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Festival de besteiras da política potiguar

Estamos regredindo a passos largos na atividade política neste estado do Rio Grande do Norte.

Dois episódios registrados em Mossoró e Natal na campanha deste ano revelam a dimensão desse fosso.

Em Mossoró, o PMDB do deputado federal Henrique Alves – com a ajuda da campanha da candidata vitoriosa Cláudia Regina (DEM) – passou semanas discutindo o direito ao uso da cor verde, censurando a sua suposta apropriação pela adversária Larissa Rosado (PSB).

Em Natal, o PT vai às “barras da Justiça” tentar impedir o candidato Hermano Morais (PMDB) de utilizar uma estrela de cinco pontas, estilizada, como simbologia de sua campanha.

Enquanto isso… no Hospital Walfredo Gurgel.

Se o cronista Sérgio Porto, sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, estivesse vivinho da silva, escreveria uma versão potiguar para seu imortal Festival de Besteira que Assola o País (FEBEAPA).

“Febeapá” na Web deve ser ampliado após “Luíza”

Depois do “fenômeno” Luíza, próprio do Festival de Besteira que Assola o País (FEBEAPÁ), corremos o risco de outras endemias, via Web. Não faltam indícios desse perigo.

No caso Luíza, tudo nasceu da espontaneidade. O banal se alastrou naturalmente. Mais do que lapso de genialidade de produtores de uma propaganda para TV, em João Pessoa-PB, houve um surto de bobagem que se casou à força virótica da Web.

O fenômeno, de verdade, é o canal e não a linguagem, o bordão, a frase supostamente mágica. Isso, quase ninguém ou percebe, amplificando o disparate.

Podemos enfrentar onda pior adiante, com caçadores de fama entupindo a infovia com outras tolices.

Paciência!

Faz parte desse mundão de meu WebDeus, que é democrático, às vezes escrachado, politizado, anárquico ou simplesmente bobo.

Nota do Blog – “Febeapá” foi uma expressão cunhada pelo jornalista Sérgio Porto, alcunhado de “Stanislaw Ponte Preta”, que brilhou na imprensa carioca (e nacional), entre os anos 50 e início dos anos 60, usando o bom humor como essência de seus textos.