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Há 18 anos morria Dorian Jorge Freire, referência do jornalismo

Por Caio César Muniz (Portal da Rádio Difusora)

Dorian morreu aos 71 anos de idade (Foto: Arquivo do extinto Gazeta do Oeste)
Dorian morreu aos 71 anos de idade (Foto: Arquivo do extinto Gazeta do Oeste)

Há exatos 18 anos (24 de agosto de 2005), falecia em Mossoró, o escritor e jornalista Dorian Jorge Freire. Nascido em Mossoró em 14 de outubro de 1933, filho de Jorge Freire de Andrade e da professora Maria Dolores Couto Freire de Andrade, Dorian iniciou a sua vida no jornalismo nos passos do pai. Logo aos 12 anos de idade já ocupava uma coluna no jornal O Mossoroense.

Ao longo da sua vida, morou no Rio de Janeiro e São Paulo, onde se firmou como um jornalista combativo e de grande estilo. Entrevistou figuras importantes como Jânio Quadros, Aldous Huxley e Jean-Paul Sartre (Prêmio Nobel de Literatura).

Também manteve contatos com Fidel Castro, Elizabeth II, Craveiro Lopes, Raymond Cartier e Greene. Foi fundador, juntamente como Alceu de Amoroso Lima e Samuel Wainer, do jornal Brasil Urgente, um dos precursores da imprensa independente do país.

No Rio Grande do Norte escreveu para os jornais Tribuna do Norte, O Mossoroense e Gazeta do Oeste. Dorian faleceu aos 71 anos de falência múltipla dos órgãos.

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Morreu uma rainha…

Por François Silvestre

…e eu lamento e fico triste.

Rainha Elizabeth reinava desde 1952 e faleceu nesta quinta-feira (8), na Inglaterra (Foto: Web)
Rainha Elizabeth reinava desde 1952 e faleceu nesta quinta-feira (8), na Inglaterra (Foto: Web)

Nunca gostei da pompa besta das cortes ou dos palácios. Criticava e produzia ironias quando Renato Machado, na Globo, noticiava o nascimento de um príncipe inglês, e falava até sobre o cocô saudável do novo herdeiro da corte bretã.

Mas, sou um escravo da condição humana. Essa miserável e bela condição dos seres pensantes, que pensam serem superiores e terminam todos na mesma vala da insignificância, na mastigação voraz da Terra.

A Rainha da Inglaterra morreu. Lamento. Há, dela, na minha memória, um episódio nada heroico ou exuberante, que me fez seu admirador. Foi sobre a morte da sua nora, a princesa Diana. A corte inglesa estava sob ataque, e ela suportando bordoadas.

Ela decidiu sair ao desabrigo da rua. E havia um pátio grande com muitas flores, fotos, homenageando a princesa morta. Ela caminhou entre as flores e os presentes.

Nisso, ela viu uma criança com um ramalhete de rosas. Aproximou-se da menina e perguntou: “Quer que ponha lá”? A menina disse: “Não”. Ela fez uma cara de tristeza ou decepção e respondeu: “Tá certo”. Aí a menina disse: “Não é pra colocar lá, é pra você”. O rosto dela transformou-se, de triste para gratidão, “Ô, muito obrigada”. Recebeu o ramalhete e saiu vencedora.

A condição humana. Há um fosso entre a senzala e o palácio. Intransponível. O da senzala não vive, existe miseravelmente. O do palácio vive, entre o luxo e a desgraça humana. Porém, numa coisa terminam todos do mesmo jeito. Todos, da senzala ou do palácio, sem exceção, escravos do mesmo destino. A morte.

Leia também: Morre Rainha Elizabeth II aos 96 anos.

Contudo, o destino da vida não é determinante. Da morte, sim. Mas a desgraça da vida, na injustiça da desigualdade, é obra nossa. Dos que detém o poder de comandar e dos que sofrem esse comando sem a revolta de lutar.

Morreu uma Rainha. E o mundo continua vassalo da exploração.

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