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Capitão da PM do RN comandará Força Nacional em fronteira

Craveiro: comando (Foto: cedida)

Capitão da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Gustavo Henrique Craveiro Costa foi designado para comandar o efetivo da Força Nacional que se encontra no município de Pacaraima no Estado de Roraima, na fronteira com Venezuela.

Cerca de oitenta militares da Força Nacional estão nesse momento em Pacairama apoiando a Polícia Federal no controle de entrada de venezuelanos no Brasil, a Polícia Militar no patrulhamento ostensivo da cidade e o Exército Brasileiro com um efetivo sempre em prontidão para controle de distúrbios civis e ameaça à soberania do Brasil.

O Capitão Craveiro, potiguar de origem, integra a PM do RN e a Força Nacional. Esteve também integrando a equipe de segurança do então governador Robinson Faria (PSD).

Força Nacional

A Força Nacional é um programa de cooperação federativa coordenado pelo Ministério da Justiça. Composto por policiais militares, bombeiros, policiais civis e peritos que são cedidos pelos Estados, e em troca recebem armamentos,equipamentos, viaturas e etc, por parte do Governo Federal.

Para integrar nessa tropa de elite, é preciso passar em varios testes e ter uma conduta irrepreensível nas suas respectivas corporações estaduais.

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As razões dos militares

Por François Silvestre

Servi no Exército, Regimento de Obuses.

Tenho orgulho de ser reservista de primeira categoria do Exército Brasileiro. Respeito os militares e reconheço a excepcionalidade das suas funções. Não guardo nenhum respeito pelo militarismo ou pelas ditaduras dele decorrentes.

Militar é quem promove o civismo, quem faz apologia da violência é militarista,vizinho parede-meia da imbecilidade.

Nessa questão previdenciária eles não podem ser tratados na mesma ótica dos outros servidores, públicos ou privados.

Militar não pode sindicalizar-se, não pode fazer greve, não ganha hora extra, não ganha adicional noturno, não promove qualquer acordo individual ou coletivo para pressionar aumento ou correção salarial.

Portanto, não pode ser tratado igualmente quem não tem relação comparativa com o restantes dos servidores, em matéria previdenciária.

Militar não se aposenta, vai para a reserva. E pode ser convocado a qualquer tempo, nos primeiros cinco anos da reserva, sempre que algum fato excepcional ou guerra exija sua convocação.

François Silvestre é escritor

Inquérito vai apurar morte de militar do Exército em Mossoró

Feitosa: perda (Foto: redes sociais)

Comunicado oficial do Ministério da Defesa e do Exército Brasileiro admitiu a morte do 1º tenente Júlio César Ribeiro Feitosa Soares, do 23º Batalhão de Caçadores, sediado em Fortaleza-CE. Ele fazia parte do grupamento militar de cerca de 300 homens que desembarcou sábado (30) em Mossoró.

Integrava a “Operação Potiguar III”, que atende ao decreto presidencial 27.666 de 29 de dezembro de 2017, para Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no RN, devido movimento de paralisação dos policiais militares, bombeiros militares e operação padrão da Polícia Civil.

O tenente, de origem cearense, foi encontrado morto com um tiro de pistola na cabeça no início da manhã desta segunda-feira (1º), no interior do Ginásio Poliesportivo Engenheiro Pedro Ciarlini Neto (veja AQUI), em Mossoró.

Seu corpo já passou por exame cadavérico e foi removido para sepultamento no Ceará, com uso de helicóptero do próprio Exército.

IPM

A versão corrente, que o Exército não endossa até aqui, é de que ele teria posto fim à própria vida.

Na nota, é asseverado que as investigações sobre a morte estão sendo conduzidas por um Inquérito Policial Militar (IPM).

Ao seu término, haverá o esclarecimento público do fato.

Em pelo menos dois áudios que circulam em redes de WhatsApp, a que o Blog Carlos Santos teve acesso, é narrado por colegas da vítima que todos se surpreenderam com o barulho e eco que o tiro produziu no ginásio. A princípio, não se associou à morte.

Mas logo seu corpo foi encontrado ensanguentado e já sem vida. “Tá todo mundo com o moral baixo”, admitiu um dos militares.

Que descanse em paz!

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General assume forças de segurança do estado do RN

O general de brigada Ridauto Lúcio Fernandes passa a ser o comandante-em-chefe dos órgãos de Segurança Pública do Rio Grande do Norte.

O Diário Oficial do Estado (DOE), que já está no ar (online), do sábado (3), tem o Decreto 27.666 de 29 de Dezembro de 2017, nomeando o general para assumir as operações das Forças Armadas no RN, para a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em Natal, sua região metropolitana, além de Mossoró.

Ele continuará com essas prerrogativas até o próximo dia 12 de janeiro, podendo ser prorrogado, dependendo da situação de segurança pública no estado até lá.

General Ridauto: ordem (Foto: Web)

Leia também: Temer atende pedido de Robinson Faria e enviará 2 mil homens.

O general Ridauto Lúcio Fernandes é Comandante da 7ª Brigada da Infantaria Motorizada Felipe Camarão (Natal). Ascendeu ao generalato no dia 31 de março deste ano, tendo antes ocupado a Chefia do Estado-Maior da 6ª Região Militar, em Salvador-BA.

É natural de São Paulo-SP e tem 51 anos. Está no Exército desde fevereiro de 1981.

Os primeiros homens das Forças Armadas, enviados pela Presidência da República, chegaram e começaram patrulhamento em Natal e região ainda nesta sexta-feira.

É a segunda vez em 18 meses que elas atuam no RN para reposição da ordem pública.

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O Exército politizado

Por François Silvestre

O ocaso do Estado Novo, a inclusão do Brasil no rol dos combatentes aliados, a expectativa de liberdades democráticas, num processo irreversível de redemocratização criaram no intestino das Forças Armadas um clima de confronto ideológico.

Tudo isso acentuado após o fim da Segunda Guerra. O Exército brasileiro, agente ativo de todas as mobilizações políticas desde a proclamação da República, torna-se, no fim dos anos Quarenta, e nas décadas seguintes, um conglomerado político e politizado. E como é da essência política, dividido.

A divisão da caserna, nesse quadro, guardava contornos típicos de uma agremiação partidária heterogênea. Duas alas, antes restrita ao Clube Militar, assumiam suas posições conflitantes, com influência na vida político-partidária do país.

Uma ala à direita, sob a liderança do general Canrobert Pereira da Costa, e outra à esquerda, liderada pelo general Estillac Leal.

Em três de Outubro de 1955, ocorrem as eleições para presidente e vice-presidente da República. O voto não era vinculado, cada cargo tinha disputa independente. Disputaram a presidência Juscelino Kubistchek, Juarez Távora, Adhemar de Barros e Plínio Salgado. Para vice-presidente eram candidatos João Goulart, Milton Campos e Danton Coelho.

Juscelino e Jango foram os vencedores. A UDN, sob a liderança de Lacerda e Afonso Arinos, induziram o presidente Café Filho a não dar posse aos eleitos. Sob a alegação de que JK não obtivera mais de cinquenta por cento dos votos. A lei de então não continha essa exigência, e a Justiça eleitoral não considerou procedente o esperneio da UDN.

No último dia de Outubro, morre o general Canrobert Pereira da Costa, líder da ala direita do Exército. Estillac Leal morrera antes das eleições. No sepultamento de Canrobert, na presença do Ministro da Guerra, general Lott, o coronel Bizarria Mamede (general em 64) faz um discurso político, exigindo novas eleições e negando a posse dos eleitos.

Nas memórias de Lott ele conta que não prendeu Mamede, naquele momento, por respeito à família do morto. Mas cobrou do presidente Café a punição do coronel.

Sob pressão Café “adoeceu”, internou-se e passou a presidência a Carlos Luz, presidente da Câmara dos Deputados. Lott pediu audiência ao interino para cumprir a punição de Mamede. Após duas horas de espera, na antessala da presidência, Carlos Luz recebeu Lott e desautorizou a punição. “Não há nada nem ninguém para ser punido”.

Lott pediu demissão. Carlos Luz aceitou e cometeu o erro de adiar a posse do novo ministro.

Já em casa, o general Lott comunica-se, por um rádio de campanha, com o colega Odílio Denys. Conta o ocorrido. O general Denys pergunta quem era o novo ministro. Lott responde que não sabia e que a posse do mesmo ficara para o dia seguinte. Odílio Denys orienta: “Então você ainda é o Ministro. Sua saída será o desrespeito ao resultado das eleições. Os eleitos não tomarão posse”.

Lott pôs os tanques na rua, depôs Carlos Luz e colocou na presidência o presidente do Senado, Nereu Ramos. Mamede foi punido.

A UDN articulou a volta de Café à presidência, pois o mesmo declarara-se “curado”. Teixeira Lott cercou o apartamento de Café Filho, em Copacabana, e declarou que ele continuava “doente”.

Em primeiro de Janeiro de 1956, Juscelino e Jango tomaram posse. No início do governo JK sofreu duas tentativas de golpes, Jacareacanga e Aragarças. Mas isso é outra história. Té mais.

François Silvestre é escritor