Nuvens carregadas, imagem de prenúncio de chuva (Foto: Arquivo/Wilson Moreno/2023)
Apesar das poucas chuvas registradas em fevereiro, o inverno de 2025 no Rio Grande do Norte tende a ser normal. Isso porque a condição dos oceanos está mais favorável à ocorrência de chuvas tanto no sertão, como no Litoral nos próximos três meses, em consequência da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
O prognóstico de chuvas para os meses de março, abril e maio é divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN), após análise da situação dos oceanos e de outras condicionantes. É resultado de estudos levantados por meteorologistas de todos os estados do Nordeste, com a colaboração do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).
De acordo com dados da Emparn, as chuvas nas quatro mesorregiões do Estado ficaram bem acima do esperado em janeiro, enquanto em fevereiro (até dia 24) havia um deficit entre 30% e 35%. No entanto, essa diferença deve ficar abaixo desse patamar, tendo em vista as condições favoráveis para ocorrência de chuvas em todo o RN nesta quinta (27) e sexta-feira, dia 28.
O prognóstico divulgado na quarta-feira (26) prevê média acumulada de chuvas de 479,2 milímetros no Oeste nos meses de março, abril e maio; de 376,9 na mesorregião Central, que inclui o Seridó; 343,2 no Agreste e 533,8 mm no Leste Potiguar. “Provavelmente teremos boas chuvas a partir desta sexta-feira, cobrindo praticamente todo o Estado”, diz Gilmar Bristot, metereologista da Emparn.
Campeões de chuvas
Dos seis municípios com maior volume de chuvas acumuladas entre 01 de janeiro e 27 de fevereiro/25, três são da microrregião de Umarizal: Olho d’Água do Borges 404,8 milímetros; Martins 393,6 e Almino Afonso 377,4. O ranking é liderado por Monte Alegre, no Agreste, com 452 milímetros, e complementado por Timbaúba dos Batistas (Seridó Ocidental) 359,4; e Coronel João Pessoa (Serra de São Miguel) 356,4 milímetros.
Depois de anos de seca na década passada, o Rio Grande do Norte vem registrando uma sequência de invernos considerados normais desde 2019, sendo 2022 o melhor deles. Naquele ano, as chuvas ficaram na média ou acima dela em 145 municípios dos 161 monitorados pela Emparn.
Reserva hídrica atual
Nesta quinta-feira (27), o volume de água nos reservatórios acompanhados pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN) era de 2,68 bilhões de metros cúbicos, 59,94% da capacidade de armazenamento. No mesmo período, em 2017, no auge da seca, o volume era de apenas 13,7% da capacidade.
Plantio
Para a agricultura, a orientação da Emparn é a de que o agricultor procure no mercado sementes precoces de culturas como feijão, sorgo, milho, para que ele tenha sucesso na colheita. “Lembrando que mesmo em anos invernos normais sempre tem ocorrência de veranicos (períodos de sete ou mais dias sem chuvas) e isso pode trazer algumas incertezas para a agricultura. Mas, como é um ano com previsão dentro da normalidade, a orientação é que o agricultor, quando tiver condição favoráveis de umidade no solo, faça o plantio”, sugere Gilmar.
Especialistas enxergam condições favoráveis ao plantio (Foto: Sandro Menezes)
Previsões
Acumulado previsto para as mesorregiões nos meses março, abril e maio
Mapa metereológico postado hoje pelo Inmet (Reprodução do BCS)
O início de 2024, em sua primeira quinzena, será com chuva na Região Nordeste. Previsão de bastante umidade em praticamente toda a região. A previsão técnica é do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Alguns dos principais sistemas meteorológicos típicos de verão, como por exemplo a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), cavado do Nordeste/Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) e a formação de uma provável Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) irão contribuir para a ocorrência de pancadas de chuvas, acompanhadas de rajadas de vento no Nordeste.
RN
Já o relatório pluviométrico realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN) mostra chuvas por todas as regiões do estado, entre ontem e início desta terça-feira (2).
Entre 7h da segunda-feira (1º) e hoje, Porto do Mangue na região da Costa Branca teve 130.8 mm de chuva, a maior incidência desse fenômeno.
Veja outros locais com maiores chuvas: São Gonçalo do Amarante (80 mm), Lagoa de Pedras (76,2 mm), Grossos (57 mm), Nova Cruz (52,2 mm), Triunfo Potiguar (49 mm), Ipanguaçu (44,8 mm), Goianinha (40,2 mm), Nísia Floresta (31,2 mm), Japi (30,8 mm), Lagoa Salgada (25 mm) e Brejinho (22.4) e Natal (28 mm).
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O primeiro final de semana de novembro de 2022 apresentou chuvas acima de 100 milímetros no Rio Grande do Norte com maiores acumulados nas regiões Central e Oeste do Estado. O levantamento do Sistema de Monitoramento Hidrometereológico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN) registra os maiores acumulados, de sexta-feira (04) às 7h15, até o mesmo horário desta segunda-feira (7).
De acordo com as análises dos pesquisadores da Emparn, as chuvas decorrem das instabilidades associadas a restos de frente fria vinda da região Sul e Sudeste.
“A temperatura aumenta porque o sol passa a esquentar mais o Hemisfério Sul, sendo observada maior taxa de energia recebida nesse território e, com isso, um acréscimo da temperatura”, comentou Gilmar Bristot, chefe da unidade instrumental de Meteorologia da Emparn.
O sistema de monitoramento da Emparn registra também presença de umidade relativa do ar, um dos elementos que contribuem para o incremento da temperatura na área do litoral do RN e favorecem a ocorrência de chuvas. “Pelas previsões, há tendência de pancadas de chuvas tanto no litoral como no interior (Alto Oeste, região de Mossoró), no período da tarde e início da noite”, explicou Bristot.
Onde mais choveu
Período: 07h00 de 06 a 07h00 de 07/11/2022
Severiano Melo: 105.0
Olho d’Água do Borges: 103.0
Serrinha dos Pintos: 97.0
Rodolfo Fernandes: 82.0
Riacho de Santana: 81.0
São Fernando: 74.4
Almino Afonso: 73.0
Janduís: 69.8
Luís Gomes: 68.4
Tenente Ananias: 60.0
Venha-Ver: 59.6
Major Sales: 57.7
José da Penha: 57.0
Caraúbas: 55.7
Taboleiro Grande: 55.2
Felipe Guerra: 52.0
Jucurutu: 50.8
Rafael Fernandes: 48.1
Serra Negra do Norte: 48.0
Lucrécia: 45.6
Timbaúba dos Batistas: 45.0
Umarizal: 44.0
Caicó: 43.8
Antônio Martins: 42.8
Patu: 41.4
Martins: 39.6
Santana do Seridó: 39.0
Apodi: 37.0
Ipanguaçu: 36.0
Paraná: 36.0
Pau dos Ferros: 35.0
Campo Grande: 34.2
Alexandria: 30.0
Confira o boletim completo das chuvas do final de semana no RN no link abaixo:
Importante reportagem da Semana 38 (calendário usado pelos fruticultores) sobre a Agrícola Famosa publicada no Valor Econômico. A matéria entrevistou o CEO e sócio da empresa, o empresário Carlos Porro.
O Valor Econômico enfatiza que a abertura do mercado chinês ao melão do Brasil, em janeiro, trouxe perspectivas até há pouco inimagináveis para a Agrícola Famosa. Com o primeiro embarque à China previsto para o início de outubro, a empresa acredita que o país asiático se transformará no principal destino dos embarques em poucos anos, ultrapassando a Europa, que hoje absorve 95% das vendas externas.
Outro aspecto importante que a matéria destaca é de que as vendas internas e externas não pararam de crescer desde que o novo coronavírus começou a se espalhar. Com isso, o executivo Carlos Porro estima que o faturamento da empresa deverá subir 13% neste ano ante 2019, para R$ 700 milhões. A participação das exportações da receita, que foi de 60% em 2019, deverá subir para 70%.
Melão e melancia
De acordo com Carlos Porro, neste início de safra de melão a Famosa já fechou contratos equivalentes a 300 contêineres, um recorde. O plantio de melão e melancia iniciou-se no início de junho e a colheita para exportação teve início na semana 33 (meados de agosto) e se estenderá até fevereiro.
Nesta temporada, a expectativa é que sejam exportados 8,5 mil contêineres (mais de 160 mil toneladas) para a Europa, onde a empresa já atua há 25 anos. O Oriente Médio, para onde exporta há seis anos, deverá responder pelos 5% restantes das vendas externas.
Mercado chinês
Ainda na mesma reportagem vejam o que disse Carlos Porro: “Estamos começando os embarques para China com três ou quatro contêineres experimentais. Mas tenho certeza que tudo correrá bem e, como tudo na China é enorme, em três ou quatro safras o país pode superar as compras europeias”. As variedades e o tratamento para o transporte das frutas destinadas ao país asiático são diferentes, uma vez que a viagem para a China leva mais tempo – cerca de 30 dias.
Produção de trigo na Chapada do Apodi
Falando na reportagem sobre a experiência com plantio de trigo na Chapada do Apodi (Distrito de Tomé – Fazenda Macacos) em parceria com a empresa cearense Santa Lúcia Alimentos, o empresário afirmou que a Agrícola Famosa foi “provocada” a aproveitar uma nova oportunidade: o uso das terras vazias no inverno para o cultivo de trigo e algodão. “O empresário Alexandre Sales, da Santa Lúcia Alimentos, nos incentivou a criar oportunidades de negócios durante o período de inverno – e, portanto, de chuvas – na região. O melão e as outras frutas não gostam de chuva e as terras ficavam vazias e/ou com sorgo, apenas para rotação”.
De acordo com Porro, os custos de produção também ficaram abaixo do esperado. “Não fiz os cálculos ainda, mas ficaram menores que o previsto. Temos uma estrutura gigante para sustentar mesmo no inverno, quando não temos receita. Esses cultivos são perfeitos do ponto de vista financeiro e de aproveitamento de terras”, afirma ele. A Famosa tem 2 mil funcionários fixos e chega a reunir 6 mil durante o período de colheita das frutas.
Algodão também com boas perspectivas
Porro diz que fechou contrato de fornecimento antecipado de trigo com a Santa Lúcia Alimentos e, no caso do algodão, com a Santana Têxtil. Por causa dos bons resultados, é praticamente certo que a área de cultivo de trigo crescerá 100 vezes no ano que vem, para cerca de 500 hectares. E o mesmo deverá acontecer com o algodão.
Trigo no Semiárido
Também em outra reportagem da semana 38 no Valor Econômico o empresário cearense da Santa Lúcia Alimentos, Alexandre Sales mostrou-se bastante entusiasmado com os resultados preliminares da produção de trigo na Chapada do Apodi (Limoeiro do Norte). De acordo com o empresário, a variedade BR264 da Embrapa conseguiu se desenvolver com um ciclo bem curto, de 75 dias – ante o processo normal de 120 a 150 dias. Já a produtividade do campo de teste está em 5,3 toneladas por hectare, segundo as estimativas iniciais, quase duas vezes maior que as 2,4 toneladas por hectare, em média, do trigo gaúcho.
O empresário cearense aponta como vantagem o fato de a lavoura de trigo no Ceará ainda não ter pragas como nos Estados do Sul do Brasil. Com esse resultado, obteve garantia da Agrícola Famosa para semear o trigo em 500 hectares em 2020. A expectativa é que, com mais experiência, a produtividade média chegue a 5 toneladas por hectare.
Trigo no Semiárido II
Esperamos que tanto a empresa que utilizará o trigo na indústria de panificação e em outros produtos quanto as empresas parceiras no setor de produção façam um bom planejamento do uso das terras associado à disponibilidade de água, pois nesta região da Chapada do Apodi há sérios problemas de limitação de água para irrigação.
Trigo: colheita (Foto: reprodução)
Recentemente, na última grande seca (2011 – 2017) os produtores de banana tiveram sérios prejuízos com a cultura, perdendo inclusive contratos de exportação por causa da falta d`água nos perímetros irrigados do DIJA (Distrito Irrigado Jaguaribe- Apodi) e DISTAR (Distrito Irrigado Tabuleiro de Russas).
Embapa no RN
A notícia de que a Embrapa está sendo fortemente afetada no seu orçamento de custeio e investimento não pode servir de desculpa para que o RN deixe de reivindicar um centro nacional da empresa no nosso Estado. O RN e o ES são as duas únicas unidades da federação que não possuem uma unidade da Embrapa. O último Estado que conseguiu instalar um equipamento dessa natureza foi Sergipe, que num gol de letra emplacou o Centro Nacional da Embrapa Alimentos e Territórios.
A proposta precisa ser levada à ministra da Agricultura Tereza Cristina pela nova Reitora da UFERSA, Governo do RN, Prefeitura de Mossoró e parlamentares. O principal argumento para a liberação do centro é que a UFERSA colocaria à disposição da Embrapa laboratórios e escritórios e que assim, não seria necessário investimento na nova unidade.
A participação inicial da Embrapa seria na alocação de pesquisadores para desenvolver a agricultura irrigada do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE, dando ênfase à agricultura orgânica o que justificaria a criação em Mossoró de um Centro Nacional da Embrapa Agricultura Orgânica e Agroecologia.
Embrapa no RN II
O projeto de um centro nacional da Embrapa no RN é antigo. Ele foi iniciado no Governo de Wilma de Faria. Na época colocamos à disposição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) as instalações do recém-inaugurado Centro Tecnológico do Negócio Rural/ (CTARN)) que foi concebido numa parceria da Ufersa, Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX), Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
A Embrapa deu sinais de que instalaria a unidade em Mossoró e, inicialmente, liberaria 10 pesquisadores para a sua instalação. Passados 15 anos, apenas um pesquisador encontra-se em Mossoró na parceria Ufersa – Embrapa. Este foi apenas um dos inúmeros projetos em que a Ufersa mostrou-se sonolenta ao longo da última década.
Temos que aproveitar o interesse do MAPA na exportação de frutos para a Ásia e mostrar que uma forma de acelerar e se tornar competitivo mundialmente é produzindo frutos de qualidade e seguros do ponto de vista alimentar. Nada mais rápido do que contar com o apoio da Embrapa para deslanchar nesse setor muito importante para o país e para o Estado do RN e do Ceará e, também, para o Semiárido como um todo.
O CTARN – UFERSA está à disposição das entidades públicas e privadas para elaborar a proposta e discutir os principais gargalos e entraves burocráticos para tornar realidade este projeto. Precisamos acreditar que a lentidão na captação de investimentos é péssima para o nosso RN.
Eólica
A eólica é a mais barata entre as fontes renováveis de geração de energia, grupo que inclui ainda as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a solar e a biomassa. O custo da energia eólica atingiu R$ 195 por megawatt-hora (MWh). Em seguida, aparecem a biomassa (R$ 246/MWh), as PCHs (R$ 280/MWh) e só então a solar (R$ 321/MWh).
O custo mais baixo das eólicas está associado ao barateamento das tecnologias, principalmente com a chegada dos chineses nessa indústria. Isso é explicado também pelo fato de que fabricantes de aerogeradores vieram se instalar no Brasil após certa saturação do mercado europeu.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN) confirma a previsão de chuvas acima da média histórica para o trimestre de março, abril e maio próximos. De acordo com o meteorologista Gilmar Bistrot, os padrões climáticos indicam a ocorrência de chuvas distribuídas em todas as regiões do Estado.
Bistrot: bom inverno (Elisa Elsie)
Os estudos apontam para 479 milímetros na região Oeste, 376 na região Central, 342 na região Agreste e 533 milímetros na região Leste.
Em todo o ano de 2019 a média de chuvas foi de 840 milímetros.
A conclusão apresentada pela Emparn resulta das análises também de meteorologistas dos principais centros de previsão climática da região Nordeste que promoveram em Parnamirim, na terça-feira (18), a III Reunião de Análise Climática para o Semiárido Nordestino – Etapa Rio Grande do Norte.
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Anne Katherine é titular da Agricultura (Foto: PMM)
A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Executiva de Agricultura e Recursos Hídricos, vai realizar na próxima segunda, 30, no auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania, o I Fórum Climático do Oeste Potiguar. A iniciativa se deu devido à grande procura dos agricultores pelas previsões meteorológicas na região Oeste do Estado.
O evento será aberto para a comunidade e a perspectiva é de que cada município da região tenha seus representantes.
Emparn e Semarh
“Vamos fazer uma mesa de discussões e cada pessoa pode tirar suas dúvidas com os profissionais que virão de diversos órgãos ligados ao assunto”, explicou a secretária Katherine Bezerra.
Estarão presentes ao Fórum o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN), Gilmar Bristot, além do secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Maírton França, que apresentará informações sobre as condições e armazenamento dos reservatórios hídricos do Rio Grande do Norte.
Com informações da Comunicação Social da PMM.
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