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A Petrobras “deles” precisa ser devolvida ao povo do Brasil

O caso que trato por “Propinobras” (propina na Petrobras) é outro exemplo típico do “imponderável de almeida”, diria o grande dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues. Mas a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (veja AQUI), nem deveria nos surpreender.

Essa expressão criada por Rodrigues define o inesperado, o que estaria fora do ‘script’, surgindo do nada e alterando história e destinos. Pode ter esse peso no processo eleitoral presidencial e em vários estados.

A Petrobras já foi “nossa”, ufanisticamente. Há muitos anos a Petrobras passou a ser “deles”, ocupada, aparelhada, manipulada, vilipendiada, surrupiada, expropriada, sugada, ROUBADA.

Até para nomeação de cargos nos estados, como no RN, o critério é politiqueiro.

Gente que não sabe diferença entre óleo e água virou diretor. É o caso de Luiz Antônio Pereira (veja AQUI), irmão de Emanoel Pereira, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Antônio, conhecido na “Base” de Mossoró pelo nefasto apelido de “O monstro”, é um bacharel de direito de desempenho acadêmico sofrível que virou diretor geral da Petrobras na região de Mossoró durante a era PT/Lula/Dilma.

Saiu na marra, mas arranjaram um cargo compensatório para ele em Natal. Os mesmos amigos de sempre, os mesmos figurões influentes de sempre.

Sigo abastecendo meu transporte na rede BR, porque confio. Mas os “donos” da Petrobras vão continuar assaltando o que é nosso até quando?

Estado democrático de direito é incompatível com muitas figuras ‘republicanas’.

Como não são banidos, seguem imunes e impunes até outro escândalo.

A Petrobras precisa ser devolvida ao povo do Brasil.

Irmão de ministro do TST ganha cargo especial na Petrobras

Valeu a força política.

O ex-gerente da Construção de Poços Terrestres (CPT/SE) da Petrobras – que durante mais de uma década esteve sediado em Mossoró -, Luiz Antônio Pereira, passa a ocupar outro posto na estatal.

Hoje, ele tomou possena nova Gerência de Serviços Especiais na Sede da Petrobras em Natal.

O cargo foi criado especialmente para ele, depois de ter saído da Gerência em Mossoró em situação delicada.

“Havia sido afastado da gerência devido a problemas relacionados com a falta de competência gerencial e prática de assédio moral tendo sido, inclusive, condenado na Justiça Trabalhista por tais atitudes,” denunciou o Sindicato dos Petroleiros (SINDIPETRO) – veja AQUI.

Luiz é irmão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emanoel Pereira, além de ter forte endosso político dos deputados federais Fátima Bezerra (PT) e Henrique Alves (PMDB).

Força política pode devolver irmão de ministro à Petrobras

No plano nacional e internacional, a Petrobras ganhou divulgação superdimensionada no dia passado, com o primeiro leilão do Pré-Sal sob o regime de partilha – em que parte do petróleo extraído fica com a União (veja AQUI).

Luiz: força de cima para baixo

Mas em suas entranhas e no microcosmos potiguar, o nível de negócios – ou de ingerência politiqueira – na estatal chega a patamares burlescos. O enredo revela como a empresa sofre influência externa, para acomodação de arrumações estranhas aos seus propósitos, foco e perfil técnico-econômico.

No dia 26 de outubro, este Blog noticiou com exclusividade (Clique AQUI – Gestão pouco ‘republicana’ derruba gerente da Petrobras) a queda do Luiz Antônio Pereira, gerente do Serviços Especiais em Mossoró, após 11 anos de administração questionável e carregada de denúncias de abuso de poder, com evidência de assédio moral.

Mas a história não está concluída.

O fato é que após ser ejetado da gerência, o bacharel em direito Luiz Antônio Pereira passou à nova pressão de bastidores, para retomada de espaço, graças a influência do seu irmão – o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emanoel Pereira.

Por via transversa, o nome do deputado federal Henrique Alves (PMDB), presidente da Câmara Federal, aparece de forma proeminente no caso. Seria a voz tonitruante dos “Pereira” na Petrobras, para que Luiz continue com bom emprego, mesmo considerado um pária na empresa, espécie de “corpo estranho”.

A alta gerência da Petrobras no Rio Grande do Norte passou a sofrer pesada pressão para voltar a arrumar “um canto” para Luiz Antônio.

Entre empregados que conhecem sua atuação bizantina e intempestiva, Luiz Antônio é  conhecido por um epíteto que dá sua dimensão. É alcunhado de “O monstro”, tamanho o estigma que carrega.

Chegou ao cargo e à longevidade na cadeira de chefia, sem ter currículo técnico algum. Foi aboletado meramente por força de “QI” (Quem Indica). Era e é um estranho no meio, a exigente indústria do petróleo.

Com a saída atribulada e “inesperada”, muitos pensavam que estaria fechado o seu nefasto ciclo na empresa. Ledo engano.

Há costura política para que seja arranjada uma alternativa honrosa para Luiz Antônio, de modo que ele “volte por cima”.

Diante de toda esta pressão política o inimaginável estar para ser consagrado.

Graça Foster

Corre versão confiável de que a presidente da estatal, Graça Foster, conhecida como uma xerife, estaria disposta a ceder ao cerco. A Petrobras pode vir a criar uma nova gerência na região de Mossoró, para que Luiz Antônio não continue amuado e desmoralizado.

Henrique e Foster: poder que pode. Ou não!

O novo cargo vai de encontro à política da própria empresa, que começou sorrateiramente uma desmobilização de pessoal na região de produção terrestre, para investimento dessa mão-de-obra especializada no Pré-sal (veja AQUI).

Luiz Antônio Pereira passaria a ocupar outro cargo, mesmo que sem maior valor prático e de influência como o que detinha antes. Entretanto o “mimo” é uma forma de ele dar a volta por cima e tamponar um pouco do desgaste de sua saída, sem qualquer pompa ou questionamento dos liderados.

Até foguetões foram disparados nas cercanias da Petrobras (Mossoró), exaltando o bota-fora.

O caso promete render mais desgaste à Petrobras e mexer com os petroleiros.

Luiz Antônio consegue ser quase uma unanimidade, negativa, na empresa.

Mas ninguém pode desconhecer uma “qualidade” considerável nele: tem as “costas largas”.

Gestão “pouco republicana” derruba gerente da Petrobras

“Caiu”.

Luiz: enxurrada de processos por assédio moral

Como se diz na gíria política, quando algum nomeado para cargo comissionado é defenestrado, o todo-poderoso gerente de Serviços Especiais da Petrobras em Mossoró e região, Luiz Antônio Pereira, não é mais titular desse cargo estratégico.

Literalmente, “caiu”. Foi abatido, seria o termo mais correto.

Bacharel em direito e irmão do influente ministro do Emanoel Pereira, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Antônio nunca foi uma unanimidade na empresa e no posto. Foi aboletado na Giroflex por mera intervenção politiqueira na estatal, que na era PT se transformou numa subsidiária de interesses partidários e valhacouto para acomodar amigos do poder.

Ele desembarcou por lá como indicação política. Só. No currículo, praticamente nada. Nenhum vínculo, mínimo que fosse, com a história e foco da Petrobras.

Luiz Antônio Pereira foi comunicado ontem no final da manhã, que estava fora do cargo. Foi pego de surpresa.

Convocou reunião para informar que estava de saída e viu um auditório com rostos impassíveis. Ninguém ladeou-o ou manifestou solidariedade.

Isolado

Balbuciou algumas palavras e em menos de três minutos encerrou sua fala. Percebeu pela própria reação dos presentes, que teria tudo da “tropa” – menos apoio ou manifestação de sentimento de perda.

No cargo desde 2002, Luiz Antônio coleciona uma série de problemas que desaguam na Petrobras, sobretudo com enxurrada de demandas judiciais por assédio moral (veja exemplo AQUI, que este Blog publicou há alguns meses).

Contudo nos intramuros da empresa, há muito mais sendo administrado e camuflado administrativamente, para preservação do “nome” da estatal. Situações “pouco republicanas” estão no cabedal de problemas em apuração.

Substituto

A ordem é evitar escândalos. Bastam os já existentes no plano nacional e o desgaste da Petrobras perante a sociedade regional, devido recuo em investimentos e desempregos no setor.

Um nome saído de Aracaju-SE, deverá ser o substituto de Luiz Antônio Pereira. O engenheiro Mafram (prenome não obtido ainda pelo Blog), funcionário de carreira, está convocado para a tarefa.

O gerente geral Luiz Ferradans, ao lado de outros nomes de proa da Petrobras, esteve ontem em Mossoró. Em tese, apenas para reinauguração do Museu do Petróleo, na Estação das Artes Eliseu Ventania.

A Petrobras em Mossoró precisa passar por profundo reordenamento de métodos e relação com sociedade, servidores e terceirizados. Nos últimos anos, seu conceito desabou de forma proporcional à queda livre de Luiz Antônio Pereira, que se jactava de ser “imexível”.

Depois trago mais informações de bastidores.