Para quem quiser ver, mesmo a distância, basta passar na BR-304 no sentido Fortaleza (CE) ou Tibau (RN), Distrito Industrial de Mossoró, que está em curso a remoção de maquinário da indústria Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês).

No último dia 26 de março (veja AQUI), nossa página postou matéria especial sobre mais essa etapa da vã promessa de reabertura da fábrica.
“Conforme decisão judicial, serão retirados alguns equipamentos da fábrica unidade do Nordeste para atender um credor não sujeito à RJ (Recuperação Judicial). A empresa estará acompanhando este processo para que nenhum dano seja causado à fábrica e ajustará suas estratégias para garantir a continuidade do seu Planejamento“, comunicou laconicamente o grupo controlador dessa indústria, em Tubarão (SC), quando provocado pelos ex-trabalhadores a dar informações sobre a retirada de equipamentos imprescindíveis.
Engodo empresarial e político-eleitoral
A Porcellanati começou a funcionar em dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. Paralisou atividades em abril de 2014 e chegou a prometer que reabriria produção em janeiro de 2018 (veja AQUI). Na campanha eleitoral do mesmo ano veja AQUI), não faltou até mesmo promessa de criação de cerca de 500 empregos. Puro engodo empresarial e político-eleitoral.
Agora denominada “TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A”, essa indústria coleciona também um rastro de dívidas com ex-trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviço.
Se já era difícil ser retomada sua atividade regular com maquinário, sem parte dele, mais ainda.
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