Arquivo da tag: eleição suplementar de 2014 em Mossoró

O perigo do ‘Efeito Orloff’ no futuro de Tião

Francisco pensou que votos fossem dele; Tião deve pensar diferente (Foto: arquivo)

Até aqui, o ex-candidato a prefeito de Mossoró Tião Couto (PSDB) não sinalizou qual será seu futuro político, em se tratando de eleições 2018.

Deputado estadual?

Deputado federal?

Senado?

Vice-governador?

Coisa nenhuma?

Façam suas apostas.

Importante que o imberbe político aprenda com a história recente da política em Mossoró, na figura do ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Eleito à Prefeitura em pleito suplementar em 4 de maio de 2014, com mais de 68 mil votos, dois anos e cinco anos depois sequer teve condições de sustentar candidatura à reeleição. Desistiu da postulação em plena campanha, por falta de votos, por inexistência de apoio popular.

“Francisco” não entendeu, como o Blog o alertou pouco depois das eleições de 2014 (veja AQUI), que aquela montanha de votos não lhe pertencia. Era um ativo político volátil, sujeito a muitas variáveis.

Novo prefeito ganha para dividir história ou confirmar os Rosado“, apontava o título da matéria analítica.

Em 2016, o prefeito Francisco José Júnior deve ter lembrado, tardiamente, do que lhe foi antecipado.

Recordando o slogan de uma antiga propaganda de vodca, que gerou o chamado “Efeito Orloff”, é bom alertar: “Eu sou você amanhã”.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Três fatores devem mexer com disputa à Câmara Municipal

Três fatores devem produzir efeitos determinantes à formação da próxima Câmara Municipal de Mossoró. São duas situações surgidas dentro da própria campanha e uma que talvez ocorra no dia do pleito.

Primeiro – A manutenção da candidatura a vereador do ex-deputado federal Betinho Rosado (PP), no chapão do PP, PMDB,  PDT e PSB (veja AQUI). Impedido de registro em duas instâncias, ele tenta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a sua regularização. Caminha para não ter êxito e seus votos não serem computados à coligação, limitando a eleição de outro ou outros candidatos.

Segundo – O desmanche da candidatura à reeleição do prefeito Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”. Ele deixou ao deus-dará 184 candidatos a vereador, distribuídos em quatro coligações e três nominatas partidárias independentes.

Com esse bota-fora, muitos candidatos desistiram da candidatura, mesmo que não tenham formalizado isso perante a Justiça Eleitoral. Outros eventuais favoritos precisam se esforçar mais ainda para terem votos diretos e segurarem outros candidatos de menor porte na chapa proporcional.

Terceiro – A abstenção de eleitores poderá ser recorde no dia 2, devido ao feriadão que começará na sexta-feira (30) que antecede ao pleito do dia 2 de outubro (domingo). Tratamos desse tema numa postagem especial, sob o título “Feriadão poderá causar debandada expressiva de eleitores” (veja AQUI).

Isso tende a reduzir o quociente eleitoral. Em 2012, última eleição com disputa à Câmara Municipal, o quociente ficou em 6.545 votos e este ano tende a recuar. Um decréscimo de até mil votos não seria de estranharmos ou até mais.

Se houver um acirramento na corrida eleitoral majoritária, o que está se formando nessa reta final, essa redução poderá ser atenuada.

As maiores abstenções eleitorais em Mossoró em termos percentuais aconteceram em 1982 e 2014 (pleito suplementar). Em 1982 a abstenção foi de 15.435 (23,02%) eleitores. Já em 2014, tivemos 30.429 (18,45%) eleitores que tomaram distância das urnas, mas não aconteceu disputa ao Legislativo.

Em 2012, última eleição municipal regular, a abstenção ficou dentro da média com 12,80% do eleitorado, ou seja 21.122 votantes.

Veja AQUI o resultado das últimas 11 eleições municipais de Mossoró, num espaço de tempo que começa em 1968.