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Allyson Bezerra cresce 13,5% e Rosalba apenas 1,3%

A pesquisa Rádio Difusora/Instituto Agorasei, que foi publicada nessa quarta-feira (28), é a terceira de uma série que a emissora divulga – sendo uma na pré-campanha e duas na atual campanha. O comparativo delas e o confronto de dados são bem reveladores.

A disputa à Prefeitura de Mossoró, segundo os números, mostra que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) patinha numa dianteira numérica há meses, sem arrancar. Parece ter chegado ao seu teto a duras penas, haja vista que não entrou na campanha com ‘gordura’, ou seja, boa sobra para enfrentar a concorrência com tranquilidade.

Ela oscilou de 32,5% em 21 de agosto para 31,5% em 16 de outubro e nessa nova sondagem se arrastou até 33,8%, crescimento dentro da margem de erro.

Já o adversário Allyson Bezerra (Solidariedade) segue em nítido crescimento, a ponto de empatar com ela agora. Ele tinha 20% no dia 21 de agosto, cresceu para 27,5% no dia 16 de outubro e dessa vez deu outro salto que o levou a 33,5%.

Nesse espaço de tempo e da primeira à terceira pesquisa, Allyson Bezerra inflou 13,5%, contra apenas 1,3% de Rosalba Ciarlini.

Quanto aos demais concorrentes, não há mínimo sinalizador que possam reagir e surpreender. Cláudia Regina (DEM) vive atrofia e Isolda Dantas (PT) está descartada completamente da contenda, a exemplo de Irmã Ceição (PTB) e Ronaldo Garcia (PSOL).

Veja abaixo a evolução das pesquisas:Voto útil

A ameaça que ronda a candidatura à reeleição de Rosalba Ciarlini é seriíssima. Sua estagnação é notória e inquestionável. A evolução de Allyson Bezerra é contínua e sólida.

Para Rosalba, o fantasma do “voto útil” é o agravante desse enredo. O fluxo de intenções de voto da pirâmide de indecisos tem sido contínuo na direção do seu oponente. Se isso não for estancado, o ritmo sendo mantido, ele logo estará à sua frente, virando uma onda sem controle.

Registre-se, ainda, que as outras candidaturas ditas competitivas, Cláudia Regina e Isolda Dantas, estão em falência múltipla, o que tende a se agravar com a nítida inviabilidade de ambas aos olhos de quem é antissistema, antirrosado, antirrosalbismo.

Podem sofrer ainda mais com perda de nutrição de intenções de voto até às urnas, mesmo que seus eleitores optem por candidatos a vereador de partidos em seu entorno.

Allyson, Cláudia e Isolda fazem parte do mesmo campo de oposição, pelo menos teoricamente. Existe campanha que parece sublegenda (ou força-auxiliar) de Rosalba e dos Rosados. Quer tudo, menos a mudança de modelo, paradigma, nome e sobrenome.

Bárbaros

Esse voto útil é um voto tático. É união por uma causa, assim até pode ser entendido. Não é simplesmente o voto para não perder, como acontece em incontáveis ocasiões.

Necessariamente, não se vota nesse ou naquele candidato por ‘gostar’, por se identificar ideologicamente ou por alguma avaliação qualitativa. É a coesão daqueles que têm diferenças com um adversário comum. Na história, na guerra e na política, esse tipo de composição é absolutamente normal e com milhões de exemplos.

Esparta e Atenas, inimigas por séculos, uniram-se numa aliança tática para derrotar o império militar desmedido da Pérsia.

Rosalba Ciarlini e seu grupo votaram maciçamente em Francisco José Júnior na eleição suplementar de 2014, derrotando de forma humilhante a deputada estadual Larissa Rosado (PSB, hoje no PSDB). Poderia ter ficado neutra, mas a então governadora preferiu trabalhar para impedir a ascensão do grupo da prima Sandra Rosado (PSB, hoje no PSDB), o que lhe parecia bem mais difícil de vencer adiante.

O Netflix, serviço de streaming (forma de entrega da mídia, do produto virtual) por assinatura, que permite assistir a séries e filmes sem comerciais, em um aparelho conectado à Internet, apresenta no momento a série “Bárbaros”.

Leia também: A força do não voto e o decisivo papel da catequese eleitoral.

Em síntese, reconta de forma romanceada a organização de diversos povos bárbaros para enfrentar a máquina profissional de guerra de Roma. Eles se detestavam, mas se uniram por um propósito de interesse a cada um. Não antecipamos o fim da série. Assista para entender. Numa analogia, é muito do que ocorre agora na política de Mossoró. Os não-romanos, ou seja, os bárbaros, enfrentam Roma.

A pesquisa contratada pela Rádio Difusora de Mossoró foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o número  RN-08062/2020.

Ouviu 600 pessoas entre os dias 21 e 22 de outubro. A margem de erro é de 3,9% e a confiança em 95%.

Veja AQUI como foi o resultado da pesquisa anterior.

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