Arquivo da tag: DEM-AP

Renan, não!

Por Carlos Santos

Parte da Grande Imprensa está com dificuldade de explicar o expurgo do todo-poderoso Renan Calheiros (MDB-AL) da presidência do Senado.

Mistura de torcida contrariada com incapacidade, teimosa, de fazer leitura de uma época: ó tempos, ó costumes.

Durante a manhã de sábado (02), clima chegou a ficar ameno entre Davi e Renan; esquentaria à tarde, de novo (Agência Senado)

A eleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP) à presidência do Senado não é o triunfo do novo e asséptico. Ele não encarna o que se propaga por aí como a “nova política”.

Nem de longe pode ser caracterizado como personagem deificado e incomum na política brasileira. É o mais do mesmo. Desconhecido por boa parte do público, não passava até bem poucos dias de mero espécime do baixo clero da Alta Câmara.

Como tivemos nas urnas em 2018, ocorreu um voto de exclusão, em vez de uma escolha propriamente dita.

A prioridade foi barrar o velho coronel alagoano e, não, necessariamente eleger Alcolumbre. Não fosse ele, seria outro.

Renan, não!

O senador do Amapá e do DEM não foi ungido por suas eventuais virtudes.

Renan é que terminou rejeitado por suas notórias deformidades.

Seria seu quinto mandato presidencial, um recorde que superaria o maranhense José Sarney.

Fica para a próxima. Em breve, teremos outra eleição interna.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Davi derruba o todo-poderoso Renan Calheiros no Senado

Do G1

senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), 41 anos, se elegeu presidente do Senado neste sábado (2) ao obter 42 votos, um a mais que os 41 necessários para um candidato ganhar no primeiro turno. Dos 81 senadores, votaram 77.

Alcolumbre e Renan duelaram durante dois dias e o primeiro levou a melhor surpreendentemente (Foto:Jovem Pan Imagens)

É a segunda vez que o MDB perde uma eleição para a presidência do Senado desde o fim da ditadura. Renan Calheiros (MDB-AL) buscava se tornar presidente da Casa pela quinta vez. Mas abandonou a candidatura durante a eleição por entender o processo “deslegitimado”.

Com a vitória de Alcolumbre – um aliado do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), de quem recebeu apoio nos bastidores –, o DEM passa a comandar o Senado Federal e a Câmara dos Deputados – nesta sexta-feira (1º), Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito presidente da Câmara, também em primeiro turno.

O resultado da eleição no Senado foi o seguinte:

  • Davi Alcolumbre (DEM-AP) – 42 votos
  • Esperidião Amin (PP-SC) – 13 votos
  • Angelo Coronel (PSD-BA) – 8 votos
  • Reguffe (sem partido-DF) – 6 votos
  • Renan Calheiros (MDB-AL) – 5 votos
  • Fernando Collor (Pros-AL) – 3 votos

A vitória de Davi Alcolumbre foi precedida de:

Logo após o anúncio da vitória, Davi Alcolumbre assumiu a cadeira de presidente. Ele cumprimentou todos os concorrentes, inclusive Renan Calheiros. Disse que dará ao rival o mesmo tratamento conferido aos demais colegas.

“Quero dizer ao senador Renan Calheiros que terá dessa presidência o mesmo tratamento que todos os partidos devem ter”, afirmou.

O novo presidente do Senado destacou a importância de “reunificar” a Casa e afirmou que não conduzirá os trabalhos com “revanchismo”. Segundo ele, a condição de adversários é “passageira”, enquanto as instituições são permanentes.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Toffoli determina voto secreto para eleição no Senado

Davi Alcolumbre (sentado) é cercado por Renan e Kátia Abreu durante sessão (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Do G1

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na madrugada deste sábado (2) que a eleição para presidente do Senado seja feita por meio de votação secreta. Ele atendeu a um pedido dos partidos Solidariedade e MDB.

A sessão que vai definir o novo comando da Casa está marcada para as 11h deste sábado após ter sido adiada na noite de sexta-feira (1º), depois de muito tumulto e bate-boca entre os senadores.

Na decisão, Toffoli anulou a votação conduzida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que por 50 votos a 2 e uma abstenção estabeleceu voto aberto para a eleição que escolherá o presidente – 28 senadores não votaram.

Sessão tumultuada

A sessão foi das mais constrangedoras, sobretudo para um início de legislatura e depois dos recados das urnas nas eleições do ano passado, por todo o país.

Em um momento mais tenso da sessão, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) chegou a ocupar a Mesa Diretora e tomou das mãos de Davi Alcolumbre (DEM-AP) a pasta na qual estavam os documentos referentes à sessão.

Candidato à presidência e na defesa intransigente do voto secreto, Renan Calheiros (MDB-AL) revoltou-se com a condução da sessão por Alcolumbre e a aprovação do voto aberto.

Saiba mais clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.