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A ‘última edição’ do jornal Gazeta do Oeste

O domingo (30) foi de demolição. O prédio-sede do jornal Gazeta do Oeste em Mossoró foi posto abaixo. Vai se transformar num estacionamento privado.

Ficava localizado no cruzamento da Avenida Cunha da Mota com Rua Frei Miguelinho, centro da cidade.

Imóvel foi demolido para dar vida a um estacionamento privado no centro da cidade (Foto: BCS)

Com ele, uma parte de minha história pessoal e profissional também se foi. Deixou de ter endereço físico, digamos.

Foi meu lugar laboral e sentimental durante longos anos. De muito aprendizado, que se diga.

O imóvel era a simbologia de um tempo vencido, passado, concluído. Mais do que importância histórica, ele possuía uma simbologia para mim e outros tantos que passaram por lá. Difícil explicar.

A última edição do jornal Gazeta do Oeste de Canindé Queiroz foi às ruas no dia 31 de dezembro de 2015. Comecinho de 2016, seus funcionários e o mundo foram avisados de que chegara ao fim (veja AQUI).

Sua primeira edição chegou às ruas em 1977. Foram quase 40 anos de trajetória como uma das mais importantes marcas do jornalismo do estado.

Definhou por vários fatores, mas em parte devido à própria asfixia generalizada – em todo o mundo – da indústria do jornal impresso.

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MP é acionado para apurar demolição do Hospital Duarte Filho

Do Mossoró Hoje

O advogado Jefferson Freire acionou o Ministério Público Estadual nesta segunda-feira, 6, para que seja investigado a demolição repentina e sem explicações à sociedade do Hospital Duarte Filho, que era mantido pela entidade filantrópica Sociedade Hospital de Caridade.

No pedido entregue à Promotoria do Patrimônio Público, o advogado Jefferson freire acostou documentos mostrando que no caso da instituição parar de funcionar, o seu patrimônio deve ser transferido para uma entidade congênere, ou seja, para outra entidade filantrópica.

Demolição do Hospital Duarte Filho foi concluída no dia passado com uso de maquinário pesado na antiga construção

A reação do advogado é motivada por dever cidadão, justificou.

Jefferson Freire disse que em Mossoró, tanto as universidades como a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) precisam de uma estrutura para estudos e prestar serviços de saúde à população. E o que se veicula é que o prédio está sendo derrubado pela iniciativa privada, no caso, o Plano de Saúde Hapvida, apesar de esta instituição negar (veja AQUI).

O vereador João Gentil, do PV, terça-feira da semana passada, cobrou das autoridades explicações para o fato.

Nesta segunda-feira, 6, as máquinas concluíram a demolição do prédio principal do Hospital Duarte Filho, restante apenas a Capela.

"Hospital de Caridade" no passado (Foto: Manuelito)

Num trecho de sua peça, o advogado assinala o seguinte: “Pode o Ministério Público promover a adoção de medidas voltadas à garantia mínima e digna de acesso a bens e direitos que concorrem para a promoção da assistência à saúde dos cidadãos. Nesse contexto, deve-se esclarecer que em data de 25 de agosto de 2009, a pessoa de LUIZ AVELINO DA SILVA, à época membro do Conselho Municipal de Saúde de Mossoró [RN], declarou, em Termo de Representação [fls.], que o HOSPITAL DUARTE FILHO, constituído em data de 21 de setembro de 1974, nosocômio mantido pela SOCIEDADE HOSPITAL DE CARIDADE, foi fechado no ano de 2008, em face de interdição levada a efeito pela Vigilância Sanitária, bem como o seu patrimônio teria sido alienado a uma instituição privada.”

Sobre a suposta aquisição do imóvel pela Havpvida ou por um “braço” filantrópico do grupo de origem cearense, o advogado reitera o seguinte:

“claramente, o fato merece apuração, não só porque a instituição privada negou a aquisição do imóvel – mesmo que os operários que laboram no local tenham asseverado que será construído no local um hospital privado relacionado ao HAPVIDA ASSISTÊNCIA MÉDICA LTDA. –, mas porque deve-se esclarecer a origem dos bens e do patrimônio social do HOSPITAL DUARTE FILHO e da SOCIEDADE HOSPITAL DE CARIDADE, dada a possibilidade de ser estar perpetrando danos ao patrimônio público e social e/ou a interesses difusos ou coletivos, inclusive adotando-se urgentes providências contra a demolição em curso, até o esclarecimento dos fatos, isso porque existem inúmeras entendidas que podem continuar com a vocação originária do hospital, como as faculdades de medicina das instituições de ensino da cidade ou entidades de combate ao câncer.”

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