Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler foram derrotados pelo “General Inverno”, expressão consagrada na antiga Rússia, que traduz a força avassaladora da temporada invernosa no vasto território dos czares e dos ditadores comunistas.
Cada um em seu tempo, séculos XIX e XX, começou a perder campanhas militares gigantescas na teimosia e na autossuficiência.
Foram devorados pelo ego, sejamos claros.
O General Inverno vive em todos nós, precisando ser respeitado e administrado.
Vai terminar a campanha, chegaremos às eleições de outubro, com boa parte da população do Rio Grande do Norte sem saber que Styvenson Valentim (Podemos) é candidato ao governo estadual.
O senador e “candidato” Styvenson Valentim é o que posa de braços cruzados nesta foto (Foto: arquivo)
Por sua opção, não faz campanha. No máximo, usa redes sociais próprias e aparece em algum debate, além dos espaços naturais que provoca na mídia.
Ele é de fato um anticandidato.
Talvez o único outsider da política do RN.
O que, convenhamos, serve muito à sua imagem, esculpida a partir da atividade policial em blitzen da lei-seca, mas tem pouca serventia à própria política e à população potiguar.
Valeu em sua eleição ao Senado em 2018, contra gigantes como Garibaldi Filho (MDB) e Geraldo Melo (PSDB), além de mais 12 concorrentes (veja AQUI), porém não é o suficiente para 2022. A memória próxima no inconsciente popular, latente na massa, não é mais do rigoroso policial antipinguços ao volante, mas do senador falastrão que só se pronuncia na primeira pessoa.
Numa disputa de egos seria eleito fácil. Mas, a luta é pela administração do RN, tarefa que Valentim parece morrer de medo de abarcar. Daí ser compreensível sua campanha pelo avesso, para não ser visto ou lembrado.
Toca Raul!
Como Raul Seixas cantava em “Comboy fora da lei,” sendo candidato de verdade o senador Styvenson Valentim “pode ser que seja eleito” (sic). Na música, Raul narrava que alguém poderia lhe “assassinar” no mandato de prefeito.
Com Valentim, o pânico é ser obrigado a mostrar serviço – aquilo que cobra dos outros.
O que é outsider? – Um “estranho”, alguém por fora do sistema, do meio em que vive.
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Em Mossoró, um fenômeno político a ser melhor entendido adiante é o “Monopólio do Êxito”, que tem o peso de dogma.
Nesse lugar, tudo que ameaça ter sucesso na gestão pública ou deu certo, tem narrativa com nome e sobrenome obrigatórios.Se algo saiu errado, é culpa dos outros.
Garachués de gabinetes e proxenetas do jornalismo reforçam a construção dessa mitologia caricata.
Mas não são os únicos responsáveis por isso.
Tudo nasce da arrogância e ego doentios de quem não suporta a iniciativa, a competência e o valor alheios.
Mediocridade implícita.
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