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Exportações do RN são acertadas em cheio por tarifaço dos EUA

Salinor produz mais de 2,5 milhões de toneladas/ano de sal (Foto: Site da empresa)
Salinas exportadoras são acertadas em cheio por tarifaço (Foto: Site da Salinor)

Dos dez produtos mais exportados do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos no ano passado, só dois escaparam do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. São eles: óleos de petróleo e pedras de construção, como o granito. Os demais produtos passarão a ser submetidos a uma taxa de 50%, o que praticamente inviabilizará a entrada desses itens potiguares no mercado americano, diz reportagem do jornal Agora RN.

Os dois produtos que escaparam do tarifaço estão em uma lista de 694 exceções que o governo americano definiu para a sobretaxa sobre as mercadorias brasileiras. Fora esses itens, o restante vai receber uma tarifa adicional de 40%, elevando o valor total da sobretaxa para 50% —considerando os 10% anunciados em abril. As taxas devem entrar em vigor em 6 de agosto, segundo anúncio da Casa Branca.

Entre os principais produtos exportados do RN para os EUA que serão taxados, estão pescados, sal marinho, frutas e confeitos (como caramelos, pirulitos e pastilhas). A Casa Branca informou que a castanha-do-pará está entre as exceções – há uma dúvida se isso inclui castanha de caju, que está também entre os itens mais exportados do RN para os EUA.

Em 2024, no total, o RN exportou US$ 67,1 milhões em produtos para os Estados Unidos. Neste ano, antes do anúncio do tarifaço, as vendas estavam em alta. De janeiro a junho de 2025, segundo a Federação das Indústrias (Fiern), foram exportados US$ exatamente 67,1 milhões – ou seja, em apenas seis meses, o volume de exportação foi equivalente ao ano passado inteiro.

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Taxação norte-americana compromete cadeia produtiva salineira do RN

RN tem produção estelar no país que agora está sob interrogação (Foto: Arquivo)
RN tem produção estelar no país que agora está sob interrogação (Foto: Arquivo)

O Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL-RN) afirma que a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros “vai excluir o sal nacional do mapa de negócios com as empresas americanas.” Conclusão foi posta pelo sindicato em nota técnica emitida nessa segunda-feira (14). O estado é responsável por produzir 98% do sal brasileiro e deve, portanto, sofrer grandes consequências com a medida.

O tarifaço coloca em risco, portanto, 4 mil empregos diretos instalados em municípios do Semiárido Potiguar, além de postos de trabalho nas cadeias subjacentes, como venda, distribuição, frete rodoviário e frete marítimo. A perda dessa fonte de receita inviabiliza também a operação da concessão portuária do Terminal Salineiro Intersal, o Porto Ilha, que movimenta exclusivamente sal, aponta a nota. “O sal é estratégico e a derrocada da indústria salineira jogará o Brasil na dependência da importação”, afirma o documento.

O presidente do Siesal-RN, Airton Torres, destaca ainda que os EUA respondem por 47% de todos os negócios que a indústria salineira tem com o exterior, segundo dados dos últimos seis anos levantados pelo sindicato. “Os Estados Unidos são, notadamente, o maior importador de sal do mercado atingível pelo produto sal brasileiro, com participação de 27% dos embarques”, informa.

Torres aponta que os Estados Unidos consomem cerca de 16 milhões de toneladas de sal importado e têm um consumo total de aproximadamente 50 milhões de toneladas anuais, valor expressivamente superior ao consumo interno. “A título de informação, o mercado brasileiro consome por ano cerca de 7 milhões de toneladas.”

A nota destaca também que 58% do sal embarcado pelo Terminal Salineiro de Areia Branca, o Porto Ilha-Intersal, se destina ao exterior, e que 27% dos embarques totais são exportados para os Estados Unidos, gerando uma média de vendas de 530 mil toneladas de sal por ano.

Impactos na competitividade 

O sindicato aponta que a desvantagem competitiva do produto brasileiro se acentua à medida que todos os competidores estrangeiros, como Chile, Egito, Namíbia e México, são taxados pelo governo americano com tarifas inferiores.

Sobre a busca por possíveis novos mercados, o presidente Airton Torres afirma, em nota, que a possibilidade de exportar para outros destinos, como o mercado asiático, torna-se inviável devido aos altos custos logísticos. Outros mercados, como o europeu, que possui produção própria e importa seu déficit do Norte da África e do Oriente Médio, também são considerados fechados para a produção potiguar.

“Trata-se, pois, de produto com vendas regionalizadas e não globais, como é o caso de outras commodities. Logo, não há alternativas que possam receber o volume de sal brasileiro que deixará de ser enviado aos Estados Unidos”, afirma Torres.

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Porto de Natal exporta cinco mil toneladas de sal para os EUA

Embarque do produto é em equipamento especial (Foto: Codern)
Embarque do produto é em equipamento especial usado para variados produtos (Foto: Codern)

O Porto de Natal está trabalhando fortemente para ampliar o portfólio de cargas. Nos próximos dias vai carregar um navio com cinco mil toneladas de sal que terá como destino os Estados Unidos.

A operação acontece de maneira experimental e se consolidada pode ser o início de uma nova carga a ser movimentada com frequência no terminal portuário potiguar, através de “big bag”, que são contentores flexíveis de transporte de volumes médios que podem ser usados para armazenar qualquer tipo de granulado ou até mesmo líquidos, com segurança, resistência e maleabilidade máximas.

Frutas

“Nós estamos atendendo a uma demanda logística de clientes. Isso significa mais receita para a Codern (Companhia Docas do RN) e para o Rio Grande do Norte, pelos impostos. Além movimentar a economia, ainda se gera emprego e renda”, comenta o diretor-presidente, Nino Ubarana, ao ressaltar o apoio da equipe técnica da Companhia para viabilizar a operação.

A operação mostra também a capacidade de pluralidade de cargas que podem ser movimentadas no terminal portuário da capital potiguar, mesmo reconhecendo o know how na exportação de frutas, que terá início em agosto por uma nova empresa, a GreenSea. A previsão é de embarcar 10 mil pallets por semana na próxima safra de melões e melancias.

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Terminal salineiro tem aumento de 9,43% em seu embarque

Em janeiro, mais de 134,7 mil toneladas de sal deixaram o Porto-Ilha de Areia Branca embarcadas em navios com destino ao exterior e às regiões Sul e Sudeste do Brasil. A quantidade representa um aumento de 9,43% comparado ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado de 2015, foram embarcadas 1,95 milhão de toneladas do produto. Além de superar a expectativa – que era de 1,8 milhão – a operação foi superior à de 2014 em 427 mil  de toneladas, o que representou um incremento de 28% de um ano para o outro.

O volume de sal que deixa o Estado pelo mar deve ser ainda maior a partir de agora. Desde o ano passado, o porto de Natal também passou a embarcar sal a granel. As operações deste tipo devem continuar na capital. As informações são da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que administra os portos de Natal e de Areia Branca.

De acordo com o diretor-presidente, Emerson Fernandes, a perspectiva para 2016 é aumentar ainda mais a quantidade de sal que sairá do estado através do Porto Ilha de Areia Branca. “A meta é 2,2 milhões de toneladas. E acredito que a gente possa até superá-la”, apontou.

Em números arredondados, 60% da produção é escoada para o exterior e 40% são consumidos pelo mercado interno.

Com informações do Novo Jornal.