial acumula a posição de CEO.

Porém, ele manifestou desejo de negociar sua parte e alçar novos voos, como empreendedor que o é. Os sócios não conseguiram acordo. Thales, então, ele partiu para o mercado. Sua primeira opção em mente foi o manauara Thiago Tupinambá, detentor de cinco operações franqueadas da Bee Delivery na região Norte. Bateu sinergia: interesse.

As conversações evoluíram rapidamente e, da mesma forma, o negócio foi fechado. Martelo batido.

Thiago Tupinambá é franqueado da Bee Delivery há pouco mais que 4 anos, portanto conhece muito bem a operação – vale lembrar que a empresa vai fazer 5 anos em janeiro próximo – e tem um bom relacionamento com os sócios primários e remanescentes da Bee. Tudo isso facilitou o acordo.

O entendimento foi amarrado há aproximadamente 20 dias e comunicado segunda-feira (26/12) para os mais de 100 colaboradores da empresa. O evento aconteceu em sua sede operacional em Mossoró e teve transmissão online para outros tantos espalhados pelo Brasil.

Tupinambá permanece essa semana em Mossoró e deve concluir a transição até esta sexta (30/12), último dia de Thales Patreze na casa.

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A teimosia em tempos de Covid-19

Por Odemirton Filho

O meu pai anda entediado e chateado. Diz que depois de idoso os filhos querem mandar em sua vida e lhe dizer quando poderá sair de casa.

A sua rotina, segundo me disse, é ficar vendo a TV, lendo, aguando as plantas, limpando a casa do cachorro e, de vez em quando, acessando a internet, uma vez que não é afeito às redes sociais.

Para ele, esse isolamento social é um verdadeiro tormento. Minha mãe não o deixa quieto. Sempre pedindo de forma “carinhosa” para que faça algum serviço doméstico.Reclama, ainda, que ao ver o noticiário não sabe em quem confiar. Há opiniões contraditórias sobre o distanciamento social, se deverá observar o isolamento vertical ou o horizontal.

A saída de casa, às vezes, é para ir à padaria comprar pão. Até a feira é por delivery, veja só.

Segundo ele, ainda tem o noticiário diário batendo na mesma tecla: ficar em casa, usar máscara, lavar bem as mãos e usar álcool gel 70, enfim, o que todos devemos fazer para impedir a disseminação do coronavírus.

Como começou a trabalhar ainda criança, ajudando na mercearia de Pedro Pereira da Costa que no ficava mercado central de Mossoró, acha que deixar de trabalhar é um exagero.

O pior não é ficar em casa, o pior é ter que aguentar a sua mãe chamando constantemente para reclamar ou mandar fazer algo. Nessa idade ficar levando “batido”!

Tento convencê-lo, por telefone, que o isolamento social é imprescindível, conforme os especialistas.

Seja qual for o isolamento social indicado, como ele faz parte do grupo de risco, com isso mais vulnerável à Covid-19, é recomendável que permaneça em sua residência.

Apesar de continuar a reclamar, entende a gravidade da situação e, por enquanto, encontra-se sem “arredar” o pé de casa.

Ô velho teimoso.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça